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EGW

UM DOS FATOS MAIS INTRIGANTES NA EXPERIÊNCIA DE EGW FOI:
Ellen G. White pediu aos outros que iriam citar os seus escritos que fizessem menção dela como autora. Em 30 de janeiro de 1905, David Paulson solicitou a Ellen G. White que permitisse a utilização de seus artigos para a sua revista mensal The Life-boat. Willie White, filho de Ellen G. White, respondeu assim a solicitação em 15 de fevereiro de 1905: “Minha mãe me pediu que diga ao sr. que pode sentir-se livre de selecionar de seus escritos artigos curtos para a ‘The Life-boat’. Você pode fazer resumos destes artigos curtos e de escritos similares, dando o devido crédito em cada caso.” (D. M. C., Life of Ellen G. White, cap. 10). Diante disso é estranha a tentativa de defender Ellen G. White feita por Robinson, de que “ela atuava sem conhecimento dos padrões literários que consideravam o uso dos escritos alheios como condenável ou desleal.” (White and Robinson, “Brief Statements,” p. 18). LEIA A MATÉRIA COMPLETA.

Ellen G.White e o Plágio

 
P. Hottman

Índice

Introdução 2
Havia suspeitas no século XIX (dezenove) de que Ellen G. White houvesse praticado Plágio? 2
As afirmações de Ellen G. White sobre a fonte de seus escritos e inspiração são corretas? 3
Ellen G. White praticou Plágio? 4
Os líderes da Igreja tinham conhecimento do Plágio em Ellen G. White? 6
“O Grande Conflito” é fruto de Plágio? 7
Ellen G. White também copiou para compor seus outros livros e artigos? 9
Há como defender Ellen G. White nessa questão do Plágio? 10
Outros escreveram por ela ou a influenciaram diretamente? 13
Ellen G. White ou White Lie? 15
A Igreja tentou mostrar algo aos Membros numa Lição da Escola Sabatina? 18
Conclusões 21
Histórico da questão do Plágio nos escritos de Ellen G. White 24

Quem não se deixa vencer pela verdade divina será vencido pelo engano.

Agostinho, Filósofo e Bispo da Igreja em Hipona (354-430)

 

Calar por  amor  ou  falar  por  causa  da  verdade?

Dr John Charles Ryle, Bispo Anglicano de Liverpool (1816-1900)

 

Você pode enganar todo mundo durante um tempo.

Você pode enganar algumas pessoas durante todo o tempo.
Mas você nunca poderá enganar todo mundo durante todo o tempo.

Winston Churchill (1874-1965)

 

O que é preferível: uma doce mentira ou uma amarga verdade?

Walter Rea, Pastor e Pesquisador Adventista (1982)

 

Ellen G. White e o Plágio

 

Estudo dividido em três partes

 

Introdução

Parte I
Havia suspeitas no século XIX (dezenove) de que Ellen G. White houvesse praticado Plágio?
Os escritos de Ellen G. White eram fruto de seus sonhos e visões?
Ellen G. White praticou Plágio?

Parte II
Os líderes da Igreja tinham conhecimento do Plágio em Ellen G. White?
Grande Conflito é fruto de Plágio?
Ellen G. White também copiou para compor seus outros livros e artigos?
Há como defender Ellen G. White nessa questão do Plágio?

Parte III

Outros escreveram por ela ou a influenciaram diretamente?
Ellen G. White ou White Lie?
Histórico da questão do Plágio nos escritos de Ellen G. White

 

Introdução

 

Havia suspeitas no século XIX (dezenove) de que Ellen G. White houvesse praticado Plágio?

Pode parecer surpreendente para a maioria dos adventistas, mas desde os primeiros livros sobre saúde (década de 1860) e durante várias décadas do século passado (século XX), Ellen G. White foi acusada de haver escrito seus livros a partir de trechos, ideias e textos de outros autores, sem atribuir-lhes crédito (não mencionava as fontes utilizadas). Em resposta a essa suspeita, a própria Ellen G. White, os dirigentes da Igreja e os responsáveis diretos por cuidar dos escritos dela (Depositários do Patrimônio White – White State) entraram em defesa de Ellen G. White e negaram qualquer possibilidade de que ela houvesse agido dessa forma. Essas negativas oficiais duraram desde a época em que ela ainda vivia até o ano de 1980.
I.            Muito conhecido da administração geral da Igreja Adventista e um dos encarregados de cuidar dos escritos de Ellen G. White após a morte dela, Arthur White destacava em suas afirmações a originalidade da produção de sua avó: “A sra. White não foi influenciada pelos que estavam perto dela, nem seus escritos foram manipulados. Suas mensagens não se basearam nas idéias dos que estavam perto dela nem em informação que outros pudessem lhe haver proporcionado”. (Arthur L. White, “Who Told Sister White?” Review (21 de Maio de 1959, pt. 2, p. 8-9).
II.            Muitos anos mais tarde, mesmo quando as críticas de um possível plágio eram mais fortes e sabendo que havia uma investigação em curso desenvolvida pelo pr. adventista Walter Rea sobre o assunto, Robert Olson, secretário do Patrimônio White negou enfaticamente que Ellen G. White tivesse copiado de outros. (Robert W. Olson, “Ellen G. White and Her Sources”, Adventist Forum, com período de perguntas e respostas, na igreja da Universidade de Loma Linda, janeiro de 1979).

Parte I

 

As afirmações de Ellen G. White sobre a fonte de seus escritos e inspiração são corretas?
Ellen G. White escreveu muito e sobre quase todos os assuntos que poderiam interessar aos adventistas do sétimo dia. Para os adventistas ela é uma fonte autorizada de verdade porque seus escritos vêm diretamente da inspiração proporcionada pelos sonhos e visões que ela recebeu de Deus. Este é um assunto muito sério para os adventistas que têm preservado e divulgado os seus escritos. O que Ellen G. White falou sobre a autoria e a fonte de seus escritos?

I.            Ellen G. White afirmou de seus escritos: “Tenho escrito muitos livros e eles têm tido ampla circulação. Eu sozinha não poderia haver revelado a verdade nestes livros, mas o Senhor tem me dado a ajuda do seu Santo Espírito. Estes livros, dando as instruções que o Senhor tem me dado durante os passados sessenta anos contém luz do céu e suportarão a prova da investigação.” (Mensagens Escolhidas, p. 35).
II.            Minhas visões foram escritas independentemente de livros e opiniões de outros.” (Manuscrito 27 de 1867). “Nestas cartas que escrevo, nos testemunhos que dou, estou vos apresentando aquilo que o Senhor me tem apresentado. Eu não escrevo nenhum artigo, expressando meramente minhas próprias idéias. Eles são o que Deus me tem exposto em visão – os preciosos raios de luz brilhando do trono.” “Isto é verdade quanto aos artigos de nossas revistas e aos muitos volumes de meus livros. Tenho sido instruída em harmonia com a Palavra nos preceitos da lei de Deus.” (Testimonies, vol. 5, pág. 67, Mensagens Escolhidas, p. 29 e “Ellen G. White, Mensageira da Igreja Remanescente”, p. 35). “O Espírito Santo tem traçado verdades em meu coração e em minha mente.” (Testimonies, Vol. 5, p. 64,67; Carta 90, 1906)
III.            Ellen G. White deixa claro que sua fonte de inspiração é o Espírito Santo. “O Espírito Santo é o autor das Escrituras e do Espírito de Profecia.” (Selected Messages, vol 3, p. 30) “Antigamente Deus falava por meio dos profetas e apóstolos. Nestes tempos Ele tem falado por meio dos testemunhos de seu Espírito.” (Testimonies, vol 4, p. 148; vol 5, p. 661).
IV.            Deus estabeleceu em sua Palavra e nos Testemunhos o que Ele tem enviado ao Seu povo.” (Battle Creek Letters, p. 74). “Deus tem falado a vocês. Tem estado brilhando luz desde a sua Palavra e desde os Testemunhos, e ambos têm sido desprezados e desatendidos.” (Testimonies, Tomo 5, p. 217).
V.            “Estes livros contém a verdade clara, honesta e inalterável e certamente devem ser apreciados. As instruções que eles contém não são produção humana.” (Carta H-339, 26 de dezembro, 1904) “Em meus livros se afirma a verdade, protegida por um ‘Assim diz o Senhor.” – (Carta 90, 1906, citada en Ellen G. White, por Arthur L. White, tomo 4, p. 393)  Numa referência aos ‘testemunhos’: “É Deus, e não um falho mortal, quem fala para salvá-los da ruína.” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 292).
VI.            Sei que a luz que tenho recebido vêm de Deus, nenhum homem me ensinou sobre ela.” (EGW a Bates, 13 de julho de 1847, MS B-3-1847 (Washington: EGW Estate).
VII.            Em defesa de sua inspiração, Ellen G. White fez inclusive reivindicação de inspiração verbal mostrando que sua fonte era somente Deus: “Quando minha pena vacila um momento, vêm a minha mente as palavras apropriadas… Quando escrevia estes preciosos livros, se eu titubeava, recebia a palavra mesma que eu queria para expressar a idéia.” (3MS, páginas 51, 52).
Ellen G. White praticou Plágio?

Para alguns adventistas, pelo fato da própria Ellen G. White haver afirmado que sua fonte de inspiração era unicamente seus sonhos e visões, o assunto já estaria encerrado. Como havia a suspeita de plágio, tornou-se necessário realizar uma séria verificação para inocentar ou comprovar o que foi afirmado. Assim, pela seriedade do assunto, e por ser esta uma maneira utilizada pelos críticos para denegrir a imagem e o ministério de Ellen G. White, a organização adventista patrocinou uma cara e grande investigação sobre o assunto. Em se tratando especificamente da produção de livros, o plágio é definido hoje como a apropriação de idéias ou trechos das obras de outros autores sem atribuir-lhes o devido crédito, bem como o camuflar a obra de qualquer outro e atribuir a si a autoria ou paternidade.
I.            Por volta de 1980, o pastor adventista norte-americano Walter Rea afirmava, após haver pesquisado por muitos anos, que Ellen G. White utilizou outras fontes que não as visões e sonhos para escrever os ‘testemunhos’, chegando mesmo a praticar plágio (utilizando e apropriando-se de escritos e idéias de outros autores sem dar-lhes o devido crédito).
II.            Em 1980 um Comitê foi designado para analisar as questões levantadas por Walter Rea (que ainda não haviam sido publicadas como livro). Reunidos na cidade americana de Glendale em janeiro daquele ano, eles concluíram que era muito grande a dependência literária de Ellen G. White e foi decidido encarregar um especialista para conduzir uma investigação mais ampla. Assim a IASD pediu ao Ph.D., Dr. Fred Veltman, chefe do departamento de Religião do Pacific Union College e especialista em análise literária, que fizesse uma investigação sobre as acusações de plágio dirigidas contra Ellen G. White por Walter Rea e outros. Depois de oito anos, sendo seis de pesquisa intensiva e U$ 500.000 de despesas o trabalho foi concluído (1988). (Nota: Dependência Literária: algumas vezes também é utlizada a expresão “empréstimo literário”, mas ambas as expressões traduzem o mesmo problema do ‘plágio’, e empréstimo literário seria ainda um eufemismo, pois ‘empréstimo’ traduz a idéia de futura devolução, o que não era o caso).
III.            Observe a seguir que, para surpresa e espanto da maioria dos adventistas os resultados da investigação do Dr. Fred Veltman revelaram que Ellen G. White praticou Plágio em diversos níveis e graus sem atribuir absolutamente nenhum crédito aos autores dos quais ela se valeu.
IV.            Tudo indica que por quase dois anos houve dúvidas com relação a publicação da pesquisa conduzida pelo Dr. Veltman. Entretanto (e finalmente), o resultado da investigação do Dr. Fred Veltman foi publicado na revista Ministry de novembro de 1990, a revista oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia para seus pastores nos Estados Unidos. A seguir, alguns relatos tais como aparecem na revista:
“É de suma importância notar que foi Ellen G. White mesma, não seus assistentes literários, quem compôs o conteúdo básico do texto do livro O Desejado de Todas as Nações. Ao fazer isto foi ela quem tomou expressões literárias das obras de outros autores sem lhes dar crédito como suas fontes.”
“Segundo, deve-se reconhecer que Ellen G. White utilizou os escritos de outras pessoas consciente e intencionalmente(…). As semelhanças literárias não são o resultado de acidente ou memória fotográfica.”
“Implícita ou explicitamente, Ellen G. White e outros que falaram em nome dela, não admitiram e até negaram a dependência literária (plágio) da parte dela.” (p. 11).
“Eu penso que qualquer tentativa de direcionar este problema (do plágio) deveria incluir uma consideração séria do que está se entendendo pelo tipo de inspiração de Ellen G. White e do papel dela como uma profetisa.”
“A maior parte do conteúdo do comentário de Ellen G. White sobre a vida e o ministério de Cristo, O Desejado de Todas as Nações, é mais derivado do que original (…). Em termos práticos, esta conclusão declara que não se pode reconhecer nos escritos de Ellen G. White sobre a vida de Cristo nenhuma categoria geral de conteúdo ou conjunto [catálogo] de idéias que sejam somente dela.” (p. 12).
“Devo admitir desde o começo que, na minha opinião, este é o problema mais sério a ser deparado com relação à dependência literária de Ellen G. White. Isto atesta um golpe ao coração de sua honradez, sua integridade, e portanto, sua confiabilidade.” (p. 14).
A “conclusão” de nº 4 no estudo é: “Ellen G. White empregou um mínimo de 23 fontes de vários tipos de literatura, inclusive ficção, em seus escritos sobre a vida de Cristo”. “Na verdade, não há meios de saber quantas fontes [exatamente] estão representadas na obra de Ellen G. White sobre a vida de Cristo”. (p. 13).
V.            Os comentários do Dr. Fred Veltman procedem de alguém amigo, não de algum oponente da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E ele não era só um amigo, como também um atuante obreiro adventista antes e depois da pesquisa. A Revista Ministry indagou a Robert Olson, na ocasião secretário do Patrimônio White, se estava satisfeito com a investigação  levada a cabo por Fred Veltman: “Estou totalmente satisfeito com esse estudo. Ninguém poderia ter feito um melhor trabalho. Ninguém. Ele [Fred Veltman] o fez como o faria uma pessoa neutra, não como um apologista”. (op. cit., p. 16).
VI.            Como se viu, sobre a obra “O Desejado de Todas as Nações” também é revelado pelo relatório do Dr. Fred Veltman que 23 diferentes obras foram utilizadas em sua composição, inclusive contos de ficção, como um romance fictício de uma jovem que escrevia sobre Jesus para o seu pai, um rico comerciante judeu que morava no Egito. (Veltman’s Report).
VII.            Observe esta conclusão feita pelo Dr. Fred Veltman, que destacamos novamente aqui: “Devo admitir desde o começo que, na minha opinião, este [o plágio e sua negativa] é o problema mais sério a ser deparado com relação à dependência literária de Ellen G. White. Isto atesta um golpe ao coração de sua honradez, sua integridade, e portanto, sua confiabilidade.” (Revista Ministry, nov. de 1990, pág. 14).

Parte II

Os líderes da Igreja tinham conhecimento do Plágio em Ellen G. White?
Embora negassem oficialmente o plágio nas obras de Ellen G. White, desde a época em que ela vivia, os dirigentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia e alguns assistentes literários tinham conhecimento que Ellen G. White utilizava obras de outros autores para produzir seus escritos. Conforme se pode perceber pela leitura do Relatório da Conferência dos Professores de Bíblia da Associação Geral de 1919, quatro anos após a morte de Ellen G. White, os principais líderes mostraram saber desse fato e alguns demonstravam uma séria preocupação de como fariam para contar aos irmãos da igreja. (Report of Bible Conference, 1919). Quanto desse assunto eles sabiam? Porque esse assunto não chegou às Igrejas?
I.            Arthur Daniells, presidente da Conferência Geral da IASD (na época de Ellen G. White), afirmou em 1919 sobre o livro “Sketches of Life of Paul” de 1883, que Ellen G. White havia copiado tanto material do livro “A Vida e as Epístolas de Paulo”, que seus autores Conybeare e Howson, ameaçaram a denominação em função do plágio. Embora o livro estivesse sendo considerado para ser vendido pelos colportores, ele foi tirado de circulação (o livro chegou a ser publicado em 1883 por duas casas publicadoras adventistas, Review and Herald e Pacific Press; Report of Bible Conference, 1919). Anos mais tarde, D. E. Robinson, em defesa de Ellen G. White, afirmou que o pr. A. G. Daniels não deveria se lembrar adequadamente do fato, pois não foram os autores, mas foi ‘a Editora T. Y. Crowell Co. New York’ que entrou em contato com a liderança da denominação adventista e que ‘não houve ameaça de processo’, mas que houve um acordo e o livro foi recolhido. (W. C. White, “Brief Statements Regarding the Writings of Ellen G. White” (St. Helena, Calif., “Elmshaven” Office, August, 1933, reprinted, 1981).
II.            O relatório da Conferência de 1919 mostra que muitos dirigentes (aqui incluido Tiago White) sabiam desde o tempo em que EGW ainda vivia, que seus escritos continham erros e que neles havia plágio (empréstimo literário) de outras obras. Embora fosse tomada uma decisão durante a citada reunião para que o relatório ou suas conclusões fossem disponibilizados para toda a liderança da igreja em todos os níveis, infelizmente nada foi feito para esclarecer aos membros da Igreja e nem mesmo aos pastores em formação sobre esses assuntos. Embora pessoas de influência tenham demonstrado claramente essa preocupação (W.W. Prescott, A.G. Daniels e outros) foi feita uma opção pelo silêncio. As 2400 páginas dos Relatórios ficaram em uma sala da Conferência Geral até 1974, ano em que foram ‘descobertas’ pelo administrador da igreja Dr. F. Donald Yost e finalmente disponibilizadas à alta liderança. Depois do advento da internet, e depois de pressões externas, elas foram disponibizadas no site do White State (www.whitestate.org) (Report of Bible Conference, 1919).
III.            Em 1980 (antes mesmo da investigação do Dr. Fred Veltman), numa reveladora declaração do presidente da Conferência Geral  da Igreja Adventista, Neal C. Wilson, foi afirmado de que a alta liderança e o White State sempre souberam do plágio. Entretanto, Neal Wilson disse que tinha que admitir que “a quantidade de material que foi tomado ‘emprestado’ era maior do que o que eles sabiam anteriormente.” (Neal C. Wilson, “This I Believe about Ellen G. White,” Adventist Review, 20 Março de 1980, p. 8-10).
IV.            Declaração semelhante foi feita pelo neto da sra. White, Arthur White, pouco antes de sua morte: “É certo que o intenso trabalho de estudo (…) tem revelado um uso mais amplo de outros escritos por parte de Ellen G. White do que era consciente o White State e os dirigentes da Igreja.” (Arthur L. White, “The Prescott Letter to W. C. White [6 de Abril de 1915], Washington: EGW Estate, 18 de janeiro de 1981, p. 4, 7).
V.            A srta. Mary Clough, sobrinha de Ellen G. White, que a serviu na função de assistente literária por algum tempo entre 1874 e 1875, ciente de como o trabalho de produção das obras de Ellen G. White era feito, terminou por denunciar a metodologia literária da tia, confessando ao pr. Adventista George B. Starr o seu mal-estar em participar de tais atividades. (George B. Starr, in EGW Estate “Uma declaração concernente … Fannie Bolton” EGW State DF 445). O depoimento dela ao pr. Starr é confirmado em um documento oficial adventista chamado “The Truth About The White Lie” (Document prepared by the staff of the Ellen G. White State in cooperation with the Biblical Research Institute and the Ministerial Association of the General Conference of SDA, August 1982. Revised January 1999).
VI.            A assistente de Ellen G. White, Vesta Farnsworth, numa surpreendente e sincera declaração ao obreiro Guy C. Jorgensen, negou que Ellen G. White tentasse impedir que outros vissem o que ela fazia:  “A acusação de que a irmã White cobria os escritos dela com o seu avental quando um visitante entrava para esconder o fato de que ela não estava copiando algo de algum livro, é verdadeiramente absurda.Não era nenhum segredo que ela copiava passagens selecionadas de livros e periódicos. Mas quando ela estava escrevendo testemunhos e reprovação a ministros mais velhos, ela às vezes desejou que isto não deveria ser do conhecimento de obreiros mais jovens. Isto a levou freqüentemente a cobrir os escritos dela quando as visitas chegavam”. (Vesta Farnsworth to Guy C. Jorgensen, 01/12/1921).

