QUESTÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO TRADICIONAL DA IASD COM RELAÇÃO AO JUÍZO INVESTIGATIVO

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  1. A primeira questão diz respeito à natureza da purificação descrita em Daniel 8:14. O contexto apresenta um chifre pequeno que “lançou por terra alguns do exército do céu e das estrelas deste exército, e os pisou” (verso 10). Além disto este pequeno e poderoso chifre “tirou o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário lançou por terra” (verso 11). Esta profanação do santuário e de suas cerimônias é assunto do verso 13 onde uma intrigante pergunta é apresentada: “Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, da transgressão assoladora para que seja entregue o santuário, e o exército, a fim de serem pisados?”. Em outras palavras o que se pergunta é: Quanto tempo durará e quando terminará a profanação do santuário protagonizada pelo chifre pequeno? A resposta vem no verso seguinte, Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” A questão que proponho é com relação à natureza desta purificação: A interpretação tradicional da IASD entende que a purificação descrita em Daniel 8:14 é da mesma natureza da purificação do santuário realizada no dia da expiação, quando os pecados que tinham sido confessados ao longo do ano e transferidos para o santuário eram, finalmente, removidos do santuário, havendo, desta forma, uma purificação do santuário (Lev. 16:20). Mas o contexto de Daniel 8 mostra que a purificação do santuário descrita no verso 14 é de natureza completamente diferente: Em Daniel 8 o santuário está sendo purificado da profanação do chifre pequeno; já em Levíticos 16 é descrita uma purificação dos pecados confessados dos santos. É importante ressaltar que esta diferença na natureza da purificação do santuário no dia da expiação e a purificação da profanação do pequeno chifre é claramente diferenciada no original hebraico através de dois termos distintos: tsadaq usado em Daniel 8:14 que significa “justificar”, “trazer ou declarar justiça” e kaphar em Levíticos 16:20 que significa “cobrir”, “reconciliar”, “propiciar”, “expiar”… Ambos, infelizmente, foram traduzidos para o português como purificar, levando a muitos achar que se trata da mesma coisa. Diante de tais diferenças conceituais e contextuais, como convencer o público de que a purificação descrita em Daniel 8:14 é a mesma de Levíticos 16:20.
  2. A segunda questão também diz respeito à natureza da purificação do santuário descrita em Daniel 8:14. Mas agora não se questiona sua relação com o dia da expiação (que era uma purificação de fato, mas de outra natureza). Agora o que se questiona é a relação entre a purificação do santuário de Daniel 8:14 com o chamado “juízo investigativo”, também chamado de “juízo pré-advento”. Que base bíblica temos para afirmar que a purificação do santuário descrita em Daniel 8:14 consiste na investigação dos pecados perdoados de todos os crentes desde Adão? Mesmo que conseguíssemos, de alguma forma, relacionar a purificação de Daniel 8:14 com a purificação realizada no dia da expiação, poderíamos afirmar que o sumo-sacerdote levita realizava algum tipo de “juízo investigativo”? O sumo-sacerdote, ao purificar o santuário terrestre, passava em revista pecado a pecado, individualmente? Fazia ele uma investigação? Ele fazia um juízo, um julgamento? Ou simplesmente oferecia o sangue do sacrifício para que todos os pecados acumulados fossem definitivamente removidos de uma vez por todas (não em partes)? De onde vem a idéia de que os pecados perdoados dos justos mortos são passados em revista?
  3. A terceira questão tem a ver com o destino dos pecados confessados desde Adão. Simbolicamente, para onde são transferidos estes pecados? Para o fundo do mar (Miquéias 7:19) ou para o santuário celestial? O que a Bíblia diz a respeito?
  4. Outra questão semelhante a anterior: Qual foi a atitude de Deus em relação aos pecados confessados? Deus apaga e esquece nossas transgressões ou mantém um registro dos pecados confessados para que sejam investigados no juízo que começou em 22/10/1844, quando Jesus iniciou uma investigação, pecado a pecado, para cancelar (ou expiar) um a um? O que a Bíblia diz a respeito?
  5. A próxima questão diz respeito à diferença entre a “interpretação natural” e a “interpretação induzida” para Daniel 8:14. Imagine que Dona Maria entre no quarto de Juninho, seu filho, e perceba uma grande desordem no local: livros e brinquedos pelo chão, restos de comida sobre a cama, fitas de videogame em um canto junto com as roupas. Diante deste cenário, Dona Maria pergunta para Juninho: “Quanto tempo vai durar esta visão terrível em seu quarto Juninho?”. Imediatamente Juninho responde: “Até duas horas e o quarto será limpo”. Qual é a interpretação natural a respeito da resposta de Juninho? Será que Juninho está querendo dizer que daqui a duas horas iniciará o processo de limpeza ou que em duas horas O QUARTO JÁ ESTARÁ limpo? Não há dúvidas aqui. A interpretação natural da resposta de Juninho nos leva a crer que se ele cumprir sua promessa, sua mãe poderá voltar em duas horas que o QUARTO JÁ ESTARÁ limpo. Interpretar que Juninho iniciaria a limpeza após as duas horas é uma “interpretação induzida”, contrária ao contexto e ao significado da palavra “ATÉ” que, segundo o dicionário Houaiss, indica UM LIMITE POSTERIOR DE TEMPO. Juninho, ao dizer “até duas horas” estava impondo um limite, ou seja, tempo máximo, para realizar a limpeza. Com relação a Daniel 8:14 a questão é: Por que a interpretação tradicional adventista com relação ao tempo da purificação não é uma “interpretação natural”, ou seja, que após 2300 tardes e manhãs o santuário JÁ ESTARIA purificado? Por que a IASD adotou uma “interpretação induzida”, lançando fora o contexto e o significado limitador da preposição “até” ao interpretar que a purificação iniciaria após o prazo máximo estabelecido, e pior, sem data para terminar?
  6. A sexta questão diz respeito à interpretação que o livro de Hebreus dá para o dia da expiação típico. Hebreus 9 fala detalhadamente sobre isso. No verso 2 é apresentado o lugar “Santo” e no verso 3 o “Santo dos Santos” que nós conhecemos também como Santíssimo. O verso 12 diz que Cristo “entrou no Santo dos Santos”. Note que o verbo “entrar” está no passado. O autor de Hebreus não diz “Cristo entrará no Santo dos Santos”, mas diz claramente que Cristo “entrou no Santo dos Santos”. Isso significa que quando o livro de Hebreus foi escrito, Jesus já tinha entrado no Santo dos Santos (não esperou até 1844). O verso 24 complementa de forma ainda mais direta quando especifica de forma inconteste o tempo da entrada de Cristo no santuário celestial. O verso diz que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para comparecer agora por nós perante a face de Deus.” O que o autor de Hebreus quis dizer com a expressão “comparecer agora”? Porventura para ele “agora” significa em 1844? Ou significa na época em que o livro de Hebreus foi escrito? O ensino de que Jesus já havia entrado no Santo dos Santos na época em que o livro Hebreus foi escrito é novamente colocado em evidência em Hebreus 10:19. Neste verso somos convidados a entrar no Santo dos Santos “pelo novo e vivo caminho que ele [Jesus] nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne.” Este verso deixa claro qual foi o momento exato em que o acesso ao Santo dos Santos foi liberado: O caminho para o Santo dos Santos foi inaugurado por Cristo quando o véu, ou seja, a sua carne foi rasgada – isso ocorreu no dia da Sua morte. Cristo, após inaugurar este novo e vivo caminho através do véu em sua morte, ascende aos Céus e entra no Santo dos Santos assentando-se à destra de Deus. A questão é: Como conciliar o conceito claramente exposto em Hebreus com a interpretação tradicional adventista? Na época em que o livro de Hebreus foi escrito Cristo já estava assentado à destra de Deus no Santo dos Santos ou tal situação ocorreu apenas a partir de 22 de Outubro de 1844? Antes de responder a estas perguntas é importante lembrar que apesar das mensagens de Hebreus servirem para nós hoje, o livro de Hebreus foi escrito para o povo daquela época. Se houver alguma dúvida neste sentido, basta ler Hebreus 3:13 e 9:9.

Autor: Ricardo Nicotra

 

RESPOSTAS:

Resposta à 1ª pergunta do irmão Nicotra

(Não se tem informação no momento quem tentou responder):

 

A MESMA NATUREZA ?

 

Notamos pelo próprio contexto da pergunta a diferença das palavras usadas, em seu  significado original. Aparentemente o assunto estaria encerrado, pois a tradução definiu a natureza das ações.

 

Mas…

 

TRADUÇÃO = SIGNIFICADO   x   INTERPRETAÇÃO = ENTENDIMENTO

 

A  tradução e a interpretação são dois dos elementos usados na compreensão do texto Bíblico ( não os únicos ). Quando há uma aparente contradição entre ambos ( tradução e interpretação ), precisamos encontrar a “causa”….

