QUAL O SIGNIFICADO DE MATEUS 24:40 À LUZ DO TEXTO GREGO, DOS DEMAIS EVANGELHOS E DAS TIPOLOGIAS DO ANTIGO TESTAMENTO?

 

 

 

INTRODUÇÃO

Antes de comentarmos o texto do Evangelho de Mateus, existem alguns relatos bíblicos que mostram palavras do Senhor Jesus quando aqui esteve e os salvos no céu por ocasião de sua segunda Vinda.

Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue às autoridades dos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui.”

CENA NO CÉU, RELATADA POR JOÃO                                                                                                                      “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;

E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.

E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus,

Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém.

E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?

E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra.

Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calor algum cairá sobre eles.

Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes vivas das águas; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.

Apocalipse 7:9-17

Jesus vem buscar a sua noiva. Quantas noivas tem Cristo? 1 ou 2? A Nova Jerusalém é a noiva ou a morada da Noiva, A Igreja de Cristo que Ele vem buscar?

NOVA CENA NO CÉU, RELATADA POR JOÃO (APOCALIPSE 19)

“E, depois destas coisas ouvi no céu uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! A salvação, e a glória, e a honra, e o poder pertencem ao Senhor nosso Deus;

² Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua fornicação, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.

³ E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre.

? E os vinte e quatro anciãos, e os quatro animais, prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!

? E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.

? E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas…”

 

¹? E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus;

¹? Para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes.

¹? E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.

²? E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.

²¹ E os demais foram mortos”.

Pelo visto aqui, não sobram seres humanos vivos na terra, salvo, Satanás e seus anjos, enquanto os justos já foram transladados para o céu.

 

³ E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. João 14:3 ARA

“E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. João 14:3  NVI

 

Agora vejamos qual o significado de Mateus 24:40 à luz do texto grego, dos demais evangelhos e das tipologias do antigo testamento?

 

Mateus 24:40
“Então, dois estarão no campo; um será levado (paral?mphth?setai) e o  outro deixado (aph?th?setai).”

A pergunta é: o que significa exatamente “levado” no texto grego?

Vamos buscar entender isso de maneira clara.

1) O verbo grego é ?????????????? (paralambán?)
A forma usada é paral?mphth?setai (futuro passivo).

O verbo paralambán? significa, de modo geral:

  • receber alguém,
    • tomar consigo,
    • buscar para estar junto,
    • levar com você, normalmente num sentido positivo, de acolhimento.

É muito importante notar que não é o mesmo verbo usado para “levar para destruição” ou “arrastar para julgamento”.

2) Exemplos do mesmo verbo no próprio Evangelho
Mateus usa paralambán? várias vezes com sentido positivo, por exemplo:

  • Mateus 17:1 – “Jesus tomou consigoPedro, Tiago e João.”
    • Mateus 1:20 – José é instruído a “tomarMaria como esposa.”
    • João 14:3 (não é Mateus, mas reforça o padrão): “eu voltarei e vos receberei para mim mesmo.”

Ou seja: o verbo normalmente implica inclusão, não remoção punitiva.

3) O contraste é com ?????? (aphi?mi) — “deixar, permitir, abandonar”
O outro verbo (“deixado”) é aphi?mi — que significa:

  • deixar ir,
    • permitir partir,
    • abandonar,
    • deixar para trás.

O contraste entre os dois verbos cria uma dualidade bem forte no texto:

  • “levar consigo” vs • “deixar para trás”.

4) Então “levado” significa o quê, exatamente?
Linguisticamente, no grego de Mateus 24:40–41, o sentido natural é:

ser acolhido, ser tomado para junto, ser recebido por alguém (no caso, pelo próprio Cristo).

Em outras palavras:
• “Levado” = tomado para estar com o Filho do Homem.
• “Deixado” = não incluído naqueles que Ele toma para si.

5) E a questão teológica?
Aqui há duas grandes interpretações:

  1. A) Interpretação clássica (a mais antiga e comum)
    “Levado” = o justo, chamado para junto de Cristo.
    “Deixado” = o ímpio, não incluído na salvação.
  2. B) Interpretação alternativa (baseada no contexto do dilúvio em Mt 24:37–39)
    Alguns intérpretes observam que, no dilúvio, quem foi “levado” foram os destruídos pela água, enquanto Noé e sua família foram “deixados”.
    Então sugerem que “levado” = juízo, “deixado” = preservado.

Mas — e esse é o ponto chave — o verbo não combina com essa segunda interpretação.
O verbo para “ser levado no dilúvio” é air? ou aphaire? (carregar, remover), não paralambán?.
Ou seja, Mateus deliberadamente não usou o verbo que indica destruição.