“O Grande Conflito” é fruto de Plágio?
O livro “O Grande Conflito” é um dos clássicos da literatura adventista e um dos livros mais admirados de Ellen G. White. Também houve plágio em sua produção?

I.            Em 1980, o Dr. Don McAdams, um erudito adventista, afirmou nas reuniões de Glendale que, “… se cada parágrafo do livro “O Grande Conflito” tivesse adequadamente notas de rodapé indicando as fontes, então todos os parágrafos do livro teriam referências ao pé da página.” McAdams também observou: “Ellen G. White não apenas tomava emprestados parágrafos aqui e ali segundo os encontrava no curso de suas leituras, mas também em realidade seguia os historiadores página após página, deixando fora muito material, mas utilizando sua seqüência, algumas de suas idéias e freqüentemente suas palavras. Nos exemplos que examinei, não encontrei nenhum fato histórico em seus textos que não estivesse nos textos deles.” (McAdams, “E. G. White and the Protestant Historians”, p. 231-234, citação geral).
II.            Quatro anos após ter negado que Ellen G. White houvesse praticado plágio, o mesmo Robert W. Olson (responsável pelo White State) admitiu que “possivelmente cinquenta  por cento ou mais do material do livro “O Grande Conflito” foi extraído de outras fontes.” (Adventist Review de 23 de fevereiro de 1984). Vale mencionar que H. L. Hastings, autor não adventista, publicou um folheto intitulado “A Grande Controvérsia entre Deus e o Homem”. Anos depois, em 14 de março de 1858, Ellen G. White teve sua famosa visão em Lovett´s Grove sobre “O Grande Conflito”. Quatro dias mais tarde, em 18 de março de 1858, Tiago White publicou uma resenha do livro de H.L. Hastings na Review. Seis meses após a publicação dessa resenha, Ellen G. White publicou sua própria versão da “Grande Controvérsia”. As idéias foram publicadas em “Spiritual Gifts”, vol. I. Mais tarde este material evoluiu para converter-se no livro “O Grande Conflito”. (Review and Herald, 18/03/1858).
III.            Sobre a obra “O Grande Conflito“, fruto de cópias de outros autores (empréstimo literário ou plágio) conforme declarações de Robert Olson e Don McAdams (eruditos adventistas), Ellen G. White afirmou especificamente: “Enquanto eu preparava o manuscrito do “Grande Conflito” era sempre consciente da presença dos anjos de Deus. E muitas vezes as cenas sobre as quais estava escrevendo se apresentam novamente em visões à noite, de maneira que estavam sempre frescas e vívidas em minha mente.” (Carta 56, 1911, O Colportor Evangelista, p. 128).
IV.            Ainda sobre a obra “O Grande Conflito”, ao copiar do livro “The History of Protestantism” da autoria do Rev. J.A. Wylie, até mesmo a gravura utilizada no livro citado foi transposta para o “Grande Conflito” sem autorização. (“The History of Protestantism” da autoria do Rev. J.A. Wylie, p. 30, 1876; “The Great Controversy”, Original 1886, p. 76-77). Para colocar fim a acusação de uso indevido da imagem, um acordo foi firmado e a organização adventista comprou 1000 exemplares de outra obra da editora Cassel & Company.
V.            Em defesa de Ellen G. White e dos editores, a Conferência Geral explica que a matriz foi comprada da Cassell & Company Ltd., e os documentos que comprovam esta compra foram destruidos num incêndio da Pacific Press. Mas a comparação entre as gravuras mostra que a história está mal contada. A gravura que aparece no Grande Conflito parece uma cópia feita em processo rudimentar; quando se comparam as gravuras, vê-se que não têm o mesmo tamanho; apagaram o nome do artista e puseram “Pacific Press Oakland,Cal.”. Estes detalhes são importantes, pois se a matriz original tivesse sido comprada, as gravuras teriam o mesmo tamanho, mesma qualidade e o mesmo nome do autor. O que será que aconteceu? (Ennis Meyer, adventistas.ws).
VI.            Todas as edições da obra O Grande Conflito anteriores a 1911 são falhas com relação a menção das fontes: autores e livros de onde as ideias, pensamentos e textos foram extraídos.
Ellen G. White também copiou para compor seus outros livros e artigos?
Bem, realmente é surpreendente que ela tenha utilizado tanto material de outros autores para compor “O Desejado de Todas as Nações” e “O Grande Conflito”. Mas será que para escrever suas outras obras e seus artigos ela também utilizou material de outras fontes?

I.            Durante as décadas de 1980 e 1990 as descobertas e revelações sobre o plágio que chegaram aos ouvidos dos adventistas sobre as obras de Ellen G. White evoluiram desde os clássicos da série “Conflito” (Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de todas as Nações, Atos dos Apóstolos, O Grande Conflito) para os livros de saúde, depois para os “Spiritual Gifts”, artigos e até mesmo os “Testemonies”, que alguns julgavam totalmente originais. O estudo de Fred Veltman, embora enfocasse o “Desejado”, confirmou o que outros haviam revelado: dependendo do material utilizado dos escritos de Ellen G. White, o copiado podia chegar a até 90% (Veltman Report, 1990). Mas o Veltman Report aponta uma média geral de 31%  É tanto plágio que nem mesmo o livro Educação, (que depois foi plagiado por um primeiro ministro de uma nação africana) escapou. E neste livro (Educação), até um dos mais recitados e admirados pensamentos de Ellen G. White, considerado como uma das pérolas da inspiração, é de outro autor:
“A maior necessidade do mundo é de homens – homens que não se compram nem se vendam, homens  que sejam verazes e honestos no mais íntimo de seu ser, homens que não temam chamar o pecado pelo verdadeiro nome, homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo, homens que permaneçam ao lado da verdade ainda que caiam os céus.” (Educação, p. 7, publicado em 1903).
Este pensamento havia sido publicado na “Review and Herald” na Seção “Seleto” muitos anos antes e estava sem o nome do autor, porque tinha sido retirado de uma fonte desconhecida ou que não era aceitável nomear. [“Recheio” Editorial], Review, Tomo 37, n. 6, janeiro de 1871).
II.             Em 1898 Ellen G. White escreveu um artigo que foi publicado na Review and Herald. O artigo dizia assim: “Nas visões da noite, ministros e obreiros pareciam estar em uma reunião onde as lições da Bíblia estavam sendo ministradas. Nós dissemos: ‘Temos o Grande Professor conosco hoje’, e escutamos com grande interesse as suas palavras. Ele disse: “(…)”
III.            Após essa introdução, Ellen G. White citou literalmente uma cópia do texto de John Harris, extraido do livro “The Great Teacher” (O Grande Professor) escrito em 1836 e reeditado algumas vezes. Observe que ela atribuiu ao Espírito de Deus o trecho copiado do livro de Harris. Note que ela utilizou até mesmo o título do trabalho de Harris (“O Grande Professor”) dizendo que este tinha sido mencionado na visão. (Manuscrito 27, Extraído de “Ellen G. White-Mensageira da Igreja Remanescente”, p. 35. Da autoria de seu neto Arthur L. White) (John Harris, The Great Teacher (Amherst: T. S. & C. Adams, 1836: Boston: Gould and Lincoln, 1870) p. 14-18: Veja também EGW, Testimonies for the Church, tomo 6, p. 58-60) (Review and Herald de Abril 4, 1899).
Há como defender Ellen G. White nessa questão do Plágio?

Esse assunto torna-se inquietante e desagradável, mas será que é possível defender Ellen G. White ou encontrar as explicações para este procedimento?
I.            Vários dos autores dos quais Ellen G. White copiou eram bastante meticulosos em seus escritos e indicavam suas fontes. Um caso de destaque é o de J. N. Andrews, pesquisador e intelectual adventista, do qual ela utilizou considerável material desde muito cedo em sua carreira literária. (Doug Hackleman, Adventist Currents, junho de 1985).
II.            Ellen G. White pediu aos outros que iriam citar os seus escritos que fizessem menção dela como autora. Em 30 de janeiro de 1905, David Paulson solicitou a Ellen G. White que permitisse a utilização de seus artigos para a sua revista mensal The Life-boat. Willie White, filho de Ellen G. White, respondeu assim a solicitação em 15 de fevereiro de 1905: “Minha mãe me pediu que diga ao sr. que pode sentir-se livre de selecionar de seus escritos artigos curtos para a ‘The Life-boat’. Você pode fazer resumos destes artigos curtos e de escritos similares, dando o devido crédito em cada caso.” (D. M. C., Life of Ellen G. White, cap. 10). Diante disso é estranha a tentativa de defender Ellen G. White feita por Robinson, de que “ela atuava sem conhecimento dos padrões literários que consideravam o uso dos escritos alheios como condenável ou desleal.” (White and Robinson, “Brief Statements,” p. 18).
III.            Ellen G. White pediu a seu filho “que não contasse a ninguém” que ela copiava de outros autores. (The Adventist Review, 23 fevereiro, 1984, p. 5 no artigo “Sources of the Great Controversy”).
IV.            Para Herbert E. Douglas, a responsabilidade sobre o negar e ocultar o método utilizado por  Ellen G. White ao se valer dos escritos de outros seria da própria sra. White. Citando Robert W. Olson, ex-diretor do Patrimônio Literário White, ele afirma: “’Em minha opinião, ela não queria que seus leitores, concentrando-se no método, fossem distraídos da mensagem. A indevida atenção sobre como escreveu poderia levantar dúvidas desnecessárias a respeito da autoridade do que ela escreveu.” A fala de Robert Olson neste trecho é incrivelmente reveladora. É desconcertante. É como se ele estivesse pedindo a todos para não darmos muita importância ao fato de Ellen G. White se valer do plágio para produzir suas obras, pois isso poderia nos levar a duvidar da autoridade dela como profetisa da Igreja Adventista. (Robert W. Olson, “Questions and Problems Pertaining to Mrs. White´s Writings on John Huss,” EGW State, 1985, p. 6)
V.            Reservadamente em documentos do White State, Robert Olson afirmou: “Também é fato que ela tinha diante de si os livros de onde copiava os trechos e não uma memória fotográfica.” (…) “Estou convencido de que ela tinha diante de si algumas obras enquanto escrevia, no entanto a igreja crê que ela possuía memória fotográfica e inconscientemente utilizava as palavras de outros autores.” (“Mensageira do Senhor”, p. 462; www.whitestate.org; Robert W. Olson, “Questions and Problems Pertaining to Mrs. White´s Writings on John Huss,” EGW State, 1985, p. 6).
VI.            Uma única vez, numa contradição de suas próprias declarações de sempre escrever o que era inspirado em visões, Ellen G. White admitiu, após ser questionada do ‘porquê’ de suas visões publicadas serem tão semelhantes aos ensinos dos livros de J. C. Jackson sobresaúde, de que, como havia muita “harmonia” de pensamento, ela “copiou” trechos da obra do autor citado. (R&H do dia 08/10/1867).
VII.            O que se sabe hoje é que, ao longo de mais de cem anos, várias pessoas chamaram a atenção para a questão do plágio nas obras de Ellen G. White. Canright foi o primeiro a chamar a atenção para esse assunto. Depois William Patterson, Ingemar Linden, Ronald Numbers, Jonathan Butler, Don McAdams, Warren H. Johns, Ron Graybill e outros acrescentaram mais dados à evidência já acumulada de sua dependência literária durante toda a sua vida, de fontes às quais ela não deu o devido crédito. E por muitos anos e décadas, tanto Ellen G. White e os responsáveis pelo Patrimônio White, bem como os administradores da Igreja negaram esse fato, Somente com as críticas levantadas pelo pastor Walter Rea (e depois tornadas públicas com a publicação do livro White Lie) que a organização adventista se viu forçada a investigar oficialmente a questão.
VIII.            Herbert E. Douglass, numa tentativa de defender Ellen G. White da acusação de plágio faz a seguinte declaração: “Ellen G. White não copiou por atacado ou sem discriminação. O que selecionou ou não selecionou, e como se alterou o que selecionou ‘revela que ela usou fontes literárias’ para amplificar mais destacadamente ou indicar seus próprios temas transcendentais; ela era o mestre, não o escravo, de suas fontes.” E ainda mais, Douglass faz outra defesa estranha de Ellen G. White, ao afirmar que ela tinha “apreço pelos melhores pensamentos alheios para comunicar a clara intenção da mente”. (Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor, p. 461, em inglês). Observe que Douglass, um defensor de Ellen White, está dizendo claramente que ela gostava tanto das melhores ideias dos outros, que ela as tomava para si. É verdade. Ela tomava para si, dizia que tinham vindo de Deus, negava que havia pego dos outros, compunha seus livros e exigia direitos autorais.

 

 

IX.            “Ellen G. White havia descoberto percepções e fraseologias de outros autores que a ajudavam a explicar melhor os penetrantes pensamentos que ela queria comunicar”. (“Mensageira do Senhor”, p. 252, 253, 450-453, em português).  Robert Olson, que foi por vários anos o diretor do White State também se pôs a defender Ellen G. White: “É fato que Ellen G. White verdadeiramente usou obras de outros até certo ponto enquanto empenhada em seus escritos, mas não há nenhuma evidência da intenção de fraude, por parte dela, nem há evidência de que qualquer outro autor fosse alguma vez privado de seus legítimos benefícios por causa das atividades dela.” (idem). Estranho, ele não nega a intenção de fraude, ele nega a evidência da intenção de fraudeE ao dizer quenenhum outro autor foi privado de seus interesses por causa das atividades dela, ele deliberadamente deixa de mencionar e gostaria que não nos lembrássemos do caso do livro que ela plagiou de Conybeare e Howson em 1883 e quase enfrentou um processo por isso.

X.            O White State realizou uma pesquisa interna em 1983 e chegou a afirmar que de todos os escritos de Ellen G. White, em apenas 2% (dois por cento) havia paralelos com as obras de outros autores. Porém, o estudo mais aprofundado do Dr. Fred Veltman revelou em 1990 que esse percentual era muito maior. Atualmente, diante de tantas evidências e do conclusivo estudo do Dr. Veltman, o White State (Depositários do Patrimônio literário de Ellen G. White) em seu site oficial (ellengwhite.org) afirma sem rodeios: “Ellen G. White freqüentemente fez uso de fontes literárias ao comunicar suas mensagens.”

 

XI.            No site oficial dos Depositários do Patrimônio literário de Ellen G. White (ellengwhite.orgwhitestate.org) são disponibilizados o resultado oficial das investigações do Dr. Fred Veltman, o Relatório da Conferência dos professores de Bíblia da Associação Geral de 1919 (Report of Bible Conference, 1919) e vários outros documentos.

 

XII.            Em 1981, nove anos antes da publicação do conclusivo relatório do Dr. Fred Veltman (que revelou que Ellen G. White de fato praticou plágio), a Igreja Adventista contratou o advogado Vincent L. Ramik, um especialista em patentes, marcas registradas e nos casos de copyright para defender Ellen G. White das acusações de plágio em seus escritos. O advogado contratado pela Igreja, como era de se esperar, deu um parecer favorável a sra. White. As afirmações a seguir são do próprio site do White State (responsável oficial pelo Patrimônio Literário de Ellen G. White): O “mero uso de expressões de outros não constitui o roubo literário” (…).

 

XIII.            A opinião legal de Vincent Ramik: “Ellen G. White não era uma plagiarista, e trabalhos dela não constituem infração dos direitos de copyright.” Ramik continua, ao listar porque Ellen G. White deve ser inocentada da acusação de plagio: 1) “suas seleções ‘permaneceram bem dentro dos ‘limites legais’ do uso justo.’ 2) ‘Ellen G. White usou os escritos de outros; mas na maneira que os usou, ela tornou-lhes excepcionalmente seus próprios’ (…) ‘adaptando as seleções em sua própria estrutura literária.’ 3) ‘Ellen G. White incitou seus leitores a terem cópias de alguns dos livros que ela empregou, demonstrando que não tentou esconder o fato de seu uso de fontes literárias, e que não teve nenhuma intenção de fraudar ou substituir os trabalhos de nenhum outro autor.” Ressalte-se queRamik não era um juiz julgando um caso, mas apenas um advogado dando um parecer a um cliente. As leis que punem o plágio só passaram a valer nos Estados Unidos em 1916, um ano após a morte de Ellen G. White. (O parecer do advogado católico levou em consideração as leis vigentes nos Estados Unidos sobre direitos autorais entre 1850 e 1915 e foi publicado na Adventist Review em 17 de setembro de 1981, p. 3, e também se encontra no site do White State).

 

Perguntas:

I.         Ao longo de sua carreira literária, Ellen G. White negou diversas e reiteradas vezes que utilizasse outras fontes, que não os seus sonhos e visões para escrever seus livros. No entanto, ela de fato copiava de outros autores, sem atribuir-lhes crédito. Que nome dar a essa atitude?

II.      Porque Ellen G. White copiou de outros autores sem dar-lhes crédito?

III.   Porque Ellen G. White afirmava estar sendo inspirada por Deus ao mesmo tempo em que praticava plágio?

IV.   Porque Ellen G. White negou direta ou indiretamente a sua verdadeira metodologia literária?

V.      Porque os dirigentes da Igreja Adventista (que tinham consciência do plágio) não advertiram ou repreenderam Ellen G. White? Se o fizeram, porque ela continuou?

VI.   Porque os dirigentes da Igreja adventista negaram e decidiram ocultar dos membros da igreja a verdade sobre os métodos utilizados por Ellen G. White ao escrever seus livros?

VII.Por que a Igreja afastou da organização e retirou a credencial do pastor que levou o assunto à administração da IASD?

VIII.  Porque o relatório do Dr. Fred Veltman não foi apresentado a toda a Igreja em todo o mundo?

IX.   Precisava Ellen G. White ser defendida por um advogado? O parecer do advogado inocenta ou ratifica a culpa de Ellen G. White?

X.      O advogado foi contratado para dar um parecer específico a um cliente particular. Se o parecer fosse contrário ao esperado, teria ele sido divulgado pela Igreja?

XI.   O advogado Vincent Ramik disse que ela não seria condenada pelas leis americanas sobre direitos autorais do período. Isso torna correto o que Ellen G. White fez?

XII.O fato de Ellen G. White não ser considerada plagiária por um advogado torna moralmente correto o que ela fez?

 

 

Parte III

 

 

Outros escreveram por ela ou a influenciaram diretamente?

 

 

Ellen G. White afirmou: “Não tenho o hábito de ler nenhum artigo doutrinal no diário para que minha mente não sofra a influência das idéias e pontos de vista de nenhuma outra pessoa.” (Mensagens Escolhidas, vol 3, p. 63).  Embora alguns defensores de Ellen G. White neguem que ela recebesse influência de outros autores, é fato evidente em suas obras a influência direta de vários deles. Mas será que além de ser influenciada, Ellen G. White assumiu a autoria de material escrito por outras pessoas?

 

A obra mais famosa de Ellen G. White é o livro “Caminho a Cristo”, traduzido em mais de 150 idiomas e com publicações que ultrapassam a casa dos quinze milhões de exemplares. Sobre essa obra repousam sérias questões que merecem ser analisadas. Como este livro foi produzido e porque esse assunto é tão delicado para o White State?