 

TIPO DAS INFORMAÇÕES E FORMA DA LINGUAGEM

 

Aqui vemos mais dois elementos na compreensão do texto sagrado, e que podem  ser  a “causa” do aparente choque entre  TRADUÇÃO  e  INTERPRETAÇÃO. Vamos tentar colocá-los  em ordem para explicar de modo mais simples algumas maneiras de como aparecem nas escrituras :

 

 

 

TIPO DA INFORMAÇÃO                 TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO                FORMA DA LINGUAGEM                       INTERPRETAÇÃO                     

 

FATOS REAIS                                    FIEL /  ORIGINAL                                    LITERAL                                           REAL / LITERAL

 

“                                     FIEL/ ORIGINAL                                     LITERAL                                     LITERAL  E SIMBÓLICA/

OUTRO SIGNIFICADO

MEDIANTE A REVELAÇÃO

 

PROFECIAS                                        FIEL /   ORIGINAL                                  LITERAL                                           REAL / LITERAL

 

“                                                            FIEL/ ORIGINAL                                       SIMBOLOS                                   SIGNIFICADO C/ BASE

NA REVELAÇÃO

 

“                                                           FIEL/ ORIGINAL                                            MISTA                                        ENVOLVE ELEMENTOS

DAS 2 INTERPRETAÇÕES

 

SANTUÁRIO JUSTIFICADO  ( TRADUÇÃO ORIGINAL )

 

É claro que as Escrituras devem ser traduzias o mais fielmente possível,  em relação ao original, não havendo desculpa para traduções interpretativas por parte dos historiadores e teólogos, que devem preservar a fidelidade das Escrituras…

 

Apocalipse 22:18,19  Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;

e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro.

 

Um bom exemplo é  o caso da resposta a pergunta 6, onde veremos a importância de mantermos o original, para uma interpretação correta. (lembrando  que  lá se trata de  Fatos Reais )

 

No entanto…

 

Ao lermos Levítico 16, vemos que o TIPO DA INFORMAÇÃO retrata Fatos Reais, são descrições de acontecimentos  verdadeiros e literais, embora a INTERPRETAÇÃO é dupla,  por exemplo a palavra bode;

 

TIPO DA INFORMAÇÃO      TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO      FORMA DA LINGUAGEM          INTERPRETAÇÃO 

 

     LEVITICO 16      –                FATOS REAIS                              BODE                                       LITERAL                        REAL E FIGURADA *

 

* SABEMOS  QUE O SACRIFÍCIO DO BODE E OUTROS ANIMAIS, REPRESENTAVAM O DE CRISTO, FIGURADAMENTE, ASSIM A INTERPRETAÇÃO, NESTE E EM OUTROS CASOS PODE SER DUPLA

 

Já Daniel 8, vemos que o  TIPO DE INFORMAÇÃO é Profético, e a FORMA DA LINGUAGEM simbólica;  a palavra bode  em Lev 16,  é interpretada literaL e figuradamente,  já  neste cap de Daniel  a interpretação muda de acordo com a revelação ( Verso 21 ), vejamos;

 

Daniel 8:21  mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei

                    

TIPO DA INFORMAÇÃO      TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO      FORMA DA LINGUAGEM          INTERPRETAÇÃO               

DANIEL 8             –                PROFECIA                                     BODE                                             SIMBOLICA                        REI DA GRÉCIA

 

NOTAMOS POR ESTE EXEMPLO QUE NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE ACHAR QUE POR TERMOS A TRADUÇÃO  ORIGINAL DE UMA PALAVRA ,COM SEU SIGNIFICADO ( no caso bode ), TENHAMOS DE APLICAR À INTERPRETAÇÃO EM TODOS DIFERENTES TIPOS DE INFORMAÇÕES QUE AS ESCRITURAS QUEREM TRANSMITIR..

 

INTERPRETANDO

 

Na leitura de daniel 8 vemos o uso dos símbolos como FORMA DE LINGUAGEM, na transmissão da informação,  ( versos 1-14 ) e que sua interpretação  tem início no próprio contexto ( versos 16-26 )

 

TIPO DA INFORMAÇÃO      TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO      FORMA DA LINGUAGEM             INTERPRETAÇÃO               

DANIEL 8          –                  PROFECIA                                   ORIGINAL                                          SIMBOLICA                    BASE NA REVELAÇÃO

 

Assim definido o processo de Interpretação, vejamos a palavra em questão “Santuário será Justificado”:

 

TIPO DA INFORMAÇÃO      TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO      FORMA DA LINGUAGEM       INTERPRETAÇÃO               

   VERSO 14                            PROFECIA                                     SANTUÁRIO                               SIMBOLO                  REVELAÇÃO / SANTUÁRIO

CELESTIAL Heb 9:11;24

JUSTIFICADO                            SIMBOLO                 REVELAÇÃO / CERIMÔNIA

DIA DA EXPIAÇÃO Heb 9:6-9,

Lev. 16:30

 

O termo “Santuário será Justificado “ deve então ser  Interpretado “o Santuário Celestial será Expiado “, uma vez que nas cerimônias do Santuário Terrestre ( Símbolo ) não há menção a tal cerimônia    ( Heb 9:7,8 ), e pelo o termo usado na FORMA DA LINGUAGEM  ser simbólico não permitindo uma INTERPRETAÇÃO LITERAL.

 

Conclusão: A INTERPRETAÇÃO da diferença na natureza das palavras  ( tradução/significado original ), no caso das Profecias  em Linguagem por Símbolo, devem ser INTERPRETADAS de acordo com seu significado, baseado na REVELAÇÃO, e não em seu significado Literal ( tradução ). Desta maneira, a tradução “ o santuário será justificado “ ou declarado justo ou qualquer variante, deve ser Interpretado        ( deixando claro – Interpretação = entendimento ou compreensão, não tradução )  “ Santuário Celestial será Expiado “

 

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Comentários de Ricardo Nicotra sobre a resposta à pergunta 1:

 

A resposta à primeira pergunta abordou apenas o aspecto do significado das palavras. Pelo que entendi, o ponto central apresentado nesta resposta é o seguinte: Não importa que em Levíticos 16 o santuário apareça sendo “expiado” (no original kaphar) e em Daniel 8 o santuário apareça sendo “justificado” (no original, tsadaq), pois o que vale não são as palavras, mas o significado delas dentro da “forma de linguagem” que se está utilizando. Diante disso a ação “expiar” que aparece com forma de linguagem literal seria absolutamente equivalente à ação “justificar” quando esta aparece numa forma de linguagem simbólica. Em suma, segundo a resposta 2 a purificação do santuário de Levíticos 16 é a mesma purificação de Daniel 8.

 

Eu não posso discordar desta tese antes de ouvir a defesa. Gostaria de saber por que “kaphar” quando aparece numa forma de linguagem literal é equivalente a “tsadaq” quando aparece numa forma de linguagem simbólica. Como disse, eu não posso concordar ou discordar da tese antes de ouvir a defesa.

 

Ao analisarmos a natureza da purificação de Levíticos 16 e Daniel 8 o aspecto mais importante, no entanto, não é a interpretação de uma palavra, mas a análise dos contextos destes dois trechos. Infelizmente o aspecto contextual apresentado na pergunta 1 foi completamente ignorado na resposta. Em Levíticos 16 a purificação consiste da remoção dos pecados confessados do povo de Deus. Já no contexto de Daniel 8 a purificação (ou justificação) consiste na remoção da abominação desoladora e da profanação imposta pelo chifre pequeno. Infelizmente a resposta à pergunta 1 não tocou nem de leve no aspecto contextual que é importantíssimo, já que queremos chegar a uma compreensão adequada de qual é a natureza da purificação.

 

Portanto, para que a resposta seja satisfatória, é necessário duas coisas:

 

  • Trabalhar um pouco mais para provar a tese relacionada ao sentido das palavras. Isso significa que o leitor da resposta deve ficar plenamente convencido de que as duas palavras (tsadaq e kaphar), mesmo sendo diferentes no hebraico, significam absolutamente a mesma coisa.
  • Conciliar os contextos de Levíticos 16 e Daniel 8 com relação à natureza da purificação. (Esta é, sem dúvida, a parte mais importante pois entendemos que a compreensão do texto depende muito mais do contexto do que do significado particular de uma ou outra palavra, embora estas possam ajudar no entendimento).