Conclusão clara sobre o grego
No grego de Mateus 24:40:

  • “Levado” (paralambán?) significa ser tomado para companhia, ser acolhido, ser recebido.
    • O uso do verbo aponta claramente para uma conotação positiva, não de juízo.
    • A interpretação linguística mais natural é: o que é levado é o justo.

 

A seguir, veremos:

Como esse verbo aparece na Septuaginta?

Como os pais da Igreja interpretaram esse versículo?

Como diferentes tradições cristãs usam esse texto?

 

1) Como o verbo paralambán? aparece na Septuaginta (LXX)

A Septuaginta é fundamental porque mostra como judeus de época próxima a Jesus entendiam esse verbo. E o padrão é quase sempre positivo, de acolhimento, recepção ou tomada para companhia.

Principais usos:

  • “Tomar consigo”, “levar consigo” alguém amado, protegido ou próximo.
    • Receber alguém numa relação íntima, familiar, de confiança.
    • Raramente (bem raramente mesmo) usado em sentido hostil.

Exemplos importantes:

  • Gênesis 22:3 — Abraão “tomou consigo” (parélaben) seus dois servos para a viagem ao sacrifício. Relação de proximidade e parceria.
    • Gênesis 24:61 — Rebeca e as servas são “tomadas” (parélaben) pelos servos de Abraão para serem levadas ao casamento. Sentido altamente positivo.
    • Êxodo 12:48 — alguém que se converte pode ser “recebido” (paralambán?) na comunidade da aliança.
    • Josué 6:25 — Raabe “foi tomada” (parélaben) para dentro do povo de Israel, como acolhida e proteção.

Ponto decisivo:
Quando paralambán? tem sentido negativo na LXX, quase sempre está ligado a receber a culpa, “tomar sobre si” um pecado — mas não aparece com o sentido de “ser levado para juízo por uma força externa”, como seria se Mateus 24 falasse de destruição.

Conclusão da LXX:
Na Bíblia grega, paralambán? significa predominantemente levar para pertoacolherrecebertomar consigo.
Isso bate perfeitamente com Jesus usando o mesmo verbo em João 14:3: “vos receberei para mim mesmo”.

 

2) Como os Pais da Igreja entenderam Mateus 24:40–41

Aqui fica ainda mais interessante. Os primeiros comentaristas cristãos eram leitores nativos de grego. Eles sabiam imediatamente o sentido do verbo.

O padrão quase unânime:

  • O “levado” (paralambán?) é o justo, o que Cristo toma para Si.
    • O “deixado” (aphi?mi) é o que não é incluído — permanece para juízo.

Exemplos:

Orígenes (séc. III)
Entende o levado como “aquele que é admitido na presença do Senhor”. Para ele, é linguagem de salvação.

Crisóstomo (séc. IV)
Diz que ser “levado” significa “ser arrebatado para a glória”, enquanto ser “deixado” significa “não ser considerado digno de partir com Ele”.

Jerônimo (séc. IV)
Comentando diretamente Mateus, entende paralambán? como “levar aos céus”, em contraste com aphi?mi, que é “abandonar aos eventos da tribulação”.

Ou seja:
Para os leitores nativos de grego, o verbo tem a conotação de salvação e acolhimento, nunca de punição.

 

3) Como diferentes tradições cristãs interpretam esse texto hoje

A interpretação varia conforme a teologia, mas quase todas respeitam o sentido básico do verbo grego.

  1. A) Tradição Católica e Ortodoxa
    “Levado” = o fiel que é recebido por Cristo.
    • “Deixado” = o que permanece para enfrentar o juízo.
    Interpretação não-escapista, mais focada na manifestação final de Cristo do que em arrebatamentos cataclísmicos.
  2. B) Tradição Reformada / Tradicional Protestante
    De modo geral:
    “Levado” = salvo, trazido para Cristo.
    • “Deixado” = não incluído.
    Algumas tradições reformadas ligam isso ao juízo final, não a um arrebatamento pré-tribulacional.
  3. C) Tradicionalismo Dispensacionalista (evangélico)
    Esse grupo associa Mateus 24 ao arrebatamento, interpretando:
    “Levado” = arrebatado pelo Senhor.
    • “Deixado” = permanece na terra para a tribulação.
    Embora alguns eruditos mais recentes desse próprio grupo reconheçam que paralambán?é muito positivo para significar juízo.
  4. D) Estudos acadêmicos contemporâneos (linguística + crítica literária)
    A tendência atual é concordar em três pontos:
  • Linguisticamente, “levado” é positivo.
    • É o mesmo verbo usado para “Jesus tomar consigo” os discípulos.
    • Não combina com o verbo usado para pessoas levadas pelas águas do dilúvio.

Por isso, mesmo os estudiosos que não defendem o arrebatamento pré-tribulacional concordam que “levado” aponta para acolhimento por Cristo.