 

 

I.            Fannye Bolton, secretária de Ellen G. White afirmou que ‘parte’ do que era publicado sob o nome de EGW eram construções suas e de Marian Davis. A maior parte da obra “Caminho a Cristo”, além da revisão e montagem final é da autoria de Fannye Bolton, conforme suas próprias declarações. Embora Herbert Douglass, no livro “A Mensageira do Senhor”, afirme que várias idéias e escritos anteriores de Ellen G. White estejam presentes no livro “Caminho a Cristo” e negue a autoria de Marian Davies, ele não nega a participação de Fannye Bolton. Fannie Bolton não só escreveu livros para a Sra. White, como também artigos e algumas cartas sob o nome da Sra. White. Fannie confessou a Merritt G. Kellogg, meio-irmão de John Harvey Kellogg, que o que ela escrevia… “publicava-se na Review and Herald (…) como se o tivesse escrito a Sra. White sob a inspiração de Deus. (…) Sinto-me muito angustiada por esse assunto, porque sinto que estou agindo com engano. As pessoas estão sendo enganadas acerca da inspiração do que eu escrevo. Parece-me muito mal que qualquer coisa que eu escrevo saia sob o nome da Irmã White como um artigo especialmente inspirado por Deus. O que eu escrevo deveria sair com minha própria assinatura (…) assim o crédito seria dado a quem lhe corresponde.” (Review and Herald, 27 de nov. de 1883; F. D. Nichol, Ellen G. White and her Critics, Review and Herald, 1951, USA, pgs. 479-486; Herbert Douglass, Mensageira do Senhor, 453).

 

II.            O neto de Ellen G. White, Arthur White afirmou em tom de desafio: “Se as mensagens transmitidas por Ellen G. White tiveram sua origem nas mentes ou nas influências que a rodeavam; se as mensagens sobre organização se pode seguir seus rastros até as idéias de Tiago White ou George I. Butler; se os conselhos sobre saúde se originaram nas mentes dos doutores Jackson, Trall ou Kellogg; se as instruções sobre educação se basearam nas idéias de G. H. Bell ou de W.W. Prescott; se os altos estandartes defendidos nos escritos e livros de Ellen G. White foram inspirados por homens poderosos de sua causa – então os conselhos do Espírito de Profecia não significam nada para nós do que algumas boas idéias e conselhos úteis.” (Arthur L. White, “Who Told Sister White?” Review (14 de Mayo de 1959), p. 1. p. 6).

 

III.            Interessante é notar que Arthur White menciona os nomes que todo bom pesquisador da história da Igreja Adventista imagina. Estas pessoas citadas de fato influenciaram Ellen G. White. Seu neto, ao lançar um desafio (o qual ele depois negaria enfaticamente no mesmo artigo), acaba por apontar para as pessoas certas revelando um fato dado como certo por vários teólogos e membros da igreja de hoje. Entretanto, vinte e dois anos mais tarde, em 1981. Quando admitiu que houve dependência literária nos escritos de Ellen G. White, já perto de sua morte, Arthur White acabou por confirmar que Ellen G. White sofreu forte influência de outros. Será que podemos deduzir como verdadeiras suas palavras “os conselhos do Espírito de Profecia não significam nada para nós do que algumas boas idéias e conselhos úteis”? (Arthur L. White, “The Prescott Letter to W. C. White [6 de Abril de 1915], “fotocopiado (Washington: EGW Estate, 18 de Enero de 1981), p. 4, 7.)

 

IV.            Secretárias e mesmo Willie White escreveram ‘cartas de aconselhamento’ que receberam o selo “Ellen G. White”. E a ajuda que ela recebeu de suas secretárias e ajudantes editoriais ultrapassavam muitas vezes o limite da revisão e seleção de temas. Eles tinham muita liberdade para reorganizar o material para sua edição final. Marian Davis, Clarence C. Crisler, Dores E. Robinson, Mary Steward, Fannie Bolton, Mary H. Crisler, Sarah Peck, Maggie Hare, e H. Camden Lacey eram as pessoas mais conhecidas que trabalharam com ela diretamente. Mas houve outros mencionados por Willie White: Lucinda Abbey Hall, Adelia Patten Van Horn, Anna Driscoll Loughborough, Addie Howe Cogshall, Annie Hale Royce, Emma Sturgis Prescott, Mary Clough Watson, e a sra. J. L. Ings. (W. C. White, citado por Robert W. Olson y Ronald D. Graybill em um Seminário no Southern Missionary College no outono de 1980; De W. C. White para o Comitê da Conferência Geral, 3 de Outubro de 1921; John Harvey Kellogg – Entrevista autêntica –  G. W. Amadon, para o ancião A. C. Bourdeau – Battle Creek, Michigan, 7/10/1907).

 

V.            Tiago White afirmou: “Ela é frágil e deve ser tratada com delicadeza, ou nada pode fazer. Os Prs. Butler e Haskell têm tido uma influência sobre ela que espero ver interrompida. Isso quase a tem arruinado. Esses homens não devem ser suportados pelo nosso povo para agirem como têm agido ao ponto de quase todos os nossos ministros desanimarem quase que inteiramente. Os jovens são mantidos fora do ministério pela atitude estreita e cega deles.” “A pressão tem sido terrivelmente dura sobre minha pobre esposa. Ela tem sido muito influenciada pelos Prs. Butler e Haskell.” (Citado em The Case of D. M. Canright, por Norman F. Douty, p. 77 e 78).

 

 

VI.            Ao compor diversos livros como “O Grande Conflito”, “Atos dos Apóstolos”, “Patriarcas e Profetas” e “O Desejado de todas as Nações” (além de outros), Ellen G. White recebeu ajuda direta, orientações, conselhos e material de Tiago White, Urias Smith, John Andrews, W. W. Prescott, A.G. Daniells, Dores E. Robinson, O. C. Crysler, isso além de seus assitentes editoriais e secretárias. (Uriah Smith, “The Sanctuary and the Twenty-three Hundred Days of Daniel VIII, 14”. Battle Creek: Steam Press, 1877. J. N. Andrews, The Prophecy of Daniel: the Four Kingdoms, the Sanctuary, and the Twenty-three Hundred Days la Profecía de Daniel (Battle Creek: Steam Press, 1863. Robert W. Olson, “Historical Discrepancies in the Spirit of Prophecy”, nota no apêndice por Arthur L. White, fotocopiado – Washington: EGW Estate, 17 de Julio de 1979, General Conference Report, 1919).

 

 

Perguntas:

I.                   Poderia uma profetisa inspirada por Deus aceitar ajuda para escreverem em seu lugar e compor seus escritos de pessoas não inspiradas diretamente?

II.                Por que Ellen G. White permitia que cartas escritas por secretárias levassem seu nome?

III.             A beleza e o estilo superior de algumas obras de Ellen G. White se deve a ela ou aos seus colaboradores?

IV.             Por que não foi dado o devido crédito a Fannye Bolton? E por que os outros colaboradores não receberam nenhuma menção?

 

 

 

Ellen G. White ou White Lie?

 

Entre 1977 e 1979, Robert Olson, secretário do White State manteve correpondências e reuniões com um pastor adventista do sul dos Estados Unidos, chamado Walter Rea, que realizava uma série de pesquisas intrigantes sobre os escritos de Ellen G. White. Olson pediu ao pastor Walter Rea que não publicasse seus estudos até que outros pudessem analisá-lo e teve seu pedido atendido. Reconhecidamente pelo White State, Walter Rea era a pessoa que havia estudado mais a fundo os livros de Ellen G. White e como eles tinham sido escritos. A divulgação em alguns círculos adventistas dos estudos de Walter Rea sobre o “plágio” nos “testemunhos” levaram a administração a convocar uma reunião em 1980 para analisar esse grave assunto.

 

 

  1. Nas correspondências com Walter Rea, o White State (com sede em Washington) sempre parecia ter desculpas para os “empréstimos literários” de Ellen G. White. Então, nessa época, um jovem chamado Bruce Weaver, seminarista da Universidade Andrews e pastor na Conferência do Arkansas-Lousiania, teve acesso ao material de pesquisa de Walter Rea e pediu para fotocopiá-lo. Recebeu autorização e percebeu que havia mais informação no material do que apenas os estudos de Walter Rea. Ali também estava uma lista com nomes de todos os livros que havia na biblioteca particular de Ellen G. White e ainda as sugestões dadas por escrito por Robert Olson e Arthur White de como lidar com o problema ‘Walter Rea’ (utilizar linguagem de duplo sentido e fazer pressão sobre ele). Cientes de que o material havia caído em mãos erradas, o White Estate acusou Bruce de ‘roubar’ o material da biblioteca, ainda que ele só tivesse copiado e devolvido. Ao final, Bruce foi despedido do seminário e do ministério. (Depoimento pessoal de Bruce Weaver – [exposed] – Site; W. L., p. 11, 1982).

 

  1. Com a divulgação informal das pesquisas de Walter Rea, Olson se dedicou a fazer uma campanha verbal para suavizar o impacto que as pesquisas revelavam. Além disso, pessoas de várias regiões da América Norte já estavam solicitando a evidência encontrada nos trabalhos do pastor Walter Rea. Numa apresentação que Olson fez, numa tarde de janeiro de 1979, na Universidade de Loma Linda, na Califórnia, alguém no auditório perguntou a respeito do empréstimo literário por parte de Ellen G. White. A resposta de Olson foi no sentido de que nada disso era verdade, que todos os escritos eram apenas de autoria dela. Chocado com essa atitude de Olson, Walter Rea dirigiu-se diretamente à cúpula da Igreja e apresentou o caso. (W. L., p. 12, 1982).

 

  1. Em Glendale foi formado um comitê para estudar o assunto. Ele recebeu o nome de “Glendale Committee, “Ellen G. White and Her Sources” e ocorreu nos dias 28 e 29 de  janeiro de 1980. Vieram a tona não só os estudos de Walter Rea, como também outros que o White State já possuía há algum tempo. Cientes de que Ellen G. White havia utilizado em grande medida outros autores para compor suas obras, decidiu-se contratar um erudito adventista para realizar uma longa investigação sobre a dependência literária de Ellen G. White ao escrever o livro “O Desejado de Todas as Nações”. No caso do livro “O Grande Conflito” esta pesquisa se mostrava naquele momento desnecessária, em função de ser óbvio de que ela havia se servido de outros autores. Mas no caso do “Desejado” isso não era tão evidente e este era um dos livros mais apreciados de sua autoria. (http://www.whiteestate.org/issues/issues.asp)

 

  1. Este é o anúncio editorial não assinado na Revista Adventista norte-americana em 27 de novembro de 1980:

 

“Depois de exame cuidadoso dos dados, isto [O Comitê de Glendale, de 28-29 de janeiro de 1980] concluiu que o uso que Ellen G. White fez de outras fontes foi mais extenso do que nós tínhamos percebido a princípio; recomendamos que um erudito treinado em análise literária empreenda um estudo minucioso de “O Desejado de Todas as Nações”. Esta sugestão foi adotada pela Conferência Geral. O Dr. Fred Veltman, um erudito do Novo Testamento da Faculdade do Pacific Union College já está em tempo integral comprometido no projeto onde se espera que esteja terminado em aproximadamente dois anos”.

 

  1. Impacientes com o andamento das coisas e aborrecidos com a divulgação das pesquisas de Walter Rea, a denominação tirou as credenciais de ministro adventista. Preocupada com o rumo que as coisas poderiam tomar e com o trabalho da equipe de Fred Veltman ainda no começo, a Associação Geral tomou uma decisão inusitada. Contrataram um advogado para defender Ellen G. White da acusação de plágio.

 

  1. A contratação de um advogado católico para defender Ellen G. White da acusação de plágio acabou custando ‘caro’ para a organização. Primeiro porque a ala tradicional adventista não admitia nenhum tipo de ligação com a igreja do Vaticano e segundo, porque a defesa feita por Ramik é para bons entendedores, uma completa admissão de culpa. Torna-se evidente na opinião legal de Vincent Ramik que Ellen G. White só não pode ser considerada uma plagiária (ou plagiadora) porque a lei especifica dos direitos autorais surgiu apenas em 1916.

 

  1. As expressões ‘legais’ de Vincent Ramik de que as seleções de trechos de outros autores feitas por Ellen G. White “permaneceram bem dentro dos ‘limites legais’ do uso justo’” e “Ellen G. White usou os escritos de outros, mas na maneira que os usou, ela tornou-lhes excepcionalmente seus próprios’ (…) ‘adaptando as seleções em sua própria estrutura literária’”. Todas essas frases de Ramik são a mais perfeita admissão de dependência literária. E como ela não dava o devido crédito às suas fontes, isso acaba sendo uma confissão camuflada de plágio. É incompreensível como as declarações (de Ramik) ainda podem ser utilizadas por concienciosos adventistas para defender Ellen G. White. (http://centrowhite.uapar.edu/).

 

  1. Dois anos após seu desligamento, Walter Rea sentiu-se livre para publicar o livro “White Lie” (A Mentira Branca). Segundo depoimentos de adventistas que vivem há muitos anos nos Estados Unidos, o livro do pastor Rea ocasionou mais danos à IASD que os adventistas no resto do mundo poderiam imaginar e tiveram notícia. Felizmente para a administração da IASD, o livro não foi imediatamente traduzido para outras linguas e os seus efeitos ficaram circunscritos aos Estados Unidos. Este problema aliado às consequências já perceptíveis da questão doutrinária “Desmond Ford” fez com que milhares de adventistas abandonassem a igreja e a Igreja acabou passando por uma grave crise ideológica e financeira.

 

  1. A crise foi tamanha que até o jornal The New York Times deu espaço para ela em suas páginas. Com assuntos ligados a Ellen G. White, foi exposto no “The New York Times”, de 06/11/1982, com destaque, num artigo intitulado “7th-Day Adventists face Change and Dissent”. Entre os tópicos deste famoso periódico, estavam os subtítulos: “Mais de cem ministros já se demitiram da Igreja ou têm sido forçado a fazê-lo”; “O foco do fermento dos adventistas é a Universidade Andrews”; “Vários incidentes nos dois últimos anos têm provocado o aparecimento de tensões e abaixamento da moral”. Ali eram mencionadas as questões que envolviam o questionamento da autoridade de Ellen G. White, tanto por Walter Rea, como no caso Desmond Ford.

 

  1. Mas não era só isso, e o texto da Revista Time de agosto de 1982 (que cita como fonte a Revista “Ministry” de julho de 1982), declara: “O mais chocante de tudo: ela [EGW] usava as palavras de autores anteriores como se fossem as palavras que escutava quando em visão. Em alguns casos, ela usa as palavras de autores do século dezenove como se fossem de Cristo ou de um guia celestial.”

 

  1. Novamente vale a pena ler as palavras de alguém que estava no centro dos acontecimentos e olhava desde a perspectiva da igreja. No começo de suas investigações o Dr. Fred Veltman afirmou:

 

“… a credibilidade dos dirigentes da Igreja diminui a cada nova publicação. (…) A igreja deveria estar na linha de frente fazendo o estudo e informando aos membros da igreja quando a informação tenha sido cuidadosamente avaliada.”

“O que é difícil entender é porque a igreja não está disposta a trabalhar com Walter apesar de que ele está disposto a trabalhar com a igreja.”

“Walter está decidido a chegar fundo ao problema e torná-lo conhecido a Igreja. Ele não quer que outra geração passe pela agonia pessoal da desilusão que ele experimentou. Isto é inegociável para Walter e é difícil criticá-lo por sua convicção em vista da evidência e da história desse problema na igreja.” Fred Veltman, “Report to PREXAD on the E. G. White Research Project” [Informe para PREXAD sobre o Projeto de Investigação Acerca de E. G. White]; fotocopiado (Angwin, CA Life of Christ Research Project, n. d. [Abril de 1981], p. 21 a 25).

 

 

 

 

 

A Igreja tentou mostrar algo aos Membros numa Lição da Escola Sabatina?

 

A lição do 1º Trimestre de 2009 se propôs a fazer o que nenhuma outra lição antes tentou na história da Igreja Adventista: mostrar uma Ellen White mais humana, mais falível, sujeita a erros, mas sobretudo (e ainda) profetisa e autora de escritos inspirados. Bem, essa foi a proposta esboçada na introdução da Lição, mas no decorrer dela, ele faz exatamente o contrário. Enfatiza continuamente o dom superior de Ellen G. White e a compara com os profetas bíblicos.

 

Sobre o modelo de inspiração e forma de preparar os escritos, o autor da Lição, Gerhard Pfandl, faz comparações entre os autores bíblicos Lucas e Paulo e Ellen White. Mas ele faz uma comparação forçada, parcial e equivocada. (colaboração de J. Clophas).

 

  1. Gerhard Pfandl diz que tanto Lucas, como Ellen White tiveram inspiração em harmonia com os eventos históricos. Vejamos se de fato foi assim:

 

  1. Sobre o modelo de inspiração e forma de preparar os escritos, o autor da Lição, Gerhard Pfandl, faz comparações entre os autores bíblicos e Ellen White. Ao falar sobre a inspiração de Lucas (o evangelista bíblico), Gerhard Pfandl diz que ele “não foi testemunha ocular dos eventos que descreveu. Em vez disso, ele escreveu sobre o que aprendeu de outros, todos, sem dúvida, sob a inspiração e direção do Espírito Santo, o que assegurou de que o que escrevia estava em harmonia com os eventos históricos e com a vontade de Deus.” (Lição da Escola Sabatina, jan/fev/mar 2009, p. 60 da Lição dos Adultos – Professor, CPB). Fica claro que, por estar sob a direção e inspiração do Espírito Santo, Lucas escreveu em harmonia com os eventos históricos e de acordo com a vontade de Deus.

 

  1. Gerhard Pfandl fala que o mesmo se passou com Ellen White: que ela escreveu sob a inspiração do Espírito e em harmonia com os eventos históricos. Mas será que foi assim mesmo?

 

  1. Robert Olson (responsável pelo Patrimônio Literário White nas décadas de 1970 e 1980), após pesquisar diretamente nas fontes utilizadas por Ellen White, afirmou: “Ao seguir o livro de Willie, a sra. White fez várias afirmações históricas errôneas (sobre John Huss, por exemplo) que agora se consideram inexatas”. (Robert W. Olson, “Questions and Problems to Mrs. White´s Writings on John Huss,” EGW State, 1975, p. 6). Em outras palavras, Ellen White não pode ser comparada com Lucas, pois ela não escreveu em harmonia com os eventos históricos. Olson continua: “Aceito o fato de que Ellen White seguiu a Willie muito, muito de perto – desde a página 97 até a página 110 do The Great Controversy (O Grande Conflito).” (idem). Ellen G. White copiou tantas páginas seguidas do escritor Willie, que copiou até seus erros históricos.

 

  1. E a partir daí, Robert Olson é ainda mais contundente: “Para mim, é difícil crer que o Senhor dera a sra. White uma visão ou uma série de visões que, ao longo de quatorze páginas, coincidisse com o escritor Willie em tantos detalhes.”  (idem).

 

  1. Como os documentos de Robert Olson são de 1975, fica evidente que mesmo antes das revelações do relatório do Dr. Fred Veltman, em documentos não abertos ao público, Robert Olson (responsável pelo Patrimônio Literário White) demonstrava não apenas já saber da questão do plágio, mas mesmo duvidar que Deus houvesse revelado algumas coisas a Ellen G. White. Mesmo assim, ele mentiu aos membros da Igreja da Califórnia em 1979, ao negar que Ellen G. White tivesse utilizado outras fontes que não seus sonhos e visões. Olson apresenta dois sérios problemas nos escritos ‘inspirados’ de Ellen White: mesmo escrevendo sob inspiração, havia erros e inexatidões históricas nos escritos da sra. White; ele, Robert Olson, duvidava que Deus houvesse revelado algumas coisas a Ellen G. White, pois ela copiou quatorze páginas consecutivas de outro autor, coincidindo em detalhes a tal ponto, que chegou mesmo a copiar seus erros.