 

 

Resposta da 2ª Pergunta do irmão Nicotra:

 

Com base na resposta anterior, seguindo a INTERPRETAÇÃO DA REVELAÇÃO: “ Santuário Celestial será Expiado”, temos:

 

TIPO DA INFORMAÇÃO      TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO      FORMA DA LINGUAGEM            INTERPRETAÇÃO               

 DANIEL 8:14     –                   PROFECIA                                 SANTUÁRIO/ JUSTIFICADO                SIMBOLO        SANTUÁRIO CELESTIAL/EXPIADO

Dia da Expiação

 

Vamos examinar o termo Dia da Expiação, para então aumentarmos nossa compreensão do termo “Santuário Celestial será Expiado “:

 

TIPO DA INFORMAÇÃO      TRADUÇÃO/ SIGNIFICADO      FORMA DA LINGUAGEM            INTERPRETAÇÃO               

LEVÍTICO 16      –                    FATO REAL                                   DIA DA  EXPIAÇÃO                         LITERAL                         LITERAL  E  FIGURADA

 

Na Interpretação Literal, vemos o objetivo da cerimônia….

 

 Levítico 16:30  Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o SENHOR.

 

Ela é descrita no livro de Hebreus sendo parte da primeira aliança…

 

Hebreus 9:1 Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e o seu santuário terrestre.

 

Hebreus 9:7  mas, no segundo, o sumo sacerdote, ele sozinho, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância do povo,

 

Esta  Aliança  seria removida…

 

Hebreus 8:7  Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda.

 

Hebreus 9:8,9  dando nisso a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo, que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço,

 

Hebreus 8:3-5  Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer.  Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a leios quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.

 

Sobre a  nova  aliança lemos, ( os Bens Futuros )..

Hebreus 9:11  Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

 

Hebreus 8:6  Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.

 

Sobre o seu objetivo de suas promessas …

Hebreus 8:12  Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

 

Veremos mais informações sobre  esta promessa na resposta a pergunta 4

 

Interpretação Figurada:

Portanto,de acordo com Hebreus 10:1…

 

Hebreus 10:1 Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.

 

      PRIMEIRA ALIANÇA                           NOVA ALIANÇA

     Promessa                       Purificação  dos Pecado         Misericordioso com suas iniqüidades

Diante do Senhor                  dos pecados jamais Me Lembrarei

 

Lei / Sacrifícios                               SOMBRA                                     BENS FUTUROS

Dia da Expiação                                       Juízo

 

Temos então a seguinte:

Serviço Diário ( Hebreus 9:6 )

 

O sacrifício feito pelo pecado simbolizando o  arrependimento e confissão ( Salmo 51:17, Provérbios 28:13 I João 1:9; Prov.16:6 ).

A ministração sacerdotal no altar de incenso ( asperção ) e /ou no altar de holocaustos ( derramado ao redor ou comendo a carne do sacrifício ) era a concretização do perdão / expiação ( Lev 4:18,20,30 etc); simbolizando os registros nos livros celestes ( Mal 3:16 Ecle 5: ), e a Intercessão de Cristo no Serviço Diário ( Heb 7:25 e 9:25 ).

 

Sombra                                                                            Bens Futuros / Imagem Exata

Sacrifício……………………………………………………..Arrependimento e Confissão / Sacrifício de Cristo ( mente).

(purificada )

Ministração Sacerdotal………………………………….Intercessão de Cristo  no Santuário Celestial

 

Altar de incenso e/ou altar de holocaustos ………Registros nos livros Memoriais

 

Dia da Expiação   ( Heb 9:7 )

 

No dia da expiação o sangue aspergido, no propiciatório manifestava o interesse daqueles que   “afligiam” suas almas “ buscando a purificação dos pecados ( Lev 16:29,30 ) representava a  intercessão pelos vencedores que mantiveram a confissão até o fim buscando a promessa tendo seus nomes retidos no livro da vida ( Hebreus 10:35-38 –  Apoc 3:5 etc,)”,

 

A expiação do altar diante do  Senhor ( Lev 16:18,19 ) simboliza a remoção dos registros dos pecados, o cumprimento total da Promessa do novo concerto  ( Heb 8:12 ),

O bode vivo ao deserto simbolizando Satanás na Terra Desolada por mil anos ( Apoc 20:1-3 ).

 

Sombra                                                                                   Bens Futuros

Propiciatório………………………………………………… Intercessão / Nomes Retidos no Livro da vida

Altar de Incenso/ou altar de holocaustos ……… . Remoção do Livros  ( Registro do Pecados )

Bode Vivo ao Deserto  ………………………………….Satanás / Terra Desolada  / Mil anos

DIA DA EXPIAÇÃO  =  JUIZO

 

Lemos ainda sobre a promessa do novo concerto….

 

HEBREUS 9:24-28

24 – Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;

25 – Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.

26 – Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

27 – E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,

28 – assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.

 

Com relação a entrada de Cristo no Santuário Celestial ( vers 24 ) ler detalhes na resposta a pergunta 6.

 

Na comparação feita nos textos bíblicos acima temos:

 

Com relação aos homens….

Hebreus 9:27,28 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,

 

Com relação aos mortos ….

Apocalipse 20:11-14  E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.

 

Sabemos que estes não são os mortos justos pois…

 

Apocalipse 20:6  Bem aventurado e santo o que tem parte na 1ª ressurreição, sobre estes não tem pode a 2ª morte mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos…

 

1 Ts 4:16  Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;

 

Apocalipse 14:13  E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam

 

Porque as obras dos justos mortos devem segui-los?…

2 Coríntios 5:10  Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal

 

Romanos 14:10  Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

 

Tiago 2:12 Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.

 

Então Haverá um julgamento para a casa de Deus ?

Apocalipse 14:7  dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu JUÍZO. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

 

Malaquias 3:16  Então, os que TEMIAM ao SENHOR FALAVAM UNS AOS OUTROS; o SENHOR atentava e ouvia; HAVIA UM MEMORIAL ESCRITO DIANTE DELE para os que TEMEM AO SENHOR e para os que se LEMBRAM DO SEU NOME.

 

ÊXODO 32:33: Então, disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro.

 

Em Mateus 22 Cristo ilustrou uma cena do exame das vestes dos convidados, para ceia das bodas do Cordeiro

 

Mateus 22:11,12  E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.

E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

 

Este homem simboliza ….

Apocalipse 19:9  E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.

 

No entanto, ao fim do  relato em Mateus 22 diz Cristo:

Mateus 22:14  Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.

 

Porque poucos escolhidos ?

Ezequiel 18:34  Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, e fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.

 

Todos que alcançaram perdão, e a purificação da consciência mediante os méritos de Cristo são exortados

a perseverarem em reter a confissão da sua esperança…

Hebreus 10:22,23 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa,  retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.

E ….

Hebreus 6:11,12  Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.

 

Hebreus 10:29,30 De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.

 

Salmo 69:28  Sejam riscados do livro da vida e não sejam inscritos com os justos.

 

1 Pedro 4:18 E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador?

 

Apocalipse 21:27  E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da  vida do Cordeiro.

 

Apocalipse 20:15  E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

 

Mas….

Apocalipse 3:5 – O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos

 

Nesta confissão, o mediador do Novo Concerto incluirá os vencedores de todos os tempos, como o Sumo Sacerdote ( na Sombra ) ia Diante do Senhor e fazia a propiciação….

 

Hebreus 11:39,40  Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

 

Hebreus 9:15     E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

 

Assim a promessa do Novo Concerto se cumprirá aos que o esperam para Salvação  ( ver mais informações sobre a intercessão no juízo na resposta a pergunta 4 )

 

Hebreus 9:28  assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.

 

A SOMBRA NÃO A IMAGEM  EXATA  ( Hebreus 10:1 )

 

A sombra é  reprodução da forma  do objeto que se interpõe ao foco de luz, sendo que os detalhes não são transmitidos com precisão.

 

ENTÃO…

 

       SOMBRA……………….OBJETO…………………….FOCO

 

Com esta definição e mediante  o texto Bíblico  temos;

 

Definição        –         SOMBRA……………………………OBJETO……………………………………..FOCO

                       

Texto Bíblico  –         SOMBRA……………………….BENS FUTUROS………………………..PROMESSAS

                           NÃO A IMAGEM EXATA

 

Desta forma, no Dia da Expiação, podemos dizer com base nos detalhes dos  “Bens Futuros” ( a Imagem Exata ), que era feito uma forma de Juízo ( na Sombra ) ver tabela pág 5,6 e a intercessão final diante de Deus neste juízo será para  os vencedores  (Apoc 3:5)  …

 

Sombra :                                         Bens Futuros

“afligireis as vossas almas” ………. …. ” os que não retrocedem”

( Lev.16:29 )                                  ( Hebreus 10:38,39 )

 

Conclusão: A interpretação  “Santuário Celestial será Expiado “,  faz referência ao Dia da Expiação               ( Sombra ) que esta inserido no contexto da Primeira Aliança, sendo a cerimônia onde por meio do qual os participantes recebiam a Promessa:

( Lev 16:30 -…purificados de todos os vossos pecados diante do Senhor ).