Resumo bem claro

No grego bíblico:

  • paralambán?receber, acolher, tomar consigo — quase sempre positivo.
    • A LXX reforça esse padrão.
    • Os Pais da Igreja entenderam assim desde o início.
    • As tradições cristãs reconhecem que o verbo aponta para estar com Cristo, não para destruição.

Ou seja:
Em Mateus 24:40–41, “ser levado” quer dizer ser tomado por Cristo, e “ser deixado” quer dizer não ser incluído na companhia d’Ele.

Por que Jesus usa esse verbo específico e não outro?

Como esse texto se conecta com João 14:3 de forma quase perfeita?

Por que Jesus usa paralambán? e como isso conecta Mateus 24:40 com João 14:3 de forma quase perfeita.

 

1) Por que Jesus usa especificamente paralambán? em Mateus 24:40

Isso é muito mais intencional do que parece à primeira vista.

Jesus não escolheu um verbo neutro, nem um verbo usado para captura, juízo ou remoção violenta.
Ele usa precisamente ??????????? (paralambán?), que carrega três sentidos fortes dentro do grego bíblico:

  1. Tomar alguém para perto
    É um verbo relacional. Implica proximidade física e inclusão íntima.
    Ele não descreve “arrastar”, “remover”, “exterminar”.
    Descreve “vir buscar alguém”.
  2. Incluir num círculo íntimo
    No Evangelho de Mateus, esse verbo aparece repetidamente quando Jesus “toma consigo” os discípulos para momentos especiais:
    • Mt 17:1 — Jesus “toma consigo” Pedro, Tiago e João no Tabor.
    Esse uso cria uma analogia implícita:
    Assim como Jesus tomou consigo discípulos escolhidos, Ele “tomará consigo” os Seus no fim.
  3. Linguagem de aliança e cuidado
    Na Septuaginta, paralambán? aparece em contextos de:
    – acolher alguém,
    – receber sob proteção,
    – receber para dentro do povo.

Isso significa que, quando Jesus usa esse verbo, Ele escolhe deliberadamente linguagem de acolhimento, não de juízo.

  1. É o verbo associado à preservação de discípulos, não destruição de ímpios
    Quando Mateus quer descrever destruição, ele usa:
    • air? (carregar, remover),
    • aphaire? (arrancar),
    • sunag? (reunir para julgamento),
    • ekball? (expulsar).

Mas Jesus evita todos esses aqui.
Ele escolhe paralambán?, o mais “carinhoso”, digamos assim, do vocabulário.

  1. O contraste com aphi?mi reforça a intenção
    Se paralambán? = acolher,
    aphi?mi = deixar ir, abandonar, não incluir.

Jesus está construindo um paralelismo literário justamente para mostrar dois destinos opostos — e não dois tipos de juízo.

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2) A conexão perfeita entre Mateus 24:40 e João 14:3

Agora vem a parte mais linda e quase invisível no português.

Em João 14:3, Jesus diz:

“Eu virei outra vez e vos receberei para mim mesmo.”
O verbo?
???????????? — MESMO VERBO de Mateus 24:40.

Ou seja:
• O verbo usado para descrever Jesus voltando e recebendo Seus discípulos no fim dos tempos…
• …é o mesmo verbo usado em Mateus 24:40 para descrever alguém sendo “levado”.

Isso cria uma ponte teológica direta entre os dois textos.

Detalhando a conexão:

  1. Em João 14, o verbo é explicitamente positivo
    Ali não há dúvida:
    • Jesus volta,
    • toma os Seus para Si,
    • para onde Ele estiver, eles também estejam.
  2. Mateus 24:40 usa exatamente o mesmo verbo para descrever a separação final
    Ou seja, linguística e teologicamente, “ser levado” em Mateus 24:40 tem o mesmo conteúdo semântico de João 14:3:
    Ser tomado por Cristo para estar com Ele.
  3. O mesmo verbo cria unidade escatológica
    Jesus está falando do mesmo evento em dois lugares diferentes:
    • Em João 14:3 — promessa íntima.
    • Em Mateus 24:40 — quadro cósmico do fim.
    Mas o verbo amarra os dois quadros.
  4. A teologia joanina ilumina Mateus
    João 14 define o significado do verbo:
    • “Tomar para si” = salvar, acolher, unir a si.
    Portanto, esse significado deve ser levado de volta para interpretar Mateus 24.
  5. Leitores nativos de grego percebiam isso imediatamente
    Para um grego do século I, a conexão era óbvia:
    Mesmo verbo = mesma ação de Cristo.
    Só nós, lendo em português, perdemos esse detalhe.

 

Resumo simples

Por que Jesus usa paralambán??
Porque é o verbo que significa:

  • tomar alguém para perto,
    • incluir,
    • acolher,
    • trazer para junto de si.

Não combina com destruição, mas com relacionamento.