 

  1. Para ele, diretor do Centro White americano, era difícil crer que Deus houvesse revelado através de visões aqueles detalhes históricos equivocados. E por que ele afirmava isso? Por que a própria sra. White negava utilizar outras fontes e dizia estar escrevendo sob inspiração: “Enquanto eu preparava o manuscrito do “Grande Conflito”, era sempre consciente da presença dos anjos de Deus. E muitas vezes as cenas sobre as quais estava escrevendo se apresentam novamente em visões à noite, de maneira que estavam sempre frescas e vívidas em minha mente.” (Carta 56, 1911; O Colportor Evangelista, p. 128).

 

  1. Mas o autor da Lição da Escola Sabatina continua a sua comparação e na sequência, compara Paulo, Lucas e Ellen White, dessa vez para dizer que os escritores bíblicos  também utilizaram outros autores como fonte. Após falar sobre Lucas, Pfandl fala sobre Paulo:

 

  1. “No Novo Testamento, o apóstolo Paulo não só recebeu informações verbais de outros (I Cor 1:10, 11) como, em alguns lugares, citou escritos de autores pagãos. Por exemplo, em Atos 17:28, ele cita o poeta ciliciano Aratus (…) Veja também I Coríntios 15:33 e Tito 1:12, em que Paulo citou outras fontes, tudo, a fim de ensinar a verdade inspirada.” (Lição da Escola Sabatina, jan/fev/mar 2009, p. 60 da Lição dos Adultos – Professor, CPB).

 

  1. Para completar a sua comparação, já falando sobre Ellen White, o autor da lição diz: “Em certas ocasiões, Ellen White usou outros livros como fontes de seus próprios escritos. Na introdução de O Grande Conflito, ela escreveu: “Os grandes acontecimentos que assinalaram o progresso da Reforma (…) Esta história, apresentei-a de maneira breve (…) Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos (…) ou resumiu (…) suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto que as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele autor como autoridade (…) Narrando a experiência e perspectiva dos que levam avante a obra da Reforma em nosso próprio tempo, fez-se uso semelhante de obras publicadas”. (p. Xi, XII).

 

  1. Será que foi de fato assim? Será que Gerhard Pfandl tem razão dessa vez?

 

  1. O que o autor da lição não diz aos seus leitores (ou seja, aos membros da Igreja) é que tanto Paulo, quanto Lucas deixam bem claro para seus leitores o que estavam fazendo e de onde tiraram suas informações. Por exemplo, Lucas deixa claro no início de seu evangelho, tanto o seu estilo de escrever como as suas fontes de informações. Paulo, ainda mais consciencioso, toda vez que cita algo que não é de inspiração divina, deixa isso muito claro aos seus leitores. É só pegar a Bíblia e conferir: Lucas 1:1-4, Atos 17:28, I Cor. 1:10-11, 6:12, Tito 1:12.

 

  1. Com relação à Ellen White, o autor da lição não esclarece aos leitores o fato de que a obra O Grande conflito foi publicada em sua edição mais completa e conhecida em 1883 e vendida aos membros da Igreja e, pelos colportores, aos de fora, desde então, sem menção de que ela utilizou as obras de outros autores para compor seu livro. Somente em 1911, vinte e oito anos após aquela edição, após muitas críticas e acusações de plágio e um pedido dos colportores, é que a introdução de O Grande Conflito foi reformulada conforme citada acima e a obra também, passando a incluir as notas de referência das obras de outros autores, mas não de todos.

 

  1. E por que não há referências de todos os autores, os quais Ellen White usou como fontes na obra O Grande conflito? Porque, como disse o erudito adventista Don McAdams nas reuniões de Glendale em 1980 que, “(…) se cada parágrafo do livro “O Grande Conflito” tivesse adequadamente notas de rodapé indicando as fontes, então todos os parágrafos do livro teriam referências ao pé da página.” (McAdams, “E. G. White and the Protestant Historians”, pp. 231-234).

 

  1. Outro ponto esclarecedor é dado pelo próprio Centro de Pesquisas White. Após tantos anos e o pelo fato de terem sido usados tantos autores diferentes, não era tarefa fácil identificar cada um deles. Por isso, mesmo na correção da obra vários autores utilizados por Ellen White não foram mencionados. Acompanhe a narrativa do filho de Ellen White sobre “A revisão do Grande Conflito de 1911” em documento oficial do White State:

 

“Quando apresentamos a minha mãe o pedido de alguns colportores, no sentido de que na nova edição não se deviam dar somente referências bíblicas, mas também as referências dos historiadores citados, ela nos instruiu a buscar e insertar as referências históricas. Também nos instruiu para que verificássemos as referências e corrigíssemos qualquer inexatidão que encontrássemos.” (…)

A busca de diversas passagens citadas de historiadores tem sido uma tarefa árdua, e a verificação das passagens citadas nos induziram a fazer mudanças na fraseologia do texto. (…)

Em alguns poucos casos, foram usadas citações de historiadores, pregadores e escritores modernos no lugar dos antigos, porque têm mais força ou porque não conseguimos encontrar a procedência das anteriores. (…) Em cada caso, minha mãe examinou detidamente a substituição proposta e as aprovou. (…)

Há, porém, alguns pontos ou citações do livro que até agora nos foram impossíveis de localizar. Afortunadamente, relacionam-se com assuntos acerca dos quais não há probabilidade de haver séria discussão. (…)

Em vários lugares foram mudadas formas de expressão para evitar que se produzissem ofensas desnecessárias. (…)

Fonte: Tópico sobre a Edição do Grande Conflito de 1911, pp. 02 e 03. (http://centrowhite.uapar.edu/pregyres.htm#pyrEGW).

 

 

  1. Embora Gerhard Pfandl se esforce, não é possível comparar Ellen G. White com os escritores bíblicos. Ela não seguiu corretamente as referências históricas (mesmo estando sob inspiração), não procurou de nenhuma forma deixar claro aos seus interlocutores o que estava fazendo e só fez modificações em uma das obras (O Grande Conflito) porque os colportores pediram.

 

  1. É importante que a Igreja de fato esclareça aos membros sobre a obra de Ellen White. Mas se há de fato uma intenção de mudar a postura histórica adventista com relação à Ellen White, ao esclarecer seus métodos de produção literária e detalhes sobre sua vida e obra, é vital que os administradores saibam que isso pode deixar alguns irmãos chocados e decepcionados. Mas, nessa hora, o antigo ditado tem seu valor ampliado: antes tarde do que nunca.

 

 

 

 

Conclusões

 

 

 

Há duas coisas importantes nessa conclusão. Uma é observar o que disseram os apoiadores e amigos da Igreja Adventista e a partir daí tirar conclusões sobre a questão do empréstimo literário na obra de Ellen G. White. A segunda é tentar imaginar qual seria a melhor solução para a Igreja Adventista ao enfrentar as verdades sobre esse problema.

 

A importância de analisar o que disseram apoiadores é relevante, pois é claro que os críticos do ministério de Ellen G. White acreditam que ela era uma plagiadora. Que copiava indiscriminadamente de vários autores para compor suas obras, não citava suas fontes e apropriava-se de produções de seus colaboradores e assistentes literários. Além disso, de maneira direta e indireta, ela negou que tivesse agido dessa maneira.

 

Poderíamos falar de várias pessoas ligadas a Igreja ao longo da história do movimento, mas a análise das conclusões do Relatório do pesquisador Fred Veltman fala por si. Afinal de contas, foi a própria Igreja Adventista que pediu a investigação, montou a equipe e convidou um obreiro adventista, o Ph.D. Fred Veltman para conduzir as pesquisas. O peso e o impacto das declarações do relatório não podem ser subestimados.

 

Após mais de cem anos de negativas oficiais, um documento oficial da Igreja é produzido por uma equipe, liderada por um expert no assunto de análise literária, numa pesquisa que levou mais de oito anos e consumiu mais de quinhentos mil dólares.

 

As afirmações são categóricas e objetivas. Fred Veltman não utiliza a expressão ‘plágio’, mas como se pode ver pelo teor do Relatório, os eufemismos ‘empréstimo literário’ e ‘dependência literária’ apontam claramente nessa direção. Fred Veltman, pesquisador da Igreja adventista, falando oficialmente na Revista destinada aos pastores (publicação oficial) diz sem rodeios que foi Ellen G. White “quem tomou expressões literárias das obras de outros autores sem lhes dar crédito como suas fontes.” (Ministry, nov. de 1990, p. 11).  Ou seja, não se pode falar de uma conspiração, de alguém ‘armando’ para prejudicar a sra. White, de assistentes literários inserindo ideias de outros autores de forma camuflada nos escritos dela. Foi ela mesma quem fez isso.

 

Veltman continua e diz que “Ellen G. White utilizou os escritos de outras pessoas consciente e intencionalmente.” (idem). Após um trabalho exaustivo que consumiu milhares de horas, quase três mil dias, muitos meses e anos, numa análise aprofundada, a equipe de investigação de Fred Veltman pôde concluir claramente que a profetisa agiu de forma consciente e intencional. “As semelhanças literárias não são o resultado de acidente ou memória fotográfica.” (idem).

 

Veltman vai além e confirma que mentiras foram contadas para acobertar o questionável procedimento. De maneira direta e indireta, “implícita ou explicitamente, Ellen G. White e outros que falaram em nome dela, não admitiram e até negaram a dependência literária [plágio] da parte dela.”  (idem).

 

O comportamento errático, as negativas oficiais, o acobertamento por parte da igreja e da liderança, levam o Ph.D. Fred Veltman a afirmar que Ellen G. White teve abaladas a sua honra, sua integridade e até mesmo sua confiabilidade. (idem, p. 14). Um duro golpe. Mas fazer o quê?

 

Para defender Ellen G. White, nos livros que procuraram justificá-la e no site oficial, escritores e redatores citam as referências existentes na obra “O Grande Conflito”. Destacam também a introdução dessa obra que afirma que no livro foram utilizadas citações de outros autores. Mas essa postura é enganosa e evasiva, pois leva membros sinceros e alguns incautos a pensar que sempre foi assim e que o mesmo se passa em todas as obras da autora. O Grande Conflito recebeu diversas modificações entre a década de 1880 e 1910. Mas uma ampla modificação da introdução e a colocação sistemática de várias fontes de referência ocorreram somente a partir da edição de 1911. E esse tipo de correção não foi feito nas demais obras, após passados tantos anos.

 

Vários livros da autoria de Ellen G. White têm extensas citações, pensamentos, trechos, sequência de páginas, títulos de capítulos e construção de ideias e sentido extraídos de outros autores anteriores ou contemporâneos dela. Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis e Atos dos Apóstolos são gritantes exemplos dessa prática chamada de ‘empréstimo literário’.

 

O projeto ‘Desire of Ages Data’ conduzido por Fred Veltman, como diz o nome, só foi feito com a obra O Desejado de Todas as Nações. E revelou o uso de no mínimo 23 (vinte e três) diferentes fontes sem a menção dos autores. Não foi feita nenhuma referência a eles. Ellen G. White copiou tanto de outros autores nessa obra, que Veltman afirma que “a maior parte do conteúdo do comentário de Ellen G. White sobre a vida e o ministério de Cristo, O Desejado de Todas as Nações, é mais derivado do que original.” (Ministry, nov. de 1990, p. 12). Será que isso é tudo? Não. Veltman diz que nenhuma ideia na obra é apenas dela. Nenhuma. “Em termos práticos, esta conclusão declara que não se pode reconhecer nos escritos de Ellen G. White sobre a vida de Cristo nenhuma categoria geral de conteúdo ou conjunto [catálogo] de idéias que sejam somente dela.” (idem).

 

Fred Veltman chega a ser ousado quando faz algo que nenhum outro teólogo adventista antes dele ousou fazer. Mesmo sabendo que a Igreja colocou Ellen G. White no patamar dos profetas e escritores bíblicos, ele chega ao ponto de questionar e por em cheque o tipo de inspiração dela. Questiona até mesmo o “papel dela como uma profetisa.” (idem, p. 13). É claro que ele tem que questionar, pois além de tomar as ideias dos outros em suas obras, ela exigiu direitos autorais para si e os deixou como herança para filhos, netos e bisnetos.

 

Muito bem, foi feita a admissão oficial, fruto de pesquisas. Ellen G. White era uma plagiadora. Ou, como deseja a Igreja Adventista, uma tomadora de ‘empréstimos literários’. Iniciaria a Igreja Adventista um novo capítulo em sua relação com os escritos e obra de Ellen G. White? Seria Ellen G. White rebaixada a uma simples conselheira? O mito Ellen G. White seria colocado no seu devido lugar?

 

Quanta ilusão. Nada foi feito. A Igreja certamente deve ter avaliado que o Relatório foi uma concessão indevida, pois incrementou ainda mais as suas táticas de defesa do ‘Espírito de Profecia’. Um livro e uma Bíblia seriam as respostas às conclusões do Relatório Veltman.

 

Patrocinou Herbert Douglass para escrever um livro onde ele defende e justifica de forma completa o comportamento errôneo de Ellen G. White. Ele chama de criatividade e seletividade a prática dela de copiar e reorganizar os textos dos outros. (Herbert Douglass, Mensageira do Senhor, p. 451). Douglass retira de Fred Veltman frases isoladas para dar a impressão de que o Relatório é favorável a Ellen G. White, quando na verdade uma simples leitura do mesmo mostra o contrário.

 

Herbert Douglass defende Ellen G. White fazendo comparações dela com autores bíblicos que mencionavam uns aos outros. Entretanto a sra. White, de acordo com Fred Veltman, utilizou obras de ficção para compor um livro sobre a vida de Cristo. Isso mesmo, ela tomou ideias de autores que não estavam escrevendo a partir de uma perspectiva bíblica. E escondeu esse fato. Até mesmo Francis Nichols, um ferrenho defensor de Ellen G. White, admite que ela fez uso do livro apócrifo de II Esdras. (Referências a Esdras em A Word to the Little Flock aparecem nos rodapés do folheto, p. 14-20, “Ellen G. White and Her Critics”, Washington: RHPA, 1951,  apêndice, p. 561-84).

 

Douglass afirma que os críticos estão muito preocupados com a quantidade de fontes que Ellen G. White utilizou e isso não é importante. (idem, p. 457). Nesse ponto Douglass tem razão. Não é a quantidade de ‘empréstimo literário’ [plágio] que importa. O que de fato importa é que ela, muito ou pouco, copiou de outros, não deu o devido crédito a eles, mentiu e negou que tivesse feito isso e além do mais, foi apoiada pela administração da Igreja ao longo de cem anos na negativa de que ela tivesse agido assim (quando eles sabiam da verdade sobre o assunto).

 

Mas para não trair sua consciência, Douglass deixa no seu texto preciosas e esclarecedoras informações. Na página 456 de seu livro em defesa de Ellen G. White, ele diz que os textos e trechos de outros autores transcritos por ela sem citação de fontes, “copiados ou parafraseados foram usados não somente na produção de seus livros”, mas também em cartas, sermões, diários e às vezes até mesmo “para expressar pensamentos que lhe foram diretamente inculcados em visão”. Douglass parece não ter refletido muito bem sobre o que escreveu. Em sua pesquisa ele descobriu que até mesmo para descrever o que viu em visões, Ellen G. White teve que utilizar textos de outros autores. Isso é impressionante. Não é essa uma clara confissão da prática ampla e organizada de ‘plágio’?

 

A glorificação de Ellen G. White pela Igreja Adventista ultrapassa o bom senso. Deram a ela um título divino (Espírito de Profecia); defenderam-na da prática de qualquer erro; justificam suas práticas antiéticas; escrevem uma Bíblia com comentários dela (Clear Word Bible) e em reuniões quinquenais da Associação Geral, reforçam o mito para incentivar a devoção e alavancar as vendas de seus livros.

 

A santificação e endeusamento de uma mulher ocorrem na Igreja Católica.  A Igreja Adventista parece ter achado isso bem interessante.

 

 

 

 

Histórico da questão do Plágio nos escritos de Ellen G. White

 

 

1846 – 1915 Período da produção literária de Ellen G. White (Livros, artigos, cartas, livretos, manuscritos)
1863 Primeiras críticas relativas a utilização dos escritos de outros autores sem atribuir-lhes crédito.
1875 Mary Clough, sobrinha de Ellen G. White, denuncia a metodologia literária da tia, confessando ao pr. Adventista George B. Starr o seu mal-estar em participar de tais atividades.
1883 Após ameaça de processo por causa do livro Sketches of Life of Paul, escrito por  Ellen G. White a partir do livro A Vida e as Epístolas de Paulo, dos autores Conybeare e Howson, a Editora T. Y. Crowell Co. New York faz acordo com a IASD e o livro foi recolhido.
1911

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O Plágio na Obra de Ellen White.doc
175K View as HTML Scan and downloadFONTE: http://igrejaadventista.no.comunidades.net/index.php?pagina=1413809727_02

 

VEJA TAMBÉM:

Ellen White e Guilherme Miller  http://www.adventistas.ws/filipe225.htm

Depoimento de Phillipe Hotman  (ex-pastor Adventista)http://adventistas.ws/EX.htm

http://adventistas.ws/EX.htm

egw

Em 28 de agosto de 2018, um querido irmão me enviou pelo Whatsapp uma dúvida que lhe ocorreu ao estudar, examinar um livro de autoria de Ellen G. White:

“Bom dia, querido irmão Paulo!!!!!

Li uma passagem no livro O Desejado de Todas as Nações, que me deixou intrigado.

Na página 293 e 294, Ellen White diz que Jesus NÃO escolheu Judas, mas foi Judas que se ofereceu como discípulo.
E os demais discípulos indicaram Judas a Jesus, crendo que ele era alguém capacitado para a obra.

Mas na bíblia vemos que Jesus realmente escolheu Judas:

Mt.8:18-20; Mc. 3:13-19; Lc. 6:12-16; Mt. 10:1-4; Jo. 6:71-72.

Como devo entender tudo isso”? (mais…)

Estimado irmão ……,

Graça e paz vos sejam multiplicadas.

Desculpe por não ter respondido de pronto, face a uma viagem que estou fazendo com minha esposa a Barcelona, ES, de navio, já tendo passado por Portugal, Espanha e Reino Unido, restando Holanda e Hamburgo, na Alemanha.

A internet no alto mar é muito cara e rara.

No áudio que o irmão gravou para o irmão ….. e também me enviou, o irmão mostra-se muito descontente e decepcionado com o irmão, considerando ser uma “bobagem” pregar sempre sobre o Pai e o Filho (quando os selados, embora também santifiquem o sábado, O DIA DO SENHOR, não tem gravado em suas frontes a expressão “4º. Mandamento”, mas os nomes de Deus e do Cordeiro),o que lhe tem incomodado, alegando que não pregamos a “doutrina” do Santuário, que o irmão considera a principal para a iasd e também para si, ainda que Jesus tenha ensinado diferente (Mat. 22: 37 a 39).

O irmão também falou sobre vários assuntos, tais como: juízo investigativo, ministério profético de Ellen G. White, Saúde, Alimentação, Modéstia cristã, …

Quanto ao Juízo investigativo, sabemos que a Bíblia não deixa dúvidas de (mais…)

“Nós todos vimos esta promessa cumprida, e ainda quando ela disse isso, ela advertiu-me para não contar aos outros.” W.C.White.

Adventist Review, February 23, 1984, p 4, penúltimo parágrafo da 1a. coluna (também acima): Baixe a Revista e confira:  http://www.adventistarchives.org/docs/RH/RH19840223-V161-08__B.pdf

Escreveu o irmão Ennis: Muito bonito! O filho de Ellen White, W.C.White, achava que Deus inspirou a mãe, a copiar os escritos de outros, e ainda lhe pediu para não contar para ninguém???