Sendo o Juízo ou Exame dos Convidados ( Bens Futuros ) o modo, para o cumprimento  total  da promessa da Nova Aliança:

( Heb 8:12 – … serei misericordioso para com suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei  )

Todos os justos possuem registros escritos diante do Senhor… e mediante eles cada um receberá de acordo com as obras feitas por meio do corpo,  pois os homens morrem uma vez e depois disto o Juízo (Heb 9:27). Todos os mortos que aguardam a promessa juntar-se-ão aos vivos nas intercessão final, onde Mediador da Nova Aliança confessará os nomes que permanecem no livro da vida, que testificam da perseverança e  certeza da esperança por parte destes, que farão parte da primeira ressurreição.

 

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Comentários de Ricardo Nicotra sobre a resposta à pergunta 2:

 

Na pergunta 2 pedi uma ligação entre a justificação do santuário apresentada em Daniel 8 e o “Juízo Investigativo” no qual, segundo a IASD, não serão julgados todos os homens, mas apenas os justos.

A resposta 2, apesar de extensa, dedicou muito espaço para explicar a simbologia do santuário terrestre e pouco espaço para relacionar a purificação de Daniel 8 ao juízo investigativo.

 

Devemos lembrar que, segundo a IASD, o juízo investigativo têm características distintivas: (1) Nele são julgados apenas os justos (2) Ele acontece antes da volta de Cristo

 

Infelizmente os versos bíblicos a respeito do juízo e julgamento citados na resposta 2 não falam sobre o juízo investigativo. Vejamos:

 

Hebreus 9:27 – “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo.” – Que evidências temos de que o juízo citado neste verso é o juízo investigativo? Nenhuma! De que homens este verso está falando? Só dos justos? O juízo citado em Hebreus 9:27 é o juízo pelo qual passarão todos os homens. Se é assim então não pode ser o juízo investigativo, pois por este apenas passarão os justos.

 

Apocalipse 20:11-14 – “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.”

Este verso claramente não fala sobre o juízo investigativo, mas trata-se do juízo após o milênio.

 

II Coríntios 5:10 – “Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.” – Este verso também não fala sobre o juízo investigativo pois neste juízo estão incluídos os justos (que praticaram o bem) e os ímpios (que praticaram o mal) e que serão punidos. Lembrando que no dia da expiação apenas os pecados confessados dos justos é que eram levados em conta no processo. Os ímpios não tinham qualquer participação no dia da expiação e portanto II Coríntios 5:10 não pode estar se referindo a um evento que seja o cumprimento profético do dia da expiação já que as cerimônias deste dia não incluiam uma análise dos pecados não confessados dos ímpios.

 

A citação da parábola do convidado sem veste nupcial segue a mesma linha dos versos anteriores: Ao incluir ímpios no juízo, este deixa de ser o juízo investigativo pregado pela IASD. Lembrando que diante dos olhos de Deus no dia da expiação estavam apenas os pecados confessados dos justos. O julgamento de qualquer ímpio não é tipificada pelo dia da expiação.

 

Há na resposta 2 outros versos que citam juízo de forma genérica sem apresentar as características que nos convenceriam de que se trata do juízo investigativo.

 

Note que há duas dificuldades praticamente insuperáveis: (1) A primeira é apresentar um verso bíblico que claramente apresente o juízo investigativo (logicamente dando suas características: um juízo pré-advento e no qual apenas os pecados confessados dos justos serão analisados. (2) A segunda dificuldade é relacionar o juízo investigativo com a justificação do santuário citada em Daniel 8. A justificação do santuário descrita em Daniel 8 consiste da remoção da abominação desoladora imposta pelo chifre pequeno. Não há nenhum argumento convincente e claro na resposta 2 que faça o leitor acreditar que a justificação do santuário apresentada em Daniel 8 é um juízo investigativo no qual só os santos serão julgados.

 

Há muitos versos bíblicos na resposta 2, mas eles não parecem estar concatenados logicamente de modo a servirem para construir uma tese que relacione Daniel 8 ao juízo investigativo conforme proposto na pergunta 2.

 

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Resposta à 3ª pergunta do irmão Nicotra:

 

SIMBOLICAMENTE

 

Lançará todas nas PROFUNDEZAS DO MAR …. Miq 7:19 . Esta é a resposta segundo este verso.

 

Mas isto vai depender da minha preferência já que a Bíblia também diz….

 

Desfaço as tuas transgressões COMO A NÉVOA , e os teus pecados COMO A NUVÉM… Isa 4:22

 

Simbolicamente, qualquer dos versos está completamente certo ( não só Miq. ), todo verso onde apareça alguma expressão que contenha e manifeste a promessa do perdão pleno, completo e o desejo de Deus em ver seu povo unido a Ele, esta correta.

 

DESTINO DOS PECADOS CONFESSADOS DESDE ADÃO

 

E em REALIDADE para onde são transferidos nossas confissões dos pecados, com nossa resolução de seguir atitudes diferentes, palavras e ações…  tudo se perde no ar como a névoa ou se desfaz como a nuvem ?

 

É claro que não. Vejamos:

 

Tudo que diz respeito a nossa vida está registrado em livros no céu.

 

NOSSA VIDA: SALMO 139:16

 

“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, E NO TEU LIVRO foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”.

 

Neste Salmo, é bom notarmos que  inicia com o Salmista falando da Onisciência de Deus. Não podemos entender o livro como simbólico,  pois a geração da vida do salmista é real…

 

AÇÕES :  PALAVRAS ( VER MATEUS 12:36,37 ) MALAQUIAS 3:16, ECLESIASTES 5:5-7

 

Malaquias 3:16  Então, os que temiam ao SENHOR FALAVAM UNS AOS OUTROS; o SENHOR atentava e ouvia; HAVIA UM MEMORIAL ESCRITO DIANTE DELE para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome.

 

DECEPÇÕES, TRISTEZAS: SALMO 56:8

 

Salmos 56:8 ¶ Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não ESTÃO ELAS INSCRITAS NO TEU LIVRO?

 

ÊXODO 32:31-33: E  aconteceu que, no dia seguinte, Moisés disse ao povo: Vós pecastes grande pecado; agora, porém, subirei ao SENHOR; porventura, farei propiciação por vosso pecado.

Assim, tornou Moisés ao SENHOR e disse: Ora, este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro.

Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.

Então, disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro.

 

Com esta resposta dada pelo próprio Senhor , vemos que  TUDO COM RELAÇÃO A NOSSA VIDA ESTÁ REGISTRADO EM SEUS LIVROS.

 

AS CONFISSÕES

Simbolicamente, no santuário terrestre ( A SOMBRA ), a confissão e o pedido de perdão eram registrados no santuário ( altar de incenso ), mediante a ministração do sacerdote e através do sangue do sacrifício – ver Lev 4:5,6,16,17, 27-31 ( durante o ano todo ). Os israelitas, sabiam que aquele sangue colocado sobre o altar, representava o registro do perdão feito por Deus, no céu.

 

Assim, sabemos hoje ( Imagem Exata ) que nossas orações chegam ao Santuário Celestial, ao altar  que está diante do trono ( Apoc 8:3 ), e como estamos estudando,  Deus continua a  registrar as orações, confissões e o perdão em livros…  e estes com seus registros serão  abertos antes da  2ª Vinda de Cristo  no Juízo   para definir os casos do povo de Deus, pois:

 

Ao  vencedor…

Apocalipse 3:5  O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

 

Na Cidade Santa……

Apocalipse 21:27  E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da  vida do Cordeiro.

 

Condenação ….

Apocalipse 20:15  E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

 

Conclusão.  São simbolicamente, os pecados transferidos  Para o fundo do mar (Miquéias 7:19) ou  desfeito como a névoa  ou como achar melhor, de acordo com o texto de sua preferência uma vez que é um simbolismo. E são em realidade  registrados  em   livros no Santuário Celestial, como a Bíblia diz.

 

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Comentários de Ricardo Nicotra sobre a resposta à pergunta 3:

 

Os versos usados na resposta 3 dizem que existem livros no céu onde são registrados os atos dos homens. Há também o livro da vida onde está escrito o nome de cada pessoa que está salva. Quanto a isso não há nenhuma dúvida. Através dos versos apresentados fica claro também que Deus pode apagar registros que estão nos livros. Ou seja, Deus tem o poder de incluir e apagar.

 

A pergunta 3 refere-se especificamente ao que acontece com os registros dos pecados quando estes são confessados e perdoados. Esse é o ponto.

 

Nenhum verso da resposta abordou sobre o que acontece no céu com o registro do pecado quando o mesmo é confessado e perdoado.