Tal atitude é muito triste e vergonhosa, sobre tudo quando EGW escreveu repetidas vezes o que segue: “Minhas visões foram escritas independentemente de livros e opiniões de outros.” (Manuscrito 27 de 1867). (mais…)

DOIS TIPOS DE BATISMO

ESTIMADA IRMÃ MARILDA BARCELLOS,

GRAÇA E PAZ.
ASSISTINDO SEU VÍDEO PUBLICADO EM https://www.youtube.com/watch?v=BEB1vaoEGBU, TIVE A IMPRESSÃO DE CONDUÇÃO DO POVO “DE VOLTA AO EGITO”.
A IRMÃ SABE QUE TODOS OS BATISMOS BÍBLICOS FEITOS PELOS DISCÍPULOS E A IGREJA PRIMITIVA DE CRISTO FORAM INVARIAVELMENTE EM NOME DO SENHOR JESUS, O CRISTO, O MESSIAS.
NÃO HÁ UM SÓ REGISTRO BÍBLICO DE BATISMO EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO (POIS NEM PAI, NEM FILHO, NEM ESPÍRITO SANTO É NOME E O ESPÍRITO SANTO NÃO É OUTRO SER ALÉM DO PAI E DO FILHO, AINDA QUE SEJA,ÀS VEZES, UMA DESIGNAÇÃO PARA O YESHUA APÓS A VITÓRIA NA CRUZ).
SE BATIZARMOS EM NOME DE 3 COMO ESTABELECEU O VATICANO, SOMOS ADEPTOS DE UMA TRINDADE PODEROSA, ONDE EXISTEM 3 SERES QUE SÃO DEUS, QUE TEM PODER IGUAL, FATO NÃO MOSTRADO NAS ESCRITURAS.
LI TODOS OS TEXTOS QUE A IRMÃ MOSTROU DA BASE DA IASD, NISTO CREMOS, E EM NENHUM DELES, A NÃO SER MAT. 28:19 – ÚNICO VERSO E QUESTIONÁVEL PELA BÍBLIA, PELAS ENCICLOPÉDIAS, PELOS LIVROS JUDAICOS, PELO LIVRO DO PAPA, PELA BÍBLIA DE JERUSALÉM,…..HÁ BASE PARA O BATISMO EM NOME DE 3.
VEJA O QUE A IRMÃ ESTÁ FAZENDO.
ANALISE COM ORAÇÃO E, SE DEUS ASSIM LHE MOSTRAR, PEÇA DESCULPAS AOS QUE OUVIRAM SUA PREGAÇÃO.
BATIZAR EM NOME DE 3 SERES, QUANDO A BÍBLIA MOSTRA EM NOME DE UM SÓ, É NO MÍNIMO ADOTAR O PAGANISMO CATÓLICO QUE PREGA QUE O ESPÍRITO DE DEUS É OUTRO SER IGUAL AO PAI E IGUAL AO FILHO.
A IRMÃ ESTÁ VOLTANDO AO EGITO E LEVANDO ALGUNS NESSE RETORNO.
SUA BASE É EGW E OS PIONEIROS.
E VEJA QUE BASE: 
PLÁGIO E MAIS PLÁGIO. CONFIRA EM: http://aodeusunico.com.br/wp-admin/post.php?post=4559&action=edit&message=1 NÃO FECHE OS OLHOS PARA ESSA REALIDADE DURA.
“Arthur Daniells, presidente da Conferência Geral da IASD (na época de Ellen G. White), afirmou em 1919 sobre o livro “Sketches of Life of Paul” de 1883, que Ellen G. White havia copiado tanto material do livro “A Vida e as Epístolas de Paulo”, que seus autores Conybeare e Howson, ameaçaram a denominação em função do plágio. Embora o livro estivesse sendo considerado para ser vendido pelos colportores, ele foi tirado de circulação (o livro chegou a ser publicado em 1883 por duas casas publicadoras adventistas, Review and Herald e Pacific Press; Report of Bible Conference, 1919). Anos mais tarde, D. E. Robinson, em defesa de Ellen G. White, afirmou que o pr. A. G. Daniels não deveria se lembrar adequadamente do fato, pois não foram os autores, mas foi ‘a Editora T. Y. Crowell Co. New York’ que entrou em contato com a liderança da denominação adventista e que ‘não houve ameaça de processo’, mas que houve um acordo e o livro foi recolhido. (W. C. White, “Brief Statements Regarding the Writings of Ellen G. White” (St. Helena, Calif., “Elmshaven” Office, August, 1933, reprinted, 1981)”.
 
ANALISE:

E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Colossenses 3:17

E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. Atos 19:5

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, 1 Coríntios 5:4

Para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2 Tessalonicenses 1:12

Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; Efésios 5:20

(Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Atos 8:16

Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Atos 15:26

O trabalho abnegado e resultante de estudo Bíblico e na História Universal, feito pelo Ministério Leigo, com destaque para os Adventistas Históricos, que tem como baluarte, abaixo de Deus, o irmão Silas Jakel, agora é ridicularizado pela irmã, creio que por ainda ter um ranço dos Pioneiros (o que eles fizeram e escreveram de bom, vamos seguir. O que estiver errado, sem amparo Bíblico, rejeitaremos). Nossa Plataforma Segura são as Escrituras Sagradas.
A GRANDE COMISSÃO DE CRISTO. Como é que Cristo recebeu todo o poder do Pai e manda em seguida batizar em nome do Pai do Filho e do Espírito? Jesus nunca foi trinitariano. Nunca conversou com uma pessoa chamada Espírito Santo, porquanto estava cheio dele, proveniente do Pai.
Pelo amor de Deus, minha irmã. Reveja o que está fazendo.
O que fala no vídeo não é uma mensagem universal, pois só convence a adventistas desavisados, que não leem, não estudam. Não tem eficácia para o mundo todo, pois se baseia em Urias Smith, EGW, etc.
Repense, por bondade.
VEJA A QUEBRA DE CONTINUIDADE, DE SEQUÊNCIA, DE LÓGICA, APÓS A ADULTERAÇÃO DAS ESCRITURAS, NÃO CONFIRMADA PELAS ESCRITURAS SAGRADAS NO SEU TODO:
“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (NÃO SÃO NOMES)
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (NOTE, EU, NÃO 3!!!!!!!) Mateus 28:18-20
A IRMÃ CONFUNDE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO COM O BATISMO EM NOME DO ESPÍRITO SANTO COMO ORDENOU A IGREJA CATÓLICA E A IRMÃ EGW COPIOU COMO SENDO PROVENIENTE DE DEUS.
A BÍBLIA NÃO MOSTRA O QUE EGW ESCREVEU SOBRE O BATISMO. FALTA-LHE ESSÊNCIA.
EGW DIZ QUE JESUS É DEUS E SALVADOR (NO SEU VÍDEO, AOS 46:51 E 48:35 MIN) E DEPOIS O FILHO DE DEUS, ELA SE CONFUNDE E CUMPRE OS REQUISITOS DO ECUMENISMO. ORA, SE O PAI É DEUS, JESUS É DEUS E O ESPÍRITO SANTO É DEUS, AO PONTO DE SEU UMA DAS POTESTADES DO CÉU EM CUJO NOME SE DEVE BATIZAR, A IRMÃ VOLTOU AO ADVENTISMO APOSTATADO, AO CATOLICISMO. INFELIZMENTE.

Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. Marcos 1:8 (O TEXTO NÃO DIZ PELO OU EM NOME DO ESPÍRITO SANTO (PESSOA) E ISSO FAZ UMA GRANDE DIFERENÇA!!!!) PODER, VIRTUDE, GLÓRIA.

E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Atos 11:16

Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Atos 1:5

Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?Atos 10:47

PELAS ESCRITURAS SAGRADAS, A IRMÃ NÃO CONSEGUE PROVAR O BATISMO TRINITÁRIO. COM SUAS PALAVRAS E ENSINOS, A IRMÃ VOLTOU AO CATOLICISMO, INFELIZMENTE.
UMA CERTEZA A IRMÃ PODE TER: JÁ NÃO ESTÁ A POUCOS PASSOS DO ECUMENISMO, MAS NO ECUMENISMO PLENO, COORDENADO PELO VATICANO. O PAI É DEUS (E ISSO, ÚNICO E VERDADEIRO, PELAS ESCRITURAS, É VERDADE). JESUS É DEUS CONFORME EGW (MAS NÃO TEM APOIO BÍBLICO, SENÃO PELAS VERSÕES ADULTERADAS, E SE PODE PROVAR). O ESPÍRITO SANTO AO SER UMA PESSOA EM NOME DE QUEM SE FAZ O BATISMO – COM APOO APENAS EM MAT. 28:19 (ADULTERADO), LOGO, IGUAL AO PAI E AO FILHO (2 PESSOAS: O DEUS VERDADEIRO E O SEU FILHO, QUE TEM SEU PAI COMO SEU DEUS).
“19 Portanto ide, fazei talmidim em todas as nações em Meu Nome; 470.
“470 28:19 – Todas as citações de Eusébio trazem o texto dessa forma, omitindo qualquer menção a imersão trinitária. Shem Tob também omite a fórmula trinitária – o que também é um fato muito relevante, considerando-se que Shem Tob foi achado em meio a
uma obra anti-missionária, e o batismo trinitário seria um forte argumento contrário à fé.  A própria Igreja Católica admite que a fórmula trinitária reflete acréscimo posterior. Por fim, sabemos ainda que todas as instâncias de imersão no livro de Atos são sempre em nome de Yeshua, contradizendo o texto trinitário, e de fato provando ser uma adição posterior”.

“O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil é uma associação fraterna de Igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador, segundo as Escrituras e, por isso, procuram cumprir sua vocação comum para a glória de Deus Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, em cujo nome administram o Santo Batismo”. http://www.uniaoplanetaria.org.br/brasilsempobreza/2011/10/27/conselho-nacional-de-igrejas-cristas-do-brasil/

Ver também: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&id=lYglYX6FdRoC&q=TRINO#v=snippet&q=TRINO&f=false Do livro E haverá um só rebanho: história, doutrina e prática católica do ecumenismo, página 222.  Por HORTAL, Jesus,Jesús Hortal Sánchez.

Em conclusão, cremos que cada um de nós tem o direito de escrever e publicar o que quiser. Mas o que não temos o direito – porquanto podemos estar direcionando pessoas para a perdição – é de afirmar que esta é a VERDADE, muito pior quando o fundamento não são as Escrituras Sagradas e sim alguém Ellen G. White que copiou indiscriminadamente (até livros de ficção) pois, como demonstramos pelas Escrituras Sagradas, não é. Pode-se publicar como sendo o pensamento do autor, sua opinião. O leitor e ouvinte atento tomará sua decisão, aceitando ou rejeitando.

QUE O ETERNO E SEU DIVINO FILHO, NOSSO SALVADOR, NOS ILUMINEM AGORA E SEMPRE. AMÉM, ALELUIA!!!!!

Paulo A, da C. Pinto

http://www.aodeusunico.com.br Acesse e confira as matérias postadas.

OUÇA A VOZ E A VERDADE, 2A A 6A, 13:15 H, após o Agente policial 459, SÁB E DOM. 14 H RÁDIO JUAZEIRO ZYH 459, 1190 Khz, OU PELA WEB TV para o planeta, http://www.radiojuazeiro.com.br http://www.pacostapinto.com.br http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783064D7 CURRÍCULO LATTES

PROFESSOR PLENO, EX-DIRETOR DA FAMESF DE 1982 A 1985: 

VEJA RELATÓRIO SUCINTOhttp://www.augustocoimbra.xpg.com.br/realatorio_da_diretoria_da_famesf2.pdf

VEJA TAMBÉM A HISTÓRIA DOS 53 ANOS DA FAMESF (HOJE DTCS)http://sdrv.ms/16qqL4Z

 

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ESTÁ PUBLICADO EM http://www.adventistas.ws/

Além de estar negando Jesus ser o Filho de Deus, esse texto é a cunha de como entrou a Trindade na Igreja Adventista. Hoje, FILHO é um simples ‘título messiânico’.

João 3:16  “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, é uma mentirinha que põe em dúvida o “amor do Pai” e a vida eterna uma mera fábula !

Compare a citação do livro de um pastor inglês de 1856 e o plágio de Ellen White em 1898, em cujo Prefácio diz: ‘Em visão as cenas da crucifixão se desenrolaram diante dela”.

“Sabbath Evening Readings on the New Testament”  – 1856
Autor:  Rev. John Cummings

Pg. 5  “But in Jesus was life underived, unborrowed; ...

Tradução: Mas em Jesus, ouve vida não derivada, não emprestada;

The Desire os Ages  –  1898
Autor: Ellen G. White


Pg. 530   
“In Christ is life, original, unborrowed, underived.”

Tradução: Em Cristo há vida, original, não emprestada, não derivada.

Exceto por uma palavra, e o tempo do verbo, é igual ao que foi escrito 42 anos antes.

 

“Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada.” Desejado de Todas as Nações pg. 530
http://www.ellenwhitebooks.com/  (onde conferir o livro de Ellen White)


Veja a nossa anotação embaixo



O livro foi impresso nos Estados Unidos em 1856 e o Rev. John Cummings assina o livro como “Minister of the Scotch National Church, Crown Court, Covest Garden, London.”

Essa cópia foi obtida no White Estate da Conferência Geral da Igreja Adventista do 7º Dia no dia 21 de Janeiro 2003 ás 10 horas da manhã, tendo Ennis Meier tratado diretamente com o sr. Tim Poirier, (atual vice-Diretor do White Estate)  que atendendo nossa solicitação abriu o cofre e trouxe o livro para ser copiado.
O livro encontra-se em péssimo estado de conservação e a capa está solta.

Incialmente o sr. Poirier disse que não costumam atender para tirar cópias desses livros, devido ao péssimo estado de conservação e deterioração que os mesmos se encontram.

Nessa ocasião adquirimos por 2 dólares um livreto: “A Bibliography of Ellen G. White Private and Office Libraries” da própria autoria do Sr.Tim Poirier — Abril 1993.
O livreto explica no Prefácio, que havia uma Biblioteca Pessoal de Ellen White, e outra que era destinada aos seus assistentes literários.

O livro “Sabbath Evening Readings on the New Testament” está na lista dos livros que se encontravam na Biblioteca Pessoal de Ellen White.

A máxima que não é de Ellen White e sim foi copiada de outro autor, contraria a Bíblia em vários textos:

João 5:26 Porque, como o Pai tem vida em sí mesmo, assim deu também ao Filho ter vida em sí mesmo.” (isto é: Jesus tem vida em sí mesmo, derivada do Pai)

I Timóteo 6: 16 
“Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra, poder sempiterno. Amem.”


Atos 5:30  “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vos matastes…”
Atos 13: 30  “Mas Deus o ressuscitou dos mortos.”
Romanos 10:9  
” …Deus o ressucitou dos mortos…”

Por: Aristoteles Pereira de Oliveira

 Não quero através deste estudo, defender o uso da carne, pois sou vegetariano desde 1985, e aconselho as pessoas a seguir este regime. Mas não posso concordar e nem ficar calado com algumas declarações absurdas feitas por Ellen White referindo-se aos males causados pela carne e também em especial por duas declarações enganosas ditas por ela.

A primeira foi quando ela disse: “Tenho tido do Senhor grande luz acerca do assunto da reforma pró-saúde. Não busquei essa luz, não estudei a fim de obtê-la, ela me foi dada pelo Senhor para comunicá-la aos outros.”

Esta declaração não é verdadeira, pois seus escritos sobre reforma pró-saúde não é fruto de nenhuma revelação divina, e sim de plágios de outros reformadores.

A segunda declaração enganosa de Ellen White foi quando acusada de não seguir os princípios da reforma o qual tanto pregava, ela se defendeu dizendo que foi fiel a essa reforma, e que sua família sabia que era verdade.

Esta declaração também é enganosa, pois ela não seguia o regime que tanto pregava, pois viveu comendo carne durante 30 anos, mesmo depois da tal orientação que ela disse que teve de Deus sobre a reforma pró-saúde.

Em 1863 Ellen White disse que teve a visão sobre o grande tema da reforma pró-saúde.

“Foi na casa do irmão A. Hilliard, em Otsego, Michigão, a 6 de junho de 1863, que foi exposto em visão o grande tema da reforma pró-saúde.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 481 escrito em 1867.

Ela também disse que o Senhor apresentou a ela a questão do comer carne no mesmo ano de 1863 e que ela deixou de comer este alimento neste mesmo ano.

“Mas desde que o Senhor me apresentou, em junho de 1863, a questão do comer carne em relação com a saúde, deixei o uso desse alimento.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 482, escrito em 1904.

 Segundo ela esta luz sobre reforma pró-saúde foi dada pelo Senhor.

“Tenho tido do Senhor grande luz acerca do assunto da reforma pró-saúde. Não busquei essa luz; não estudei a fim de obtê-la; ela me foi dada pelo Senhor para comunicá-la aos outro.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 493, escrito em 1897.

Em 1865 a reforma da saúde passa a fazer parte da “tríplice mensagem angélica” pela primeira vez. 

“A reforma de saúde, foi-me mostrado, é parte da mensagem do terceiro anjo, e com ela tão intimamente relacionada como são o braço e a mão em relação ao corpo humano. Vi que nós como um povo precisamos progredir nesta grande obra. Ministros e povo devem agir concertadamente.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 74, escrito em 1867.

De acordo com Apocalipse 22:18 a reforma de Saúde pode ser acrescentada a mensagem do terceiro anjos?

“Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;”                    Apocalipse 22:18

Ellen White disse que a reforma da saúde pode santificar o homem e habilitá-lo para a imortalidade.

Se o homem abraçar a luz que em misericórdia Deus lhe dá com respeito à reforma da saúde, ele pode ser santificado pela verdade, e habilitado para a imortalidade. Mas se despreza, essa luz e vive em violação à lei natural, terá de pagar a penalidade;” Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 70, escrito em 1873.

Ellen White colocou em dúvida as orações de famílias que comem manteiga, ovos e carne, se subiriam ao céu.

“Pondes na mesa manteiga, ovos e carne, e vossos filhos deles participam. São alimentos justo com os artigos que lhes incitarão as paixões animais, e depois ides à reunião e pedis que Deus abençoe e salve vossos filhos. Até que altura subirão vossas orações? Cumpre-vos fazer uma obra antes. Quando houver desfeito por vossos filhos tudo quanto Deus vos deixou para fazer, então podereis reclamar confiantemente o auxilio especial que Deus prometeu dar-vos.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 366, escrito em 1870.

Ela Também disse que manteiga e a carne são estimulantes que fortalecem o apetite animal.

Manteiga e carne são estimulantes. Isto tem danificado o estomago e pervertido o gosto. Os nervos sensitivos do cérebro são insensibilizados, e o apetite animal fortalecido a expensas das faculdades morais e intelectuais. Essas elevadas faculdades, de função controladora, têm sido discernidas….” Conselhos Sobre Regime Alimentar, pagina 48, escrito em 1870.

Em outro texto escreveu dizendo que ovos e carne de animais provocam as paixões animais.

“Foi-me mostrado o perigo de famílias que são de temperamento irritável, com predomínio das paixões animais. Seus filhos não devem ter permissão para fazer dos ovos sua alimentação, pois esta espécie de alimento – ovos e a carne de animais provocam as paixões animais. Isto torna muito difícil vencerem a tentação para condescender com a pecaminosa prática da masturbação, a qual nesta época quase é praticada universalmente. Este hábito debilita as faculdades físicas, mentais e morais, e obstrui o caminho para a vida eterna. – Mensagens escolhidas vol. III pág. 286 par. 3.

Trinta e três anos mais tarde Ellen White escreveu que o leite, ovos e manteiga não devem ser classificados como alimentos cárneos.

Leite, ovos e manteiga não devem ser classificadas como alimentos cárneos.”                   Conselho Sobre o Regime Alimentar, página 351, escrito em 1903.

Trinta e nove anos depois que Ellen White condenou a manteiga e ovos ela disse que alguns por abster-se de leite, ovos e manteiga deixaram de prover alimento necessário e em consequência se enfraqueceram e incapacitaram para o trabalho.

Abstendo-se de leite, ovos e manteiga, alguns deixaram de prover ao organismo o alimento necessário e, em conseqüência, se enfraqueceram e incapacitaram para o trabalho. Assim a reforma de saúde perde o seu prestígio. A obra que temos procurado erguer solidamente, confunde-se com coisas estranhas que Deus não exigiu, e as energias da igreja se paralisam. Mas Deus intervirá para evitar os resultados de idéias tão extremadas. O evangelho tem por alvo harmonizar a raça pecaminosa. O seu fim é levar ricos e pobres, juntos, aos pés de Jesus.”  – Conselhos Sobre o Regime Alimentar pag. 207,208, escrito  em 1909

Segundo Ellen G. White Deus não pode iluminar a mente de um homem que faz de seu estômago uma fossa e nem ouve as orações daqueles que estão andando á luz das faíscas de sua própria fogueira.

“Deve-se ter grande cuidado em formar hábitos corretos no comer no beber. O alimento ingerido deve ser da espécie que elabore o melhor sangue. Os delicados órgãos da digestão devem ser respeitados. Deus requer de nós, mediante temperança em todas as coisas, que façamos nossa parte para nos mantermos a nós mesmo com saúde. Ele não pode iluminar a mente de um homem que faz de seu estômago uma fossa. Não ouve as orações daqueles que estão andando á luz das faíscas de sua própria fogueira.” Conselho Sobre Saúde, páginas, 576.

Ellen White também declarou que o motivo por que Deus não ouvia mais as orações de seus servos pelos doentes, era porque Deus não podia ser glorificado enquanto eles estivessem violando as leis de saúde.

“Vi que o motivo por que Deus não ouvia mais plenamente as orações de Seus servos pelos doentes entre nós, era que Ele não podia ser glorificado nisto enquanto eles estivessem violando as leis da saúde. E vi também ser Seu desígnio que a reforma da saúde e o Instituto de Saúde preparem o caminho para que a oração da fé possa ser plenamente atendida. A fé e as obras devem andar de mãos dadas no aliviar os aflitos que há entre nós, e em prepará-los para glorificar a Deus aqui e serem salvos na vinda de Cristo. Deus não permita que esses sofredores fiquem decepcionados e ofendidos por verificarem que os dirigentes do Instituto trabalham apenas segundo o ponto de vista mundano, em vez de aliarem à prática da reforma de saúde, ao tratá-los, as virtudes e bênçãos de pais e mães em Israel”  Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 25,26, escrito em 1867.

A carne tende a desenvolver a sensualidade e o desenvolvimento da sensualidade diminui a espiritualidade.

“A dieta de alimento cárneo tende a desenvolver a sensualidade. O desenvolvimento da sensualidade diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de entender a verdade.” Conselho Saúde, páginas, 575.

Ellen White chegou até a dizer que comer carne causa:

Influência sobre a moral.

O uso comum de carne de animais mortos tem tido influência deteriorante sobre a moral, bem como na constituição física. A má saúde, em uma variedade de formas, caso fosse rastreada até à causa, mostraria o seguro resultado da alimentação cárnea.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 383, escrito em 1887.

Não faz bem para a moral.

“Tem-me sido comunicado por muitos anos o conhecimento de que a carne não é boa para a saúde nem a moral. Conselho Sobre Regime Alimentar, página 413, escrito em 1898.

Enfraquece as faculdades físicas, mentais e morais.

“Ao chegar a mensagem aos que não haviam ouvido a verdade para este tempo, eles vêem que se precisa efetuar uma grande reforma em seu regime alimentar. Vêem que devem abandonar os alimentos cárneos, porque os mesmos suscitam sede de bebidas alcoólicas, e enchem o organismo de moléstias. Pelo comer carne, são enfraquecidas as faculdades físicas, mentais e morais. O homem é constituído por aquilo que come. As paixões animais adquirem domínio em resultado da alimentação cárneo, do uso do fumo e das bebidas alcoólica.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, páginas 268, 269, escrito em 1901.

Em 1905 Ellen White disse que os males morais do regime cárneo não são menos assinalados do que os físicos.

Os males morais do regime cárneo não são menos assinalados do que os físicos. A comida de carne é prejudicial à saúde, e seja o que for que afete ao corpo, tem seu efeito correspondente na mente e na alma. Pensai na crueldade que o regime cárneo envolve para com os animais, e seus efeitos sobre os que a infligem e nos que a observam. Como isso destrói a ternura com que devemos considerar as criaturas de Deus!” Conselho Sobre o Regime Alimentar, página 383, escrito em 1905.

Ellen White Também disse que o motivo que Deus permitiu que o homem comesse carne após o dilúvio foi para abreviar a vida do ser humano.

“E permitiu Ele que aquela raça de gente longeva comesse alimento animal a fim de abreviar sua vida pecaminosa. Logo após o dilúvio o gênero humano começou a decrescer rapidamente em tamanho, e na extensão dos anos.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 373, escrito em 1864.

Em 1870 Ellen White escreveu dizendo que não mudou nada desde que adotou a reforma pró-saúde. Não voltou nem um passo atrás desde que a luz do céu iluminou pela primeira vez no seu caminho, e que tinha rompido com a carne. 

“Não mudei minha direção nem uma partícula desde que adotei a reforma pró-saúde. Não voltei nem um passo atrás desde que a luz do Céu iluminou pela primeira vez o meu caminho. Rompi com tudo imediatamente – com carne e manteiga, e com as três refeições…” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 483, escrito em 1870.

Ela também escreveu dizendo que aqueles que estão se preparando para vinda do Senhor o comer carne será abandonado.

Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal abandonado; a carne deixará de fazer parte de sua alimentação.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, páginas 380, 381, escrito em 1890.

Nove anos mais tarde em 1909, Ellen White escreveu dizendo:

“Os que têm sido instruídos com relação aos efeitos prejudiciais do uso da alimentação cárnea, do chá e do café, bem como de comidas muito condimentadas, e que estão resolvidos a fazer com Deus um concerto com sacrifício, não hão de continuar a satisfazer o seu apetite com alimentos que sabem ser prejudiciais à saúde. Deus requer que o apetite seja dominado, e se pratique a renúncia no tocante às coisas que fazem mal. É esta uma obra que tem de ser feita antes que o povo de Deus possa ser apresentado diante dEle perfeito. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 381, escrito em 1909.

De acordo com Ellen White João Batista era um reformador, pois o anjo Gabriel, deu instruções sobre reforma de saúde aos pais de João Batista, por isso que ele era vegetariano.

“João Batista saiu no espírito e virtude de Elias, a fim de preparar o caminho do Senhor, e fazer voltar o povo à sabedoria do justo. Era ele um representante dos que vivem nos últimos dias, a quem Deus tem confiado sagradas verdades para serem apresentadas perante o povo, a fim de ser preparado o caminho para a segunda vinda de Cristo. João era um reformador. O anjo Gabriel, vindo do Céu, deu instruções sobre reforma de saúde aos pais de João. Disse que ele não devia beber vinho nem bebida forte, e que seria cheio do Espírito Santo desde o seu nascimento.”

João separou-se dos amigos e das ostentações da vida. A simplicidade de sua vestimenta, uma peça de vestuário tecida de pêlos de camelo, era uma reprovação direta à extravagância e pompa dos sacerdotes judaicos, e do povo em geral. Seu regime, puramente vegetariano, composto de gafanhotos e mel silvestre, era uma censura à condescendência com o apetite e a glutonaria que prevalecia por toda parte.” Conselhos Sobre  o Regime Alimentar, página 70 e 71, escrito em 1872.

João Batista não seguia nenhum regime puramente vegetariano devido os seus pais ter recebido do anjo instruções sobre reforma de saúde, as únicas coisas que foram transmitidas aos pais de João pelo anjo Gabriel era que o mesmo não podia beber vinho ou bebida forte.

João Batista não era vegetariano, pois se alimentava de gafanhotos e mel silvestre (Mateus 3:4 e Marcos 1:6). Segundo a bíblia o gafanhoto é um alimento que esta na lista dos animais limpos de Levítico 11 (versículo 21,22), junto com o grilo, o gafanhoto devorador e a locusta. Sendo assim o gafanhoto é um inseto do reino animal, que é descrito como um alimento.

Dizer que João Batista comia uma tal alfarrobas com mel silvestre como esta escrito no site www.ellenwhiteboks.com no livro Conselhos Sobre Regime Alimentar página 71, é uma grande mentira, pois o gafanhoto que  João Batista comia era mesmo inseto.

Outra prova que João Batista não era vegetariano esta no fato dele ser Judeu. Os Judeus celebravam uma vez por ano a páscoa, e neste dia da pascoa os judeus comiam um carneiro assado no fogo com pães asmos e ervas amargas (Êxodo, 12: 8).

Outro que segundo Ellen White foi um reformador de saúde foi o apostolo Paulo.

“Paulo foi um reformador de saúde. Disse ele: “Subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” Ele compreendia que sobre si repousava a responsabilidade de preservar toda a sua força e faculdades, para que pudesse usá-las para glória de Deus…” Conselho Sobre Regime Alimentar, página 133, escrito em1880.

O apostolo Paulo não foi nenhum reformador de saúde, pois o mesmo recomendava aos irmãos na sua segunda viagem missionária a não comer carne sufocada, note que a sua advertência em relação à carne era para não comer carne sufocada (Atos 15:29). Quando escreveu para os irmãos em Coríntio, Paulo recomendou a comer de tudo que se vende no açougue (I Coríntios 10:25). Como poderia Paulo ser um reformador de saúde recomendando pessoas a comer carne?

Ellen White disse que o motivo que levou Adão e Eva a caírem foi a intemperança.

Adão e Eva caíram pela intemperança do apetite. Cristo veio e resistiu à mais feroz tentação de Satanás, e, em favor da raça, venceu o apetite, mostrando que o homem pode vencer. Como Adão caiu pelo apetite, perdendo o abençoado Éden, os filhos de Adão podem, por intermédio de Cristo, vencer o apetite, e mediante a temperança em tudo reconquistar o Éden.” Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 70.

Como poderia a queda de Adão e Eva ter sido por causa da intemperança se eles não comiam carne!

Ellen White errou ao dizer que Adão e Eva caíram devidos o apetite, pois Adão e Eva pecariam só em tocar a fruta (Gên 3:3).

Já no livro Patriarcas e Profetas nas páginas 57-59, Ellen White se contradiz quando disse que o motivo de Adão comer o fruto foi o amor a Eva.

“Adão não podia negar nem desculpar seu pecado; mas, em vez de manifestar arrependimento, esforçou-se por lançar a culpa sobre a esposa, e assim sobre o próprio Deus: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e eu comi”. Aquele  que, por amor a Eva, havia deliberadamente preferido perder a aprovação de Deus, o seu lar no Paraíso, e uma vida eterna de alegria, podia, agora, depois de sua queda, procurar tornar sua companheira, e mesmo o próprio Criador, responsável pela transgressão. Tão terrível é o poder do pecado.” Patriarcas e Profetas página 57-59.

Ellen White disse que chá e café são narcóticos.

“Quando ao alimento cárneo, podemos dizer todos: Deixai-o em paz. E todos devem dar claro testemunho contra o chá e o café nunca deles se servindo. São narcóticos, prejudiciais a um tempo ao cérebro e a outros órgão do corpo.” Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 402, escreveu em 1902.

 Ellen White também disse que tomar chá e café é pecado.

“Tomar chá e café é pecado, condescendência prejudicial, que, como outros males, causa dano à alma. Esses diletos ídolos criam estímulos, ação mórbida do sistema nervoso; e, cessada a influência imediata dos estimulantes, há uma depressão abaixo do normal na mesma proporção que suas propriedades estimulantes elevaram acima do normal.” Conselho Sobre o Regime Alimentar, página 425, escrito em 1896.      

Segundo Ellen White além de ser pecado tomar chá e café, ela também declarou que é pecado estar doente.

É pecado ser doente, pois toda a doença é resultado de transgressão. Muitos sofrem em consequência da transgressão de seus pais. Estes não podem ser censurados pelo pecado de seus pais; não obstante, é seu dever, indagar em que seus pais violaram as leis do seu ser, que trouxeram sobre seus descendentes tão desditosa herança; e naquilo em que os hábitos de seus pais foram errados, devem eles mudar de procedimento, e guiar-se por hábitos corretos, em melhor relação para com a saúde.” – Conselhos Sobre Saúde, página 37, escrita em 1866.  

Veja que a Bíblia não confirma esta declaração de Ellen White em dizer que toda doença é resultado de transgressão:

“Então saiu Satanás da presença do SENHOR, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.” Jó 2:7, 10.

“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” João 9:1-3.

Se for pecado estar doente porque toda doença resulta de transgressão, então Ellen White pecou muito, pois durante a sua vida ela esteve muitas vezes doente. Certa vez Ellen White esteve muito doente por três semanas. Seus pais e o marido uniram-se em oração por ela, mas a angústia que ela sentia era tão grande que rogava para que eles não mais orassem por ela.

“Quando voltamos, caí muito doente, e sofri extremamente. Meus pais, marido e irmãs uniram-se em oração por mim, mas continuei a sofrer por três semanas. Freqüentemente desfalecia como morta, mas em resposta à oração me reanimava. Minha angústia era tão grande que eu rogava àqueles que me rodeavam que não orassem por mim, pois pensava que suas orações me estivessem prolongando os sofrimentos. Nossos vizinhos, já sem esperanças, abandonaram-me. Durante algum tempo, aprouve ao Senhor nos provar a fé.”      Vida e Ensinos, Página 89

Em 1911 Ellen White escreveu sobre uma luta interna que passou quando deixou o uso do vinagre, ela disse que esteve muito doente por varias semanas aponto de todos pensarem que era impossível viver.

“Houve um tempo em que me achei em alguns respeitos em situação semelhante à vossa. Condescendera com o desejo de usar vinagre. Resolvi, porém, com o auxilio de Deus vencer isto. Combati a tentação, resolvida a não ser dominada por esse hábito.

Estive muito doente por várias semanas; mas dizia repetidamente: O Senhor sabe tudo a esse respeito. Se eu morrer, morrerei; mas não cederei a esse desejo. A luta continuou, e fui duramente afligida por muitas semanas. Todos pensavam que me era impossível viver. Podeis estar certos de que buscamos mui fervorosamente ao Senhor. Foram feitas as mais fervorosas orações por meu restabelecimento. Continuei a resistir ao desejo de usar vinagre, e venci afinal. Agora não tenho inclinação para provar qualquer coisa dessa espécie. Esta experiência me tem sido, por muitas maneiras, de grande valor. Obtive inteira vitória.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 485, escrito em 1911. 

Como poderia Ellen White ter ficado doente e quase morrer, só porque interrompeu o uso do vinagre, se o vinagre em si é acido acético e o mesmo não é viciante.

O ácido acético não causa dependência, porém o álcool vicia causando delírio e alucinações.

O tipo de luta que Ellen G. White descreveu que ocorreu com ela, só acontece com pessoas viciada em álcool. Pois o álcool é altamente viciante. E mais, essa luta que ela teve para deixar o uso do vinagre, é uma prova clara que a mesma era viciada em vinagre com elevado porcentagem de álcool como também essa luta indica que este vicio de vinagre com elevado porcentagem de álcool vinha de muitos anos.

O sintoma que Ellen White descreveu que sentiu ao deixar de usar vinagre são sintomas da síndrome da abstinência alcoólica. Somente um alcoólatra crônico sofre quando para de bebe.

Na época de Ellen White o vinagre usado era caseiro. No entanto, nem todo o álcool é convertido em ácido acético.

Certa quantidade permanece, e essa quantidade varia de acordo com vários fatores, incluindo o tempo a mistura que foi deixada a fermentar.

Vinagre comprado na prateleira de um supermercado de hoje contém aproximadamente 0,5% de álcool, que é bastante pequeno.

É impossível determinar exatamente quanto álcool estava presente no vinagre utilizado pela Sra. White porque ela provavelmente utilizava o vinagre caseiro. Uma vez que não sabemos todas as condições que foram usadas na produção do vinagre, é difícil dizer exatamente quanto álcool estava nele. Temos de procurar outras pistas quanto ao seu teor alcoólico.

Hoje o vinagre que compramos na loja tem um teor alcoólico mais baixo do que o vinagre caseiro de meados da década de 1800.

É evidente que o vinagre que Sra. White usava era muito mais forte e mais potente do que o vinagre vendido nos supermercados de hoje.

(Adaptado por Aristoteles Pereira de Oliveira do estudo “Swill Segredo de Ellen White” de Elaine Bowerman e Dirk Anderson).

Em 1887, Vinte e quatro anos antes de Ellen White declarar que teve uma luta para deixar o vinagre, ela disse que o vinagre afetava “a moral e a vida religiosa”.

“As saladas são preparadas com óleo e vinagre, a fermentação ocorre no estômago, e a comida não faz digestão, mas se deteriora ou apodrece. Como conseqüência, o sangue não é nutrido, mas fica cheio de impurezas, fígado e rim dificuldades aparecem problemas cardíacos. inflamação, e muitos males são o resultado desse tipo de tratamento, e não são apenas os órgãos afetados, mas a moral, a vida religiosa, são afetados.Manuscript Releases vol. 2, páginas 143-144, escrito em1887.

Outro texto que descreve o alto teor alcoólico do vinagre esta no livro “O Desejado de Todas as Nações” nas páginas (745-746), quando ela escreveu que Jesus recusou o vinagre por causa do efeito que poderia “obscurecer sua mente”, e isto ofereceria vantagem a Satanás”.

“Em outra profecia declarou o Salvador:” Afrontas Me quebrantam o meu coração, e fraquíssimo.  Esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não o achei. Deram-Me fel por mantimento, e na Minha sede Me deram a beber vinagre.” Aos que padeciam morte de cruz, era permitido ministrar uma  poção entorpecente, para amortecer a sensação de dor. Essa foi oferecida a Jesus; mas havendo-a  provado, recusou-a. Não aceitaria nada que lhe o obscurecer sua mente. Sua fé devia ater-se firmemente a Deus. Essa era sua única força. Obscurecer a mente era oferecer vantagem a Satanás.” O Desejado de Todas as Nações na página (745-746).

Segundo esta declaração de Ellen White podemos notar que o vinagre no passado tinha bastante teor alcoólico, ao ponto de afetar “a moral e a vida religiosa” como também chegando até a “obscurecer” os sentidos.

Mais somente em 1911, que a própria Ellen White admitiu ter um vício de vinagre, que ela mesma tinha dito que afetava “a moral, e a vida religiosa.” Com base nessa revelação, da própria Ellen White surge uma pergunta:

Se o vinagre poderia “obscurecer” os sentidos e “dar a Satanás uma vantagem” sobre o Filho de Deus, que efeito o vinagre teve sobre Ellen White?

Elaine Bowerman e Dirk Andewrson em seu estudo “Swill Segredo de Ellen White” revela outra possibilidade para explicar esse vício de Ellen White em vinagre, eles dizem:

“Há uma outra possibilidade para explicar esse vício em vinagre. É possível que a Sra. White  fosse descontroladamente exagerada  na sua doença e nas suas lutas. Se isso for verdade, então talvez ela não era viciado no teor de álcool do vinagre. Se isso for verdade, talvez ela só tinha vinagre com um pouquinho de álcool na mesma. O único problema com essa explicação é que ele admite que a Sra. White estava propenso a exageros selvagem e grosseiro.”

Ellen White disse que a carne produz câncer, tumores e moléstias do pulmão, escrófula e tuberculose.

“Os que usam carne menosprezam todas as advertências que Deus têm dado relativamente a esta questão Não possuem nenhuma prova de estar andando em veredas seguras. Não têm a mínima desculpa quanto a comera carne de animais mortos. A maldição de Deus repousa sobre a criação animal. Muitas vezes, ao ser comido, a carne deteriora-se no estômago, e cria doenças. Câncer, tumores e moléstias do pulmão são em grande escala produzidos por comer carne.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 383, escrito em 1892.