 

O único verso apresentado nesta resposta que cita explicitamente o “pecado” foi Isaías 4:22 que, felizmente, contribui para a defesa da tese de que Deus não mantem qualquer registro do pecado após o mesmo ser confessado e perdoado. Isaías 4:22 diz que Deus desfaz nossas transgressões como a névoa e nossos pecados como a nuvem. Amém.

 

A teoria de que os pecados continuam nos registros celestes mesmo após serem confessados e perdoados é uma agressão ao perdão total e completo oferecido por Cristo. Ele perdoa e não mantem registros para futura investigação. Qualquer posição contrária a esta gerará contradição como claramente percebemos na conclusão desta resposta (último parágrafo da resposta) que transcrevo aqui:

 

“Conclusão.  São simbolicamente, os pecados transferidos para o fundo do mar (Miquéias 7:19) ou  desfeito como a névoa  ou como achar melhor, de acordo com o texto de sua preferência uma vez que é um simbolismo. E são em realidade  registrados  em livros no Santuário Celestial, como a Bíblia diz.”

 

Ora. Esta conclusão é absurda por si mesma, pois o simbolismo foi na contramão da realidade. Senão vejamos. Como algo simbólico pode indicar uma realidade completamente oposta? Se simbolicamente os pecados são lançados no fundo do mar e desfeitos como a névoa, como é possível que este simbolismo indique uma realidade em que os pecados são registrados em livros? Lançar no fundo do mar e desfazer como a névoa significa eliminação dos registros e não inclusão de registros como se pretende. É necessário revisar esta conclusão, pois está completamente equivocada.

 

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Resposta à 4ª pergunta do irmão Nicotra:

 

Nesta questão ( 4 ) não precisamos escolher  uma das duas opções como nos é proposto, uma vez que tanto uma como a outra  são verdades  claras nas Escrituras….

 

Já vimos que Deus mantém um registro de nossa vida, nossas ações ( inclusive  a confissão, como vimos na resposta anterior )

 

Precisamos entender DE QUE FORMA E QUANDO  SÃO APAGADOS E ESQUECIDOS OS PECADOS ?

 

DE QUE FORMA  ?

 

Deus “apaga” a CULPA do pecado , mediante o sacrifício de seu Filho:

…purifica nossa consciência das obras mortas… Heb 9:14

 

E “esquece”  Condicionalmente nossas transgressões….

 

… se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá.

De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá. Ezequiel 18:21,22.

 

O “apagar e o esquecer”   da  CULPA E DO PECADO são condicionais, pois se eu voltar a “escolher o pecado”, terei novamente a culpa.

 

Como na resposta anterior vimos que este apagar, ou desfazer  é simbólico ( para compreendermos  o completo perdão de Deus ).

 

Sabemos que nossa consciência e memória carrega  o  registro da ação do pecado cometido, pois se buscarmos lembrar dos erros, porventura não lembraremos ? esquecemos totalmente ? como pois muitas vezes testemunhamos de nossa vida passada citando tais acontecimentos ?

 

Deus  apaga a culpa do ato e o gosto pelo pecado, mas o  registro permanece…..

 

Ezequiel 20:43  E ali vos lembrareis de vossos caminhos e de todos os vossos atos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas maldades que tendes cometido.

 

Esta certeza, com relação ao relacionamento fica clara na nossa própria vida. Você já perdoou alguém por um pecado grave ? Esqueceu completamente da ação após ter reatado o relacionamento com esta pessoa? Foi apagado o registro da sua mente ao perdoar ?

 

É claro que não. No entanto isto não impede de mantermos um relacionamento normal novamente já que….

 

Isaías 43:18  Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas.

 

Deus fala aqui, neste verso  para não lembrarmos…, ou seja, não ESCOLHERMOS PENSAR nas coisas passadas, e nos dá a certeza quando diz “nem as considereis”. Não considerar, é não levar em conta algo que existe, no caso o fato ou a lembrança.

 

Assim também Deus,  não procura lembrar dos nossos pecados ( como  faz Satanás , acusando-nos ), esquecendo-se ( não  considerando-os )  com relação a Salvação e ao nosso Relacionamento com Ele pois se aceitarmos as condições…

 

Provérbios 28:13  O QUE ENCOBRE as suas transgressões nunca prosperará; MAS O QUE AS CONFESSA E DEIXA ALCANÇARÁ MISERICÓRDIA.

 

Romanos 5:1  Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo

 

ELE CUMPRIRÁ A PROMESSA

 

Hebreus 8:12  Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.

 

QUANDO ? 

 

Hoje  =  Culpa  +  Relacionamento / Condicional :

 

Naturalmente ao respondermos  de que FORMA ACONTECE , temos a certeza  que hoje podemos alcançar o perdão, basta aceitarmos as condições…

 

Futuro =  Registros + Julgamento do Seu Povo / Condicional :

 

Aqui, veremos a situação dos registros feitos de nossas ações, uma vez que temos o testemunho pessoal de que somos aceitos por Deus.

 

Sabemos que Deus não precisa de Livros, mas no entanto existem estes registros, para atestar da veracidade do seu Julgamento àqueles que necessitam, OS SANTOS por exemplo …

 

Apocalipse 20:12  Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro  da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.

 

…Aqueles que necessitam:

 

I Coríntios 6:2,3: Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas?  Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?

 

Compreendemos a Verdade  que Deus examinará o caso dos professos justos  ( ver detalhes na resposta a pergunta 2 ), vamos examinar ainda  Ezequiel  cap.18 nos versos 30,31; lemos…

 

Ezequiel 18:30,31  Portanto, eu vos JULGAREI, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel?

 

A “casa de Israel” – povo de Deus – tinha a certeza de que seus caminhos seriam  Julgados pelo Senhor ( no futuro, a Imagem Exata ) , pois o próprio  Deus ensinou a eles estas verdades através do Santuário e

seus  serviços ( Sombra –  no caso o Dia da Expiação ), onde todo o povo era purificado dos seus pecados perante o Senhor – ver Lev 16: 30,34 ( Simbolicamente uma vez por ano ).

 

Surgem algumas indagações;

 

Porque era necessária uma segunda  purificação por parte do povo?

Não tinha eles trazido de quando em quando suas ofertas durante o ano, confessando os pecado e ido embora perdoados?

Porque precisavam ser perdoados outra vez ?

 

É bom lembrarmos que nossa salvação é sempre condicional, dependendo do arrependimento e de perseverança.

Deus perdoa, mas o perdão não é incondicional e independente da futura direção do pecador. Notai com explica Ezequiel 18:24:

 

Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniqüidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá

 

De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá.

 

Deus mantém um registro de cada homem. Sempre que , de coração sincero , ascende uma súplica por perdão, Ele perdoa. Mas por vezes os homens mudam de idéia. Arrependem-se de seu  arrependimento. E assim Deus, registra o perdão e espera  o apagar final dos pecados, pois desta maneira os homens podem confirmar suas decisões, até o fim das suas vidas…

 

Hebreus 10:22,23  Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, RETENHAMOS FIRMES A CONFISSÃO DA NOSSA ESPERANÇA, porque fiel é o que prometeu.

 

Hebreus 10:35-38  Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará. Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.. ( Heb 10:35-38

 

I Corintios 15:1,2  Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis;  pelo qual também SOIS SALVOS, SE O RETIVERDES tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão.

 

Mateus 24:13  Mas aquele que PERSEVERAR ATÉ AO FIM será salvo.

 

Se ao fim de sua vida, se acham ainda com a  mesma decisão, os considera fiéis ( já que o justo vive da fé e a fé sem as obras é morta, portanto sua fé esta registrada  nos livros através dos feitos do corpo )  no julgamento seus nomes serão retidos no livro da vida …

 

Apocalipse 3:5  O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

 

CONCLUSÃO :Assim  se cumprirá com força total  o  “apagar  e  esquecer”  do texto de Hebreus cap. 8:12;

 

Hebreus 8:12  Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.

 

Já que esta promessa é dupla e condicional :

 

                                                                  CONDICIONAL

 

Hoje = Culpa e Relacionamento                                             No Juízo = Registros nos Livros do Céu

 

 

 

 

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Comentários de Ricardo Nicotra sobre a resposta à pergunta 4:

 

A resposta à pergunta 4 defende que quando alguém é perdoado Deus não apaga imediatamente seus pecados do livro dos céus, mas registra o perdão ao lado do registro do pecado. A razão para isso, segundo esta resposta, é que se o pecador vier a reincidir no erro o perdão é removido inclusive dos pecados passados. Esta ação de Deus seria equivalente a “desperdoar” pecados já perdoados. É por isso que na resposta existe o conceito de “perdão condicional” que significa o seguinte: eu te perdôo se você não pecar mais, mas se voltar a pecar considere-se desperdoado.