“O testemunho de examinadores é que bem poucos animais se acham isentos de enfermidades, e que o costume de comer amplamente carne está fazendo contrair moléstias de toda espécie – câncer, tumores, escrófula, tuberculose e uma porção de outras afecções semelhantes.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 388, escrito em 1897.

Em 1887 Ellen White escreveu que carne para doente é o pior regime que pode ser dado e que estimula, não fortalece.

“Especialmente se o médico não tem sido correto em seus hábitos dietéticos, se seu apetite não tem sido restringido a um regime simples e saudável, rejeitando em grande maneira o uso de carne de animais mortos – ele ama a carne – educou e cultivou o gosto pelos alimentos prejudiciais à saúde. Ele tem idéias estreitas, e mais depressa educará e disciplinará o gosto e o apetite de seus pacientes no sentido de amarem as coisas que ele ama, do que lhes comunicará os sãos princípios da reforma de saúde. Prescreverá carne para os doentes, quando esta é o pior regime que lhes possa ser dado – estimula, mas não fortalece. Eles não examinam seus hábitos anteriores de comer e beber, notando especialmente seus hábitos errôneos, os quais estiveram por anos a deitar o fundamento da doença.”  Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 448, escrito em 1887.

Anos mais tarde, em 1890 ela disse que em caso de doença ou exaustão, poderá ser considerado melhor usar alguma carne.

“Onde é possível obter bastante leite bom e frutas, raro há uma desculpa para comer alimento animal; não é necessário tirar a vida de qualquer das criaturas de Deus para suprir nossas necessidades comuns. Em certos casos de doença ou exaustão, poderá ser considerado melhor usar alguma carne, mas grande cuidado deve ser tomado para adquirir carne de animais sadios…” Conselho Sobre o Regime alimentar, página 394, escrito em 1890.

Quinze anos depois, em 1905, Ellen White escreveu:

“É erro supor que a força muscular depende do uso de alimento animal. As necessidades do organismo podem ser melhor  supridas, e mais vigorosa saúde se pode desfrutar, deixando de usá-la.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 494, escrito em 1905.

Ellen White também disse que comer peru ou outros alimentos cárneos provoca uma perversão do apetite.

“Os que se afastam ocasionalmente para condescender com o gosto comendo um peru gordo ou outros alimentos cárneos, pervertem o apetite, e não são os que podem julgar os benefícios do sistema da reforma pró-saúde. São controlados pelo gosto, não pelos princípios.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 399, escrito em 1870.

Se comer carne perverte o apetite, então Cristo perverteu o apetite de mais de 4 mil pessoas quando deu peixes para que eles comessem. Sem falar que Ele próprio também perverteu o seu apetite quando comeu peixe após ter ressuscitado (Lucas 22:42).

Segundo Ellen White a carne desperta o desejo de bebidas fortes.

“Os que crêem a verdade presente devem recusar-se a beber chá ou café, porque despertam o desejo deestimulantes mais fortes. Devem recusar-se a comer carne porque esta também desperta o desejo de bebidas fortes. Os alimentos sãos, preparados com gosto e perícia, devem constituir agora o nosso regime alimentar.” Evangelismo, pág. 265

Há outro texto que Ellen White escreveu que reforça o pensamento do texto anterior quando ela disse que comer carne desperta o desejo de bebidas fortes. Esse texto foi escrito em 1901, quando ela diz que os alimentos cárneos suscitam sede de bebidas alcoólicas.

“Ao chegar a mensagem aos que não haviam ouvido a verdade para este tempo, eles vêem que se precisa efetuar uma grande reforma em seu regime alimentar. Vêem que devem abandonar os alimentos cárneos, porque os mesmos suscitam sede de bebidas alcoólicas, e enchem o organismo de moléstias. Pelo comer carne, são enfraquecidas as faculdades físicas, mentais e morais. O homem é constituído por aquilo que come. As paixões animais adquirem domínio em resultado da alimentação cárneo, do uso do fumo e das bebidas alcoólicas.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, páginas 268, 269, escrito em 1901.

Ellen White também disse que o uso de carne desenvolve o animalismo. Segundo ela o desenvolvimento do animalismo diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender a verdade.

“Os que condescendem com o comer carne, beber chá e a glutonaria, estão semeando para uma colheita de dor e morte. A comida prejudicial introduzida no estômago fortalece os apetites que combatem contra a alma, desenvolvendo as propensões inferiores. Um regime de carne tende a desenvolver o animalismo. O desenvolvimento do animalismo diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender a verdade.Conselho Sobre o Regime Alimentar, página 382, escrito em 1902.

Se comer carne desenvolve o animalismo, e este animalismo leva as conseqüências como: Diminuir a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender a verdade, fortalece a natureza animal e enfraquece a espiritualidade, priva homens e mulheres do amor e simpatia que devem sentir uns pelos outros, estimula a intensa atividade as tendências concupiscentes e enfraquece a natureza moral e espiritual, então Cristo cometeu um grande pecado quando deu peixes para uma multidão de mais de 4 mil pessoas para comerem, pois o peixe também é carne e a carne segundo Ellen White causa todos esses males citados.

O uso da carne segundo Ellen White priva homens e mulheres do amor e simpatia que devem sentir uns pelos outros.

“Fui instruída quanto a ter o uso do alimento cárneo à tendência de animalismo a natureza, e privar homens e mulheres do amor e simpatia que devem sentir uns pelos outros. Somos constituídos daquilo que ingerimos, e aquele cujo regime compõe-se amplamente de alimento animal são levados a uma condição em que permitem ás paixões subalternas assumir o domínio das mais elevadas faculdades do ser….

Não traçamos qualquer linha precisa a ser seguida no regime alimentar. Há muitas espécies de comida saudável. Dizemos, porém, que o alimento cárneo não é direito para o povo de Deus. Animaliza os seres humanos. Em um país como este, em que há frutas, cereais e nozes em abundância, como pode alguém pensar que precisa comer a carne de animais mortos?” Conselho Sobre o Regime Alimentar, página 390, escrito em 1902.

Ellen White também disse se rejeitamos a carne, a vida religiosa pode ser obtida e mantida com mais êxito, pois ela estimula à intensa atividade as tendências concupiscentes e enfraquece a natureza moral e espiritual.

O regime cárneo muda a disposição e fortalece o animalismo. Constituímo-nos daquilo que comemos, e comer muita carne diminui a atividade intelectual. Os estudantes efetuariam muito mais em seus estudos se nunca provassem carne. Quando a parte animal do instrumento humano é fortalecida pelo uso da carne as faculdades intelectuais enfraquecem proporcionalmente. A vida religiosa pode ser obtida e mantida com mais êxito se a carne é rejeitada, pois esse regime estimula a intensa atividade as tendências concupiscentes, e enfraquece a natureza moral e espiritual. “A carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne.” Conselho Sobre o Regime Alimentar, página 389, escrito em 1905.

Anos mais tarde em 1909, Ellen White disse que não compete fazer do uso da alimentação carne uma prova de comunhão.

Não nos compete fazer do uso da alimentação cárnea uma prova de comunhão; devemos, porém, considerar a influência que crentes professos, que fazem uso da carne, têm sobre outras pessoas”. Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 404, escreveu em 1909.

Em 1896 ela disse que Carne não é teste, nem os que comem são os maiores pecadores.

“Devemos considerar a situação do povo, e o poder de hábitos e práticas de vidas inteiras, e devemos ser cautelosos em não impor aos outros como se esta questão fosse um teste, e os que comem carne fossem os maiores pecadores.” Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 462, escreveu em 1896.

Ellen White também disse que comer carne não é pecado.

“Se você é tanto um leitor da Bíblia como um praticante da Bíblia, deve entender, ao examinar as Escrituras, que a carne suína foi proibida por Jesus Cristo enquanto estava envolto em uma nuvem espessa. Isto não constitui uma prova de comunhão. As famílias têm sido instruídas que artigos como manteiga e o consumo abundante de alimentos cárneos não são o melhor para a saúde física e mental…. Aconselho todo colportor observador do sábado a evitar comer carne, não porque seja considerado pecado comer carne, mas porque não é saudável.” Manuscript Releases vol. 16, pág. 173.

A Bíblia não condena o uso de comer carne. Somente para as carnes imundas é que há condenação, porém para carnes limpas não há.

Deus sempre proporcionou ao homem o uso carne como alimento. A carne foi proporcionada a Noé e a seus descendentes (Gênesis 9:3, 4). Os três anjos que aceitarão a hospitalidade de Abraão comeram carne (Gênesis 18:1-8). Os sacerdotes do templo, incluindo o Sumo Sacerdote, regularmente comiam carne dos sacrifícios de animais (Levítico 6:25, 26, 4:22-35).

O profeta Elias algum tempo antes da transladação (II Reis 2:11), foi sustentado diariamente por corvos que lhe traziam pão e carne por ordem de Deus (I Reis 17:4,6). Se fosse pecado comer carne de animais limpos, Deus ordenaria aos corvos alimentar Elias com outro tipo de comida. E mas, Deus seria o responsável por levar Elias a cometer “pecado”!

Também não posso esquecer do jovem Daniel que é usado como exemplo de ser um vegetariano. De acordo com a ordem do rei, Daniel ficaria alimentando-se da porção do manjar e do vinho do rei durante três anos (Daniel 1:5). Mas Daniel se recusou comer da porção do manjar do rei, e passou a comer legumes (Daniel 1: 8,12,16). O período que era para Daniel ficar comendo do manjar seria de três anos, isto significa que ele foi vegetariano durante três anos.

A bíblia não dizer que Daniel continuou comendo somente legumes, ou seja, sendo vegetariano durante toda a sua vida, pelo contrario, a bíblia mostra que Daniel comia carne.

Uma prova clara estar no relato do próprio Daniel quando o mesmo disse que teve uma visão que deixou três semanas completas triste. Durante estas três semanas Daniel não comeu manjar desejável, nem carne, nem vinho, e nem se ungiu com ungüento, até que se cumpriram as três semanas. Note que Daniel disse que ficou sem comer manjar desejável, carne, vinho, e sem se ungir com ungüento, até que se cumpriram as três semanas. Ora, como o poderia ter ele deixado de comer carne durante três semanas se o mesmo não comia carne por ser vegetariano? Se ele deixou de comer carne, era porque talvéz comesse carne antes de deixar de comê-la. O Próprio Daniel disse que deixou de comer carne até que se cumpriram as três semanas. Mas após completar as três semanas ele, talvez, voltou a comer carne.

Quanto a Jesus, ele abençoou e multiplicou pães e peixes (Mat. 14:19-2). Como judeu, Jesus também celebrava a páscoa. A celebração da páscoa incluía comer um bom carneiro assado no fogo com pães asmos e ervas amargas (Êxodo, 12: 8). Antes de sua morte, Jesus celebrou a páscoa com os seus discípulos (Lucas 22: 8, 15) comendo o carneiro assado com pães asmos e ervas amargas com dizia a lei (Êxodo, 12: 8).  Após a sua ressurreição, Jesus com uma natureza incorruptível e gloriosa, comeu peixe assado (Lucas 24:41-43). Já Pedro, ele disse que só não comia carnes imundas (Atos 10:14), mais isto não significa que ele não comia carne.

Vale lembra que o primeiro homicídio mencionado na historia foi cometido por um vegetariano (Gênesis 4:3-15) e que o pecado tem como símbolo uma fruta (Gênesis 3:1-13) e a remissão veio através da carne! (Gênesis 4:4).

Em 1897 Ellen White declarou: “Tenho tido do Senhor grande luz acerca do assunto da reforma pró-saúde. Não busquei essa luz; não estudei a fim de obtê-la; ela me foi dada pelo Senhor para comunicá-la aos outros.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 493.

Esta declaração de Ellen White não é verdadeira, pois seus escritos sobre reforma pró-saúde não é fruto de nenhuma revelação divina, e sim de plágios dos escritos de outros reformadores como pode ser visto a seguir através do artigo do Dr. Ronald Numbers: Ellen G. White Foi Realmente Avançada Para Sua Época?

As Reformas Pró-saúde da Sra. M. L. Shew

  • O álcool é um veneno mortal.
  • As medicinas a base de drogas são “das mais perniciosas.”
  • O sal deve ser eliminado da dieta.
  • As especiarias, como a mostarda, a pimenta e o vinagre são “perniciosas.”
  • O chá é “um dos venenos mais destruidores.”
  • O fumo é um veneno muito poderoso.
  • O banho diário, o exercício e o ar puro são importantes para a boa saúde.
  • Deve usar-se creme de leite em vez de manteiga.
  • Uma dieta vegetariana contribui para saúde.
  • É difícil para o corpo digerir o queijo.
  • As refeições devem estar separadas por um período de seis horas. Duas refeições ao dia são “melhores para pessoas sedentárias.”
  • O pão é “o sustento da vida.” O pão recém assado não deve ser comido enquanto ainda está quente.

As Reformas Pró-saúde de Sylvester Graham

Sylvester Graham em 1849 publicou em seus Lectures on the Science of  Human Life [Conferências Sobre a Ciência da Vida Humana], o seguinte:

  • Evitar os alimentos estimulantes e não naturais, vivendo “inteiramente dos produtos do reino vegetal e a água pura.”
  • A manteiga devia ser usada “muito moderadamente.”
  • O leite fresco e os ovos eram vistos com maus olhos, mas não proscritos.
  • O queijo era permitido somente se fosse suave e sem ser envelhecido.
  • Os condimentos e as especiarias, como a pimenta, a mostarda e a canela, eram proibidos por serem todos “altamente estimulantes e esgotadores.”
  • O chá e o café, como o álcool e o fumo, envenenavam o sistema.
  • Os produtos de pastelaria, com exceção dos pastéis de fruta, encontravam-se “entre os mais perniciosos artigos que causam mal-estar nos seres humanos.”
  • O sono era preferível antes da meia-noite.
  • Devia-se dormir numa habitação bem ventilada.
  • Era desejável um banho com esponja todas as manhãs.
  • A roupa não devia restringir os movimentos.
  • “Toda medicina, como tal, é em si mesma um mau.”

Graham também opunhava-se ao excesso marital e à masturbação. Ele achava que os alimentos estimulantes despertavam as paixões sexuais. Portanto, chegou à conclusão de que uma das melhores maneiras de controlar o desejo sexual era adotar uma dieta vegetariana e abandonar os condimentos, as especiarias, o álcool, o chá e o café. (Lecture to Young Men on Chastity [Conferência para os Jovens Sobre a Castidade], pp. 83, 144-148).

Dio Lewis Propõe Duas Refeições ao Dia

Na década de 1850, Dio Lewis era um conferencista sobre a reforma pró-saúde conhecido em todo o país. Ensinou muitas das mesmas coisas que Graham, mas lhe acrescentou a reforma de comer somente duas refeições ao dia.

O Reformador Millerista Larkin Coles

Larkin B. Coles era menos conhecido que Graham ou Lewis. No entanto, é de especial interesse para os Adventistas porque era um médico-pregador Millerista. Antes de sua morte em 1856, escreveu dois livros sobre a saúde. Em seus livros, ele defendia o ar puro, o exercício, a dieta vegetariana, a abstenção de estimulantes, a reforma no vestido, a pureza sexual e a medicina sem drogas. Vários dos escritos da Sra. White sobre a reforma pró-saúde são notavelmente similares aos escritos de Coles.

Coles não somente advertiu contra o consumo de carne porque esta aumentava a inclinação ao instinto animal, senão que também comentou a relação entre o consumo de carne e as doenças. Foi notável por fazer soar o alarme (que outros reformadores já tinham feito soar antes) de que havia uma relação entre o uso do fumo e os carcinomas. (The Beauties and Deformities of Tobacco-Using [As Belezas e Deformidades do Uso do Fumo], 1853, p. 142).

Outro reformador de quem Ellen G. White plagiou seus escritos foi o Dr. Tiago Jackson. No livro “A Nuvem Branca”, no capitulo “Reforma de Saúde ou Mito de Saúde?”, o autor Dirk Anderson relata como aconteceu isto.

Em janeiro de 1863 os jovens White adoeceram de difteria nesse tempo os White encontraram um artigo de um reformador norte americano de saúde, Dr. Tiago Jackson. Em meados da década de 1800, a mais destacada instituição médica dos Estados Unidos, caracterizada por reformas na dieta e no tratamento dos enfermos, era administrada pelo Dr. Jackson em Dansville, New York. O Dr. Jackson se distinguia por promover uma dieta vegetariana de duas refeições ao dia, “curas de água” (hidroterapia), e um estilo reformado de vestido para mulheres.

Tiago White ficou tão impressionado, que reimprimiu o artigo de Jackson sobre a difteria na edição da Review and Herald de 17 de fevereiro de 1863.

Em junho de 1863, Tiago escreveu ao Dr. Jackson solicitando-lhe alguns de seus livros. Aparentemente, Tiago recebeu os livros em algum momento pelo final do verão ou princípios do outono, pois imprimiu um artigo do livro de Jackson Laws of Life na edição do Review and Herald de 27 de outubro.

Em agosto de 1864, os White decidiram viajar a Dansville, Nova York, para conhecer o Dr. Jackson. No mesmo dia o Dr. Jackson convidou os White a visitar o seu lar, e em sua casa o do Dr. Jeckson concedeu uma entrevista a eles; como também realizou um exame físico na Sra. White.

O diagnóstico do Dr. Jackson concordou com o do médico adventista de Ellen White. Ambos diagnosticaram dizia que ela tinha histeria. (A histeria é um estado médico que começa tipicamente na adolescência ou começo da fase adulta, e que ocorre mais comumente na mulher).

Os sintomas dos ataques histéricos incluem alucinações visuais e auditivas, paralisia de grupos musculares, e falta de resposta a estímulos externos. Por via de regra, os ataques histéricos diminuem à medida que o paciente envelhece, e com freqüência cessam pela metade da vida.

Conquanto o Dr. Jackson possa ter atribuído suas visões a alucinações, a maioria dos adventistas cria que as visões procediam diretamente de Deus. É interessante notar que a Sra. White começou a ter visões sobre o tema da saúde durante essa época de sua vida.

Quando Ellen White publicou visões sobre saúde, as pessoas que estavam familiarizadas com os escritos do Dr. Jackson ficaram pasmas ao ver que a reforma pró-saúde dela se parecia tanto com os escritos do Dr. Jackson.

Surgiram tantas perguntas, que a Sra. White se viu obrigada a responder por meio do periódico da igreja: Ellen White Chegou a dizer que não as leria até que houvesse escrito as suas visões por completo, para que não dissesse que ela havia recebido luz sobre o tema da saúde desses médicos, e não do Senhor.

Ela disse que depois de haver escrito os seis artigos para How to Live, foi quando examinou várias obras sobre higiene, e ficou surpreendida em encontrar tão em harmonia com o que o Senhor me havia revelado.

Enquanto os membros de igreja estavam ainda discutindo se a Sra. White havia lido Laws of Life antes ou depois de haver publicado seus artigos sobre saúde, a Sra. White decidiu publicar seu primeiro livro sobre a reforma pró-saúde.

Mais tarde, esse livro daria lugar a perguntas ainda mais difíceis para a jovem profetisa.

Em 1864 Ellen White publicou um livro intitulava An Appeal to Mothers: The Great Cause of the Physical, Mental, and Moral Ruin of Children of Our Time [Um Apelo às Mães:   A Grande Causa da Ruína Física, Mental, e Moral das Crianças de Nosso Tempo]. O propósito do livro era advertir contra os perigos da masturbação!

É muito provável que a Sra. White estivesse familiarizada com os ensinos de Graham. De fato, algumas das reformas pró-saúde da Sra. White se parecem muitíssimo com as reformas de Graham.