 

Há muitos que defendem que Deus “desperdoa” pecados. Usam inclusive a Bíblia para isso. Ouvi de uma pessoa que utilizava a parábola do credor incompassivo para provar que Deus “desperdoa” pecados. O rei que havia perdoado o seu devedor, ao ver que este não havia perdoado a dívida de uma outra pessoa decidiu então desperdoá-lo. Pode parecer incrível mas já vi pessoas tirando esta lição desta parábola.

 

O verso de Ezequiel 20:42 usado para mostrar que Deus se lembra dos pecados e não se esquece foi tirado de um contexto no qual o povo de Deus vivia em apostasia. Advogamos que Deus esquece apenas os pecados confessados ou perdoados. Usar um verso tirado de um contexto de apostasia de Israel para provar que Deus não esquece os pecados mostra que a pessoa que preparou a resposta não está entendendo sobre o que está escrevendo ou usou de má fé. Outros versos usados na resposta como Apocalipse 20 que fala dos pecados daqueles que participam da segunda ressurreição também estão fora do escopo da pergunta. O nosso foco é o que acontece com os pecados dos justos – pecados confessados e perdoados.

 

Entendo que os pecados que Deus perdoou, estes já foram para o fundo do mar, desfizeram-se como a névoa e por isso não podem mais ser considerados contra o ofensor. Se este vier a pecar no futuro, então necessitará de perdão apenas do novo pecado, não de todos os pecados passados que já foram perdoados e eliminados dos registros por Deus. Isto parece óbvio, mas não é tão óbvio para os que advogam a possibilidade de Deus “desperdoar” pecados.

 

As pessoas que acreditam que Deus pode “desperdoar” pecados, ou seja, eliminar um perdão já concedido no passado devem proceder da seguinte forma: Sempre que cometem um erro devem pedir perdão não apenas pelo pecado cometido na ocasião, mas por todos os pecados já cometidos em toda a sua vida, pois se a cada pecado que cometemos Deus desperdoa os pecados passados, então sempre que cometemos um novo pecado somos culpados de todos os pecados já cometidos em toda a nossa vida. Absurdo, não?

 

A obra do inimigo é fazer com que os crentes duvidem do perdão total e completo de Cristo. O apagamento total e completo dos pecados dos justos irrita sobremaneira Satanás. Desta forma o inimigo tenta introduzir falsas doutrinas segundo as quais os pecados não foram completamente apagados, mas estão ali, incubados, prontos para voltarem a conspirar contra o pecador que já havia sido perdoado. Desta forma o inimigo minimiza a obra perdoadora e restauradora de Cristo. O conceito de “perdão com validade condicional” não é bíblico. É fato que há condições para recebermos o perdão (o arrependimento e confissão é uma condição, perdoar nossos semelhantes é outra condição), mas acreditar que uma vez perdoado o perdão pode ser removido é algo completamente estranho às Escrituras.

 

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Resposta à 5ª pergunta do irmão Nicotra:

 

 

A “interpretação tradicional” segue a “interpretação natural” do verso Bíblico.

 

Do modo em que foi formulada a pergunta 5, podemos notar uma diferença crucial na explicação da aparente comparação.

 

Vejamos o que há de errado primeiro na pergunta, depois analisaremos a passagem bíblica:

 

As palavras em negrito e grifadas  mostram o erro na formulação da pergunta.

 

O uso  do verbo o que realmente da sentido  a frase mostra o tempo  da ação ( e não a palavra  até ) esta modificado de ser ( resposta de Juninho – será : ….Até duas horas e o quarto será limpo…) para estar          ( resposta do autor – estará:… Não há dúvidas aqui. A interpretação natural da resposta de Juninho nos leva a crer que se ele cumprir sua promessa,sua mãe poderá voltar em duas horas que o QUARTO JÁ ESTARÁ limpo ) com este “erro” o leitor é levado a pensar que a interpretação natural seria que…

 

… ao  fim  do tempo designado (até) …

 

o quarto ( que em realidade seria na comparação com santuário) estaria limpo. Só que o verbo, tanto na comparação quanto no texto Bíblico é será.

 

Vejamos na prática;

VERBO                           INTEPRETAÇÃO

 

Até 2hs e o quarto     será    limpo   –   até  : limite  ;    será :    ( após o limite )      NATURAL

 

Até 2hs e o quarto  estará    limpo   –   até  : limite    estará :   ( durante o limite)   INDUZIDA

 

 

Até  2300 tardes e manhãs e o santuário  será  limpo – –   até  : limite  ;  será : futuro após o limite

 

Vemos então que há grande diferença na maneira com que se entende,  e maneira a que o autor da pergunta quis passar ao leitor no afã de encontrar problemas no entendimento do verso bíblico.

 

Vamos reescrever a pergunta da maneira que deveria ter sido feita e então com a interpretação correta veremos na própria pergunta o que a Bíblia já deixa claro:

 

A próxima questão diz respeito à diferença entre a “interpretação natural” e a “interpretação induzida” para Daniel 8:14. Imagine que Dona Maria entre no quarto de Juninho, seu filho, e perceba uma grande desordem no local: livros e brinquedos pelo chão, restos de comida sobre a cama, fitas de videogame em um canto junto com as roupas. Diante deste cenário, Dona Maria pergunta para Juninho: “Quanto tempo vai durar esta visão terrível em seu quarto Juninho?”. Imediatamente Juninho responde: “Até duas horas e o quarto SERÁ limpo”. Qual é a interpretação natural a respeito da resposta de Juninho? Será que Juninho está querendo dizer que DAQUI A DUAS HORAS INICIARÁ O PROCESSO DE LIMPEZA ou que em duas horas O QUARTO JÁ ESTARÁ limpo? Não há dúvidas aqui. A interpretação natural da resposta de Juninho nos leva a crer que se ele cumprir sua promessa, sua mãe poderá voltar em duas horas que o QUARTO COMEÇARÁ A SERÁ limpo. Interpretar que Juninho terminaria a limpeza NO PERÍODO DE DUAS HORAS É UMA “INTERPRETAÇÃO INDUZIDA”, contrária ao contexto e ao significado da palavra “SERÁ”  que da sentido a ação no verso juntamente com  “até” que, segundo o dicionário Houaiss, indica UM LIMITE POSTERIOR DE TEMPO. Juninho, ao dizer “até duas horas” estava impondo um limite, ou seja, tempo máximo, para iniciar a limpeza.

 

CONCLUSÃO: APÓS 2300 TARDES E MANHÃ E O SANTUÁRIO SERÁ ( FUTURO ) PURIFICADO

 

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Comentários de Ricardo Nicotra sobre a resposta à pergunta 5:

 

Não há necessidade de contra-argumentar esta resposta. A resposta ofertada foi tão confusa que na conclusão a palavra “até” foi substituída por “após”, mudando completamente o sentido do verso bíblico.

 

A Bíblia diz: “Até 2300 tardes e manhãs…”

A conclusão diz: “Após 2300 tardes e manhãs…” (veja o último parágrafo da resposta)

 

Até” é equivalente a “Após”????

 

Se eu disser ao meu chefe que “Até as 18:00 o relatório será elaborado” ele vai entender que “Após as 18:00 o relatório será elaborado”?

 

É claro que não? Se eu disser “até as 18:00…”, quando for 18:01h meu chefe estará me perguntando: “E ai? Cadê o relatório que você disse que elaboraria até às 18:00h?”.

 

Então eu, com cara de funcionário folgado, responderei. “Chefe, quando disse que até as 18:00 horas o relatório seria elaborado eu queria dizer que após as 18:00 eu iria começar a elaborá-lo.”

 

Então, mostro a lógica apresentada na resposta 5 para provar ao meu chefe que “até” siginifica, na verdade, “após”. E no dia seguinte eu recebo um telefonema do departamento pessoal e uma cartinha agradecendo os anos de serviço na empresa. Imediatamente começo a distribuir meu currículo pela internet. Estou na rua.

 

“Até” significa limite superior de tempo. Se algo acontece até determinado tempo não pode acontecer antes.

“Após” é limite inferior de tempo. Se algo acontece após determinado tempo não pode acontecer depois.

 

Dizer que “até” é equivalente a “após” é torcer tão gravemente as Escrituras que até uma criança de nível primário percebe.

 

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Resposta à 6ª pergunta do irmão Nicotra:

 

O PROBLEMA CENTRAL DA QUESTÃO É INTERPRETAR ONDE CRISTO FOI QUANDO ASCENDEU AO CÉU. NA REALIDADE AS PERGUNTAS SERIAM:

 

ONDE ENTROU, COMO E PARA QUE ?:

 

A PARTIR DE SUAS RESPOSTAS TEREMOS O SENTIDO REAL DA INTERPRETAÇÃO, JÁ QUE ESTAREMOS LIDANDO, COM A LINGUAGEM DE FATOS REAIS ( O CONTRÁRIO DA PERGUNTA 1 )

 

TRADUÇÃO

 

Precisamos entender a aplicação original do termo Grego para tradução Lugar Santo, Santo dos Santos e Santuário. Vejamos:

 

Santuário:

 

Hebrews 9:2  skhnh gar kateskeuasyh h prwth en h h te lucnia kai h trapeza kai h proyesiv twn artwn htiv legetai agia

Hebreus 9:2  Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.