Em 1849, uns 14 anos antes que a Sra. White tivesse a primeira visão da reforma pró- saúde, Sylvester Graham expunha seus pontos de vista sobre a reforma pró-saúde em seu livro Lectures on the Science of Human Life [Conferências Sobre a Ciência da Vida Humana].

A primeira tentativa da Sra. White em favor da reforma pró-saúde foi um livro chamado Appeal to Mothers, publicado em 1864. Do mesmo modo que os esforços de Sylvester Graham duas décadas antes, a Sra. White decidiu que os membros de sua igreja precisavam ser advertidos a respeito dos perigos da masturbação para a saúde. Na primeira página ela adverte do assombroso número de mortes causadas pela masturbação.

No ano de 1890 Ellen White escreveu dizendo que algumas vezes comia um pouco de carne quando não era possível obter o alimento de que necessitava.

“Onde é possível obter bastante leite bom e frutas, raro há uma desculpa para comer alimento animal; não é necessário tirar a vida de qualquer das criaturas de Deus para suprir nossas necessidades comuns. Em certos casos de doença ou exaustão, poderá ser considerado melhor usar alguma carne, mas grande cuidado deve ser tomado para adquirir carne de animais sadios. Tem chegado a ser questão muito séria se é seguro usar de algum modo alimento cárneo nesta época do mundo. Melhor nunca usar carne, do que usar a carne de animais que não sejam sadios. Quando não me possível obter o alimento de que necessitava, comi um pouco de carne algumas vezes; mas estou ficando cada vez mais atemorizada de fazê-lo.” Conselho Sobre o Regime alimentar, página 394, escrito em 1890.

A verdade é que Ellen White mesmo com todo este conhecimento que ela tinha sobre carne a qual dizia ela que tinha sido dado por Deus. Não foi suficiente para a fazer a mesma deixar de comer carne em 1863 como ela disse que deixou. Ellen White só deixou de comer carne em Janeiro de 1894 em uma reunião campal de Brighton como ela mesma declarou 1895.

Desde a reunião campal de Brighton (janeiro de 1894) bani absolutamente a carne de minha mesa. Está entendido que, quer eu esteja em casa quer lá fora, nada dessa espécie deve ser usado em minha família, ou vir à minha mesa. Tive muito quadro sobre este assunto perante mim durante a noite.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 488, escrito em 1895.

Outro texto escrito em 1896 e um em 1901 por Ellen White confirmam que ela não deixou de comer carne definitivamente em Junho de 1863 como ela disse em 1864.

“Tenho uma grande família, que chega muitas vezes a dezesseis pessoas. Há nela homens que trabalham no arado e que derrubam árvores. Esses têm mais vigoroso exercício, mas nem uma partícula de carne é posta em nossa mesa. A carne não tem sido usada por nós desde a reunião campal de Brighton. Não era meu desígnio tê-la a minha mesa em qualquer tempo, mas instantes alegações foram feitas de que não podia comer isto ou aquilo, e que seu estômago podia digerir carne melhor que qualquer outra coisa. Assim fui incitada a pô-la em minha mesa….” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 488, 489, escrito em 1896.

“Há mais de trinta anos, eu me encontrava muitas vezes em grande fraqueza. Muitas orações eram feitas em meu favor. Pensava-se que o alimento cárneo me daria vitalidade, e esta era, portanto, meu principal artigo de alimentação. Em vez de adquirir força, porém, tornei-me cada vez mais fraca….

Cortei imediatamente a carne do meu cardápio. Depois disto fui por vezes colocada em situações em que me compelida a come um pouco de carne.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 487, escrito em 1901.

Para Ellen White pessoas que adotam o regime vegetariano, e voltam ao uso da alimentação cárnea, são insensatas, e revela uma falta de conhecimento na maneira de prover o alimento que substitui a carne.

“Algumas pessoas, depois de adotar regime vegetariano, voltam ao uso da alimentação cárnea. Isto é grande insensatez, e revela falta de conhecimento da maneira de prover o alimento que substitui a carne.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 469, escrito em 1902.

Se para Ellen White insensatez é quando uma pessoa deixa de come carne e depois voltar a comer novamente, e isto revela uma falta de conhecimento na maneira de prover o alimento que substitui a carne. Então ela foi insensata e tinha falta de conhecimento na maneira de prover o alimento que substituía a carne. Porque ela disse que deixou de comer carne em 1863, mais tarde a encontramos dizendo que comia carne, e por fim em 1895 ela revela que tinha deixado definitivamente de comer carne em 1894. Isto demonstra uma insensatez e falta de conhecimento na maneira prover o alimento que substituía a carne por parte de Ellen White.

Ellen White escreveu dizendo para que os obreiros não desse mau exemplo de comer alimento cárneo, e que vivesse com sua família à altura da reforma de saúde, e que não animalizassem a sua própria natureza e nem de seus filhos.

“Que nenhum de nossos obreiros dê o mau exemplo de comer alimentos cárneos. Vivam eles e suas famílias à altura da luz da reforma de saúde. Que nenhum de nossos obreiros animalize sua própria natureza e a natureza de seus filhos. Filhos cujos desejos não têm sido restringidos, são tentados a não apenas condescender em hábitos comuns de intemperança, mas a dar rédea solta a suas baixas paixões, e a desconsiderar a pureza e a virtude. Esses são levados por Satanás não apenas a corromper o seu próprio corpo, mas a sussurrar suas más mensagens a outros. Se os pais estão cegados pelo pecado, muitas vezes deixarão de perceber essas coisas.” Medicina e Salvação, página 281.

Ellen White disse que foi mostrado a ela que o povo de Deus deveria assumir uma atitude firme contra a carne, e que a carne fortalece a natureza animal e enfraquece a espiritual.

Foi-me mostrado claramente que o povo de Deus deve assumir atitude firme contra o comer carne. Daria Deus por trinta anos a Seu povo a mensagem de que, se quiser ter sangue puro e mente clara precisa abandonar o uso da carne, se Ele não quisesse que eles dessem ouvidos a essa mensagem? Pelo uso de alimentos cárneos a natureza animal é fortalecida e enfraquecida a espiritual.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 383, escreveu em 1902.

Ela também disse que aqueles que são meio convertidos quanto à questão da carne sairão do povo de Deus para não mais andar com ele.

“Há pessoas que devem ser despertadas para o perigo de comer carne, que ainda comem carne de animais, pondo assim em risco a saúde física, mental e espiritual. Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer, sairão do povo de Deus, para não mais andar com ele”.  – Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 382, escrito em 1902.

Segundo Ellen White, o preparo de pratos compostos em qualquer proporção de alimento cárneo, aponta para as trevas e ignorância do Egito, e não a pureza da reforma pró-saúde. 

“Não se anime o preparo de pratos compostos, em qualquer proporção, de alimento cárneo, pois este aponta para as trevas e ignorância do Egito, e não pureza da reforma pró-saúde.” Conselhos Sobre Regime Alimentar, página 475, escreveu em 1913.

Em 1909 Ellen White escreveu:

“Houve quem alegasse que não tenho seguido os princípios da reforma alimentar, tais como os defendo com a pena; posso, entretanto, dizer que tenho sido fiel a essa reforma. Os membros da minha família sabem que isto é verdade.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, página 494, escrito em 1909.

Ela também escreveu:

“Eu não prego uma coisa e pratico outra. Eu não apresento regras de vida para meus ouvintes enquanto eu não as sigo.” Selected Messages Book 2, p. 302. Letter 12, 1888.

Conclusão

A verdade é que Ellen White não foi tão fiel aos princípios de reforma e saúde como alguns pensam e nem as mensagens que ela escreveu dizendo serem enviadas por Deus eram verdadeiras. Ela não vivia o que pregava e isto fica bem claro, um exemplo disso foi quando em 1865 ela declarou que tinha deixado de comer carne em Junho de 1863, anos mais tarde em 1895 escreveu que tinha deixado de comer carne definitivamente em janeiro de 1894, portanto foram 30 anos comendo carne, talvez seja este um dos motivos que levaram algumas pessoas a dizer que ela não seguia os princípios da reforma alimentar que tanto pregava.

Se você deseja saber mais sobre Ellen G. White e seus plágios e contradições pesquise nas seguintes fontes abaixo:

  • Mentira Branca (Walter T. Rea)

http://www.baptistlink.com/creationists/amentirabranca.htm

  • A Nuvem Branca (Dirk Anderson)

http://www.ellenwhiteexposed.com/port/woc.htm

  • A Igreja de Vidro (Ubaldo Torres de Araújo)

http://pt.scribd.com/doc/7371292/Evangelico-Ubaldo-Torres-de-Araujo-Igreja-Adventista-A-Igreja-de-Vidro

  • Ellen G. White Foi Realmente Avançada Para Sua Época? (Dr. Ronald Numbers)

http://www.adventistas-bereanos.com.br/2007outubro/reformadoresprosaudeantesdasraegw.htm

  • Mitos de Ellen G. White (Sydney Cleveland)

http://pt.scribd.com/doc/3409204/Os-Mitos-de-Ellen-G-White-Sidney-Cleveland

  • Amalgamação: declarações de Ellen G. White em relação às condições por ocasião do dilúvio (Por Francis D. Nichol)

http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/02/refer%C3%AAncia_06a.pdf

  • A História Secreta do Livro Caminho a Cristo.

http://www.adventistas.com/julho2001/egw_mensageira1.htm

  • Ellen G. White e o Plágio (P. Hottman)

Extraido do site: www.adventistas.ws (http://aodeusunico.com.br/?p=337)

Referências Bibliográficas:

  • Alfarrobas ou Gafanhotos

http://adventista1844.webnode.com.br/news/alfarrobas-ou-ganfanhotos

  • Bíblia Sagrada
Traduzido em Português por João Ferreira de Almeida
Edição Revista e Corrigida
Na grafia Simplificada com referencia e algumas variantes
7º impressão – 2°edição /São Paulo – SP – Brasil – 2001
 

Conselhos Sobre o Regime Alimentar

Compilação dos escritos de Ellen G. White
Tradução de Isolina A. Waldvogel e Luiz Waldvogel
Casa Publicadora Brasileira – Tatui – São Paulo – Sétima edição -1990
 
  • Conselho Sobre Saúde

www.ellenwhitebooks.com.br

  • Desejado de Todas as Nações
Ellen G. White
Tradução de Isolina Waldvogel
Casa Publicadora Brasileira Tatui – SP
Segunda edição- 1996 Impresso no Brasil
 
  • Evangelismo

www.ellenwhitebooks.com.br

  • Medicina e Salvação

www.ellenwhitebooks.com.br

  • Vida e Ensino

www.ellenwhitebooks.com.br

  • Patriarcas e Profetas
Ellen G. White
Tradução: Flávio L. Monteiro
Casa Publicadora Brasileira Tatuí – SP- Segunda edição – 1996
 
  • O vegetarianismo na IASD e nas denominações e grupos derivados dela.   Traduzido e condensado por Eloy Arraes Vargas

http://www.geocities.com/splitoff144/vegetarianismo.htm

  • Swill Segredo de Ellen White

Elaine Bowerman & Dirk Anderson

  • Selected Messager Book 2
  • Manuscript Releses Vol 2, 16.                                                                                               
  • Manuscript Releases vol. 16, pág. 173.

http://www.gilead.net/egw/books/manuscript-releases/Manuscript_Release_Volume_Sixteen/index.htm

Perguntado por um participante de fórum na web sobre “Qual foi a sua decepção na IASD? Sempre tem uma…”

Respondi:
Para ser atencioso e tirar suas dúvidas, como é dever de todo Cristão, segue um breve histórico.

Na IASD não tinha liberdade de pensar ou de expressar outro entendimento diferente das doutrianas da IASD. Certos conceitos e doutrinas estabelecidos que estudando melhor, passei a discordar, como por exemplo:

– O Selo de Deus para os Cristãos ser o sábado;
– Amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo ser um resumdo dos dez mandamentos;
– Jesus ter ficado no santo até 1844, quando passou para o Santissimo(Heresia do Juízo investigativo)
– Plágios de EGW;
– Discordei certa vez, quando disserem que Simão havia induzido Maria Madalena à prostituição, dizendo que aquilo não estava na bíblia e fazer tal acusação era falso testemunho; me disseram está na bíblia, e prometeram me mostrar o texto, contudo vieram com paragrafos do livro O Desejado Todas as Nações, como se tivesse o mesmo valor que a bíblia;
– O Decreto dominical é extra bíblico, sendo uma heresia;
– Doutrinas de demônios e de espíritos enganadores de I Tim 4: 1 a 5 (Regras de alimentação e orientação a não se casar – enquadra EGW);
– As 2300 tardes e manhãs, cumpriram-se ainda na época do velho testemento, na época dos macabeus, com ANTÍOCO EPIFANES ( que profanou o santuário e implantou novas leis em Irael, jogando por terra a verdade e obrigando os filhos de Israel a sacrificarem à ídolos, mundando também suas leis e costumes), mas veio JUDAS MACABEU que fez reconstrução, PURIFICAÇÃO E RECONSAGRAÇÃO DO VERDADEIRO TEMPLO DE DEUS EM ISRAEL, ao final do tempo determinado – (outro erro doutrinário da iasd);
– Considerarem-se os substitutos de Israel, sendo consequententemente O Israel de Hoje, ou seja, o Israel Espiritual(Outra Heresia);
– Começaram a dizer que eu era joio, a me demonizar e satanizar por discordar destes pontos e outros;
– Comecei a estudar a outra face da IASD e de EGW e como as fontes foram extra oficiais, percebi que não era interesse da Organização divulgar a verdade sobre EGW, plágios e suposto vegetarianimo da Mesma; ou seja, fui decobrindo hipocrisia, erros, enganos, heresias e até mentiras e preferi não continuar sendo conivente com tais fatos;
– É decepcionante descobrir de outras fontes que a Organização engana milhões de pessoas ao redor do mundo;
– Se Você questionar a inspiração de EGW ou qualquer doutrina da IASD, passa imediatamente a ser discriminado, hostilizado e demonizado;
– Pecado não é só transgressão dos dez mandamentos, veja tiago 2:9 (Fazer acepção de pessoas também é) ; Pecado é transgressão da Lei e não só dos dez mandamentos;
– Os ASD não sabem a diferença entre LEI, TODA LEI e MANDAMENTOS. Esta confusão que fazem, passou a me incomodar quando passei a estudar melhor este assunto;
etc;
etc.

Passei a estudar melhor a história real da IASD e de EGW, me inteirando bem sobre o assunto.

Consequentemente,

Certo dia me veio uma clareza muito grande, pois eu deveria ouvir a Voz do Espírito Santo que fala a cada um de nós, pois caso contrário estaria indo contra Deus, pois Ele estava me mostrando a verdade e eu estava demorando e me machucando, fechando os meus ouvidos ao clamor direto do Espírito de Deus.

Pedi a retirada do meu nome do Rol de membros da IASD em 2008, pois o ambiente ASD, havia se tornado decepcionante e hostil para mim, ou seja, nada mais restava de producente na minha vida cristã dentro da IASD; pois depois de descobrir tudo, notei e senti na pelee como são tratados àqueles que ousam questionar alguns pontos de doutrinas que julgam errados.

Não sou agressivo nos meus posicionamentos, podes conferir minha franqueza, no blog:
http://cristaoslivres-francisco.blogspot.com.br

http://cristaoslivres-francisco.blogspot.com.br/p/minhas-materias.html
Veja também:

UMA MENSAGEM URGENTE DE DEUS PARA A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
http://cristaoslivres-francisco.blogspot.com.br/2011/02/uma-mensagem-urgente-de-deus-pra-igreja_04.html
Cordialmente no amor Cristão!
Alberto

NOTA: ESCLARECEMOS QUE NÓS BEREANOS CREMOS QUE O SÁBADO É O SANTO DIA DO SENHOR, ESTABELECIDO POR DEUS DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO COMO O DIA ESPECIAL DE DESCANSO DO SEU POVO, CONFORME ESTÁ NO DECÁLOGO (ÊXODO 20).
PAULO AUGUSTO DA COSTA PINTO

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Palavras libertadoras de Cristo, o divino Filho único do Deus único, o Pai, em João 8:32.

“… Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” 2 Crônicas 20:20.

O que é preferível: uma doce mentira ou uma amarga verdade?
Walter Rea, Pastor e Pesquisador Adventista (1982)
No ano de 1963, há cerca de meio século eu tinha 9 anos quando aceitei a Cristo como meu único e suficiente salvador, sendo batizado na igreja adventista do 7º Dia.
Ensinaram-me que eu devia além da Bíblia sagrada, crer nos livros de E. G. White. Assim, li o livro Caminho a Cristo, belíssimo e edificante. Li outros livros seus, todos muito bons. EGW escreveu “Eu não escrevo nenhum artigo, expressando meramente minhas próprias idéias. Eles são o que Deus me tem exposto em visão – os preciosos raios de luz brilhando do trono.” (Testimonies, vol. 5, pág. 67, Mensagens Escolhidas, p. 29 e “Ellen G. White, Mensageira da Igreja Remanescente”, p. 35).
A igreja sempre ensinou e ainda ensina que seus livros são o Espírito de Profecia e que a igreja que não os possui é falsa.
Muitos anos depois estudando mais profundamente seus livros e lendo o depoimento de pastores adventistas bem preparados nos Seminários e universidades dos EUA da própria igreja, a exemplo do Pr. Adventista Walter T. Rea, da Califórnia, EUA, que em 1982 escreveu em seu livro “The White Lie” – a mentira branca – “Desde a primeira vez que ouvi falar dela, no princípio de minha adolescência, converti-me em devoto de Ellen G. White e de seus escritos”, descrevendo que mais tarde percebeu que EGW havia copiado muitíssimo de outros autores e não lhes deu o devido crédito, o que se caracteriza como desonestidade, ou plágio.
Entretanto, em todo esse tempo a Igreja Adventista tem sustentado que EGW é profetisa – embora ela nunca tenha reivindicado esse título para si, no que estava certa – e que a mesma não plagiou a obra de ninguém.
Para contradizer o Pr. Walter Rea a Conferência Geral contratou um homem de sua maior confiança, o Ph. D. Fred Veltman, em trabalho pericial que durou 8 anos e custou meio milhão de dólares, com a participação de cerca de 10 pessoas sob sua coordenação, tendo o mesmo escrito em seu relatório: “Eu tenho que admitir para começar, que no meu julgamento esse é o mais sério problema para enfrentar com referência à dependência literária de Ellen White. Isso atinge o coração da sua honestidade, sua integridade e portanto a sua honradez”.
Recentemente em matéria publicada em www.adventistas.ws e em www.aodeusunico.com.br o ex-pastor adventista, Phillip Hotman, 40 anos na IASD, 32 de batizado, escreveu sobre Ellen G. White e o plágio, declarando que “Ellen G. White pediu aos outros que iriam citar os seus escritos que fizessem menção dela como autora”. …
Mas o que mais me chocou foi quando encontrei na publicação oficial adventista “The Adventist Review, 23 fevereiro de 1984, p. 4 no artigo “Sources of the Great Controversy” Ellen G. White pedindo a seu filho “que não contasse a ninguém” que ela copiava de outros autores.
Com a palavra o Centro White, e todos os devotos da escritora que desde os nove anos de idade aprendi a amar, mas fui decepcionado 41 anos depois bem como milhares de outros ao redor do mundo.
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Jesus Cristo, em João 8:32. Nunca se esqueça disso.

Esta mensagem foi levada ao ar na voz de Paulo Augusto da Costa Pinto, no dia 16 de março de 2012 às 6:50h pela Rádio Juazeiro, ZYH 459, AM, no Programa A Voz e A Verdade que acontece diariamente de 2ª a 6ª feira e aos sábados e domingos às 14h e pela webtv http://ww.radiojuazeiro.com.br ou pela Rádio Adventista Bereana do 7º. Dia: http://ww.adventistas-bereanos.com.br/radio.php no 24 h.