Hebreus 9:2  Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte anterior, onde estavam o candeeiro, e a mesa, e a exposição dos pães, se chama o Santo Lugar;

 

Santo dos Santos:

 

Hebrews 9:3  meta de to deuteron katapetasma skhnh h legomenh agia agiwn

Hebreus 9:3  Mas, depois do segundo véu, estava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos,

Hebreus 9:3  por trás do segundo véu, se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos,

 

Perceba, o uso da expressão agia para Santuário ou Santo Lugar ( As Traduções usadas acima são respectivamente  IGNT, Revista e Corrigida e Revista e Atualizada ) e agia agiwn  para Santo dos Santos. Percebemos que agia  é traduzida como santo e  agiwn  como santos

 

agia Das 13 vezes que aparece no NT, 7 são fora do livro de hebreus, sendo usado normalmente no singular “santo” excetuando-se I Cor.7:14 “santos”, variando o artigo definido de acordo com a situação gramatical         ( pessoas, lugares, etc,).

 

agiwn

Das 40 vezes que aparece no NT, 35 estão fora do livro de hebreus, sendo usada significando “santos”, variando o artigo definido de acordo com a situação gramatical ( pessoas, lugares, etc,).

 

 

Poderíamos entender que o uso da tradução deveria acompanhar o escrito original. Desta forma faremos uma pequena comparação com os versos de Hebreus 9:2,3 citados na pergunta:

 

Santuário ou Santo Lugar (agia) :

Hebrews 9:24  ou gar eiv ceiropoihta agia eishlyen o cristov antitupa twn alhyinwn all eiv auton ton ouranon nun emfanisyhnai tw proswpw tou yeou uper hmwn

Hebreus 9:24  Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;

Hebreus 9:24  Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus;

Até aqui tudo bem; prossigamos…

 

Hebrews 8:2  twn agiwn leitourgov kai thv skhnhv thv alhyinhv hn ephxen o kuriov kai ouk anyrwpov

Hebreus 8:2  ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.

Hebreus 8:2  como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem.

 

Hebrews 9:8  touto dhlountov tou pneumatov tou agiou mhpw pefanerwsyai thn twn agiwn odon eti thv prwthv skhnhv ecoushv stasin

Hebreus 9:8 ¶ dando nisso a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,

Hebreus 9:8 ¶ querendo com isto dar a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santo Lugar não se manifestou, enquanto o primeiro tabernáculo continua erguido.

 

A expressão para SANTOS  (agiwn) aparece traduzida na versão Revista e Atualizada como SANTUÁRIO no cap.8:2 e SANTO LUGAR no cap 9:8

 

Vemos, que mediante esta comparação, as traduções podem ser Santuário ( Lugares Santos ) e/ou Santo Lugar ( referindo-se a todos compartimentos do tabernáculo).

 

Por que então nestes outros versos onde esta expressão, ( a mesma do verso acima ) está traduzida como Santo dos Santos ? Seria uma interpretação ao invés de uma tradução ?

 

LEMBREMOS : A PALAVRA SANTO DOS SANTOS  EM HEB 9:3  (agia agiwn)

 

Hebrews 10:19  econtev oun adelfoi parrhsian eiv thn eisodon twn agiwn en tw aimati ihsou

Hebreus 10:19 ¶ Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus,

Hebreus 10:19 ¶ Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,

 

Ainda temos mais alguns exemplos só que com o termo para Santo Lugar ou Santuário ( agia )  traduzida na Revista e Atualizada como Santo dos Santos. Porque ?   

 

Hebrews 13:11  wn gar eisferetai zwwn to aima peri amartiav eiv ta agia dia tou arcierewv toutwn ta swmata katakaietai exw thv parembolhv

Hebreus 13:11  Porque os corpos dos animais cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o Santuário, são queimados fora do arraial.

Hebreus 13:11  Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento.

 

Hebrews 9:25  oud ina pollakiv prosferh eauton wsper o arciereuv eisercetai eiv ta agia kat eniauton en aimati allotriw

Hebreus 9:25  nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.

Hebreus 9:25  nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.

 

Hebrews 9:12  oude di aimatov tragwn kai moscwn dia de tou idiou aimatov eishlyen efapax eiv ta agia aiwnian lutrwsin euramenov

Hebreus 9:12  nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

Hebreus 9:12  não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção

OBS: AS TRADUÇÕES USADAS ACIMA SÃO RESPECTIVAMENTE : IGNT, REVISTA E CORRIGIDA E REVISTA E ATUALIZADA

Concluímos que Cristo, na passagem usada no início da questão ( Heb 9:12 ) e nas demais onde cita que “entrou no Santo dos Santos”, devemos  ler SANTUÁRIO OU SANTO LUGAR OU AINDA LUGARES SANTOS , o que  não modificam o entendimento de que ele entrou no Santuário que está no céu .

 

QUANDO?

 

PARAFRASEANDO E RESPONDENDO :

Isso significa que quando o livro de Hebreus foi escrito, Jesus já tinha entrado no SANTUÁRIO. O verso 24 complementa de forma ainda mais direta quando especifica de forma inconteste o tempo da entrada de Cristo no santuário celestial. O verso diz que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para comparecer agora por nós perante a face de Deus.” O que o autor de Hebreus quis dizer com a expressão “comparecer agora”? Significa  que na época em que o livro de Hebreus foi escrito. O ensino de que Jesus já havia entrado no SANTUÁRIO na época em que o livro Hebreus foi escrito é novamente colocado em evidência em Hebreus 10:19. Neste verso somos convidados a entrar no SANTUÁRIO “pelo novo e vivo caminho que ele [Jesus] nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne.” Este verso deixa claro qual foi o momento exato em que o acesso ao SANTUÁRIO foi liberado: O caminho para o SANTUÁRIO foi inaugurado por Cristo quando o véu, ou seja, a sua carne foi rasgada – isso ocorreu no dia da Sua morte. Cristo, após inaugurar este novo e vivo caminho através do véu em sua morte, ascende aos Céus e entra no SANTUÁRIO assentando-se à destra de Deus.

 

COMO ?   PARA QUÊ?

 

Heb. 10:19,20 – Tendo, pois, irmãos, intrepidez para ENTRAR NO SANTUÁRIO, pelo sangue de Jesus,  pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne

 

Heb 6:19,20 – a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu…

 

O INTERIOR DO VÉU  ( Heb 6:19 e 20 )

 

Aqui a palavra véu ( gr. katapetasma katapetasma kat-ap-et’-as-mah ) é o nome dado às duas cortinas no templo em Jerusalém, uma delas na entrada para o templo separva o Lugar Santo do pátio exterior, a outra separava o Santo dos Santos do Lugar Santo  ( ver Êxo 36:35-37; Heb 9:3 ), aparece 6 vezes com esta forma ( Mat 27:51; Mc 15:58; Luc 23:45; Heb 6:19; 9:3; 10:19 ) sendo que  4 referem-se diretamente ao véu entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos, uma delas ( Heb 10:19 ) é usada pelo autor em comparação a encarnação do Filho de Deus ( humanidade ).

 

A qual  véu  refere-se o autor em  Heb 6:19 ?

 

Vimos mediante estudos anteriores, que  Cristo entrou nos Lugares Santos, ou no Santuário Celestial, e  portanto  teve  necessariamente que entrar no interior do véu ( primeiro compartimento).

 

Assim como todo dia o Sacerdote de manhã e a tarde entrava no Santuário e toda congregação acompanhava seu trabalho; oferecer incenso diante do véu do testemunho ( ver Num 28:3-8;

Êxo 30:6-8 ), sendo  chamado de contínuo sacrifício, representando a contínua intercessão de Cristo pelo seu povo ( Heb 7:25 ).

 

Mesmo assim, a expressão interior do véu, aparece no AT com relação ao véu de entrada ao Santo dos Santos   ( segundo compartimento – Exo. 26: 33; Lev. 16: 2, 12, 15), seria por isto que o autor no verso 20 diz:

 

“Onde Jesus nosso precursor entrou por nós, feito Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque” ?

 

PARA QUÊ ?

 

No AT há uma profecia muito conhecida e que se refere diretamente a este assunto, Daniel 9:24:

 

Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e  para ungir o Santo dos Santos.

 

Ungir o Santo dos Santos ? esta expressão faz referência ao Santuário ou refere-se Cristo ?

 

Esta expressão em nenhum caso na Bíblia aparece relacionada a alguma pessoa, mas aos móveis, lugares e utensílios do Santuário.

 

O SANTUÁRIO TERRESTRE , no início dos seus trabalhos, quando terminado, foi ungido por Moisés, iniciando pelo Santo dos Santos passando por todos os seus móveis ( ler Êxo 40:1-9; cf.   Êxo 30:26-28 ), sendo que Arão e seus filhos ( chamados para servir no sacerdócio ) também foram ungidos ( Êxo  40:12-16 ), dando início oficialmente ao sacerdócio e seus trabalhos no Santuário.

 

Assim Cristo, mediante seu Sacrifício, pode selar a visão e a profecia e receber a unção do Pai pelo chamado eterno que recebeu ( Salmo 110:4 ), dando início em sua ascenção, mediante sua glorificação, ( a glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo – João 17:5 ) pois assim poderia também ungir seus “sacerdotes” ( I Ped 2:9 ), através do derramamento do seu espírito ( João 7:39, Atos 2:33,34; Efés 4:7-14 ).

 

Portanto,  a profecia referia-se  a unção do Santuário do Novo Concerto, e de seu Sumo Sacerdote

( Rei e Sacerdote ) “para comparecer por nós agora perante Deus” ( Heb 9:24 ) no altar de ouro que está diante do trono  ( Apoc. 8:3 ).

 

CONCLUSÃO:  Cristo entrou no santuário,  ( sendo feito Sumo Sacerdote  e  Rei ) para ungir o Santo dos Santos  e iniciar sua obra de intercessão por nós diante de Deus.

 

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Comentários de Ricardo Nicotra sobre a resposta à pergunta 6:

 

A resposta à pergunta 6 argumenta que o local onde Cristo entrou após sua ascenção ao Céu foi o lugar santo e não o santíssimo. Para tanto, lança mão do significado grego da palavra ta hagia citada em Hebreus 9:12. Vejamos:

 

11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação),

12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no ta hagia, havendo obtido uma eterna redenção.

 

De fato, a expressão ta hagia é genérica e é usada geralmente para representar o santuário como um todo. (Veja Heb.8:2; 9:1, 2, 3, 8, 12, 24, 25; 10:19; 13:11)

 

O que precisamos aqui é de uma resposta específica. Queremos saber exatamente onde no santuário Jesus entrou. A palavra ta hagia é genérica e não é através dela que saberemos com exatidão onde Jesus entrou após sua ascenção.

 

Há uma forma de sabermos de forma clara se Heb 9:12 refere-se ao primeiro ou segundo compartimentos. Basta examinarmos o contexto dos capítulos 9 e 10. Faremos esta análise contextual brevemente aqui:

 

O capítulo 9 inicia-se descrevendo os dois compartimentos (versos 1-5).

 

Verso 6: Descreve o trabalho dos sacerdotes no primeiro compartimento.

Verso 7: Descreve o trabalho do sumo-sacerdote no segundo compartimento.

 

Perceba que desde o início do capítulo já é feita uma distinção importante. O local específico onde o indivíduo entra e trabalha está relacionado ao seu cargo: sacerdotes no primeiro compartimento e sumo-sacerdotes no segundo (santissimo). Vamos guardar esta informação e continuar a análise.

 

Os versos 8 a 10 dizem que isso é uma “parábola para o tempo presente”, ou seja, o tempo em que o livro de Hebreus foi escrito.

 

O verso 11 descreve Cristo como sendo SUMO-SACERDOTE e não só isso. Ele entrou uma vez por todas no ta agia.

 

Ora. Se a função de Cristo como sumo-sacerdote já não fosse suficiente para indicar com precisão onde ele entrou (no santíssimo, é claro), basta observar os elementos indicativos de um dia de expiação no contexto de Hebreus:

 

O sangue de Cristo é considerado superior ao sangue de bodes no verso 12 e também no 13. O sangue de bodes nos remete ao dia da expiação quando um bode era sacrificado pelo Senhor. Aliás os elementos presentes em Hebreus 9 são ricos em referências ao dia da expiação.

 

Se esta entrada de Cristo “de uma vez por todas” com o seu sangue no ta hagia é comparada à entrada anual do sumo-sacerdote com o sangue de bodes (veja os versos 25 e 26), então está claro que tal entrada de Cristo é o cumprimento antitípico da entrada do sumo-sacerdote no lugar santíssimo. O contexto de Hebreus 9 nos leva inexoravelmente ao dia da expiação antitípico.

 

Há pessoas que conseguem enxergar elementos do dia da expiação em Daniel 8 (um bode, um santuário,…). Infelizmente estas mesmas pessoas têm uma dificuldade incrível de enxergar tais elementos em Hebreus 9.

 

Jesus Ungindo o Santo dos Santos

 

A posição de que Jesus entrou no Santíssimo após sua ascenção apenas para ungir o Santo dos Santos e depois foi ministrar no primeiro compartimento (lugar santo) voltando para o Santíssimo apenas em 1844 vai contra o que a Palavra de Deus diz em Hebreus 9:11 e 12. Lá está escrito que o nosso Sumo-Sacerdote entrou no ta hagia não com o sangue de bodes (como o sumo-sacerdote terrestre fazia), mas com o seu próprio sangue e que ele o fez “de uma vez por todas”. Quando é dito “de uma vez por todas”, descarta-se essas supostas idas e vindas do lugar santíssimo para o santo e, em 1844, para o santíssimo novamente. Cristo, nosso sumo-sacerdote, entrou de uma vez por todas no Santíssimo quando ascendeu aos céus.

 

A Questão do Véu

 

“Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no ta hagia, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne.” Hebreus 10:19 e 20.

 

Os que entendem que Jesus foi para o primeiro compartimento em sua ascenção aos céus e lá ministrou até 1844 obrigatoriamente tem que entender que o véu citado no verso acima refere-se ao véu que separava o átrio do lugar santo (conhecido como o primeiro véu). Será que o véu citado em Hebreus é o véu que separa o átrio do lugar santo ou trata-se do véu que separa o lugar santo do lugar santíssimo?

 

Está claro em Hebreus 10:20 que o véu é um símbolo da carne de Cristo. Quando lemos “através do véu, isto é, da sua carne” fica claro que o autor está fazendo um paralelo entre o véu e a carne de Cristo.

 

Não é por acaso que quando o nosso Senhor teve seu corpo (sua carne) oferecido na cruz do Calvário o véu do santuário se rasgou de alto a baixo. No momento em que a carne do Senhor foi ferida o véu foi rasgado. Ora, que véu foi esse que se rasgou de alto a baixo quando o Senhor estava oferecendo sua carne? Que caminho é esse que se abriu para o pecador ter acesso direto a Deus? Em que lugar no santuário celestial a presença de Deus era manifestada: no santo ou no santíssimo?

 

A luta contra a verdade é uma luta inglória. As evidências contextuais não deixam dúvidas. Hebreus 9 e 10 compara o ministério sumo-sacerdotal de Cristo ao ministério do sumo-sacerdote durante o dia da expiação da dispensação judaica. Tal obra era realizada no segundo compartimento. O véu que se rasgou quando a carne do Senhor foi oferecida foi o véu que separava o Santo do Santíssimo.

 

Os pecados que desde Adão vinham sendo perdoados, mas acumulados (pois o sangue de bodes e novilhos não perdoa de fato pecados), no momento em que Cristo morre na cruz este escrito de dívida é completamente riscado. A morte do nosso Senhor Jesus Cristo é o dia da expiação antitípico, é o verdadeiro dia do perdão. Não só no sentido de que os pecados acumulados foram finalmente expiados pelo sangue do Salvador, mas no sentido de que um novo e vivo caminho foi aberto até o Pai no santíssimo. Através da mediação do nosso sumo-sacerdote Jesus Cristo podemos ter acesso à glória espiritual do shekkinah, podemos estar perto de Deus.

 

Cumpre-se então a profecia de Jeremias 31:33 que foi transcrita em Hebreus 10:16-18:

“Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento; acrescenta: E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado.” – Hebreus 10:16-18

 

Esta profecia se cumpriu com a morte de Jesus. Antes da morte do Salvador os pecados dos justos eram lembrados por Deus (pois tinham apenas um perdão simbólico), mas depois da morte de Jesus e da apresentação do seu sangue ao Pai no santíssimo os pecados cconfessados dos justos que viveram antes da morte de Cristo foram totalmente removidos dos registros celestes de modo que não mais haverá menção deles em qualquer procedimento legal requerido pela justiça divina. Como houve remissão completa e total o verso termina dizendo que não há mais oferta pelo pecado. Amém.

 

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JUÍZO INVESTIGATIVO! UMA ANÁLISE CLARA E SIMPLES SOBRE O HISTÓRICO DESSA TEORIA. By Robert K. Sanders Traduzido e adptado por Eloy Arraes Vargas

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