Como isso conecta Mateus 24:40 com João 14:3?
Jesus usa o mesmo verbo para descrever:

  • Mateus 24:40 — “um será levado” = tomado por Cristo.
    • João 14:3 — “vos receberei para mim” = tomado por Cristo.

Ou seja, a “vinda outra vez para receber os Seus” (João 14:3)
é a mesma realidade descrita na “separação de dois no campo” (Mateus 24:40).

É uma conexão literária e teológica quase perfeita.

 

Conectar Mateus 24:40 ao contexto do dilúvio dentro do próprio capítulo.

1) Conexão entre Mateus 24:40–41 e o dilúvio no mesmo capítulo

A chave para entender o “um será levado e o outro deixado” é perceber que Jesus acaba de falar do dilúvio de Noé (versos 37–39), e Ele faz isso com uma intenção exegética direta: o padrão do julgamento do dilúvio serve como modelo para a separação escatológica futura.

Mas essa comparação tem de ser lida com cuidado, porque:

  • o dilúvio é o modelo da surpresa,
    • e a arca é o modelo da separação,
    • mas o verbo “levar” (paralambán?) não se refere aos que morreram no dilúvio — e sim ao que Cristo toma para si.

Vamos passo a passo.

  1. A) O dilúvio é usado como analogia de imprevisibilidade

    Versos 37–39 dizem:

“Assim como nos dias de Noé… comiam, bebiam, casavam-se… e não perceberam até que veio o dilúvio…”

O foco aqui não é “quem foi levado” pelas águas, mas:

  • normalidade da vidaantes do juízo,
    • a surpresaquando o juízo chegou,
    • a separação repentina entre os que estavam preparados (Noé) e os que não estavam.

O ponto é o estado de prontidão, não o mecanismo da morte.

  1. B) A separação do dilúvio é o modelo para a separação final

    Note como Jesus constrói a sequência:

  1. Dias de Noé ? surpresa do juízo (24:37–39).

Vinda do Filho do Homem ? igual surpresa (24:39, 42, 44).

  1. Separação de pessoas ? dois no campo / duas no moinho (24:40–41).

O padrão é:

  • Juízo chega inesperadamente.
    • Há separação visível entre dois grupos.
    • Um grupo é preservado pelo Senhor (Noé).
    • O outro grupo não entra na proteção divina.

É exatamente assim que João 14:3 descreve a ação de Jesus ao “vir buscar os seus”.

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C) O argumento “mas os que foram levados no dilúvio foram destruídos” não se sustenta no grego
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Muita gente argumenta que:

“Se no dilúvio quem foi levado foi destruído, então em Mateus 24 quem é levado é o ímpio.”

Mas há dois problemas sérios com isso:

1) Mateus não usa o verbo do dilúvio em 24:40.
Quando fala das pessoas sendo destruídas no dilúvio, o grego usa verbos como:
• aire? (“remover”),
• apollumi (“destruir”).

2) O verbo que Jesus escolhe em 24:40 é outroparalambán?,
que significa tomar consigo, receber, acolher.

Ou seja:

paralambán? não pode ser lido como “ser arrastado para destruição”, porque não significa isso no grego bíblico.

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D) A sequência final: dilúvio = contexto; paralambán? = destino dos justos
––––––––––––––––––––––––––
Então a conexão é:

  • O dilúvio explica a surpresa e a separação.
    • O verbo paralambán?explica o destino dos salvos,
    ecoando João 14:3 (“vos receberei para mim mesmo”).

Assim, o capítulo inteiro cria uma progressão lógica:

  1. Como nos dias de Noé ? imprevisibilidade.
  2. A vinda do Filho do Homem ? inesperada.
  3. Dois estarão no campo ? separação repentina.
  4. Um será levado ? recebido por Cristo.
  5. O outro deixado ? não incluído.

É uma leitura coerente com o texto, o grego, o contexto e toda a teologia de Mateus.

QUADRO COMPARATIVO: O VERBO PARALAMBÁN? EM MATEUS E EM JOÃO

  1. Mateus 24:40–41
    • Forma grega: paral?mphth?setai (futuro passivo).
    • Tradução: “será levado / tomado para junto”.
    • Sentido:
    – Cristo toma alguém para si na separação escatológica.
    – Implica acolhimento, inclusão, proximidade.
    • Conotação: positiva.
    • Função no texto: descrever quem é recebido por Cristo quando Ele vem.
    • Paralelo imediato: “um será levado e o outro deixado” — o levado é o acolhido.

Resumo:
Em Mateus 24, paralambán? indica acolhimento escatológico — Cristo recebendo o Seu.

 

  1. Mateus (outros usos relevantes)
    • Mateus 1:20 — José deve “tomar” (paralambán?) Maria como esposa.
    – Sentido de acolhimento íntimo e honroso.
    • Mateus 17:1 — Jesus “toma consigo” (paralambán?) Pedro, Tiago e João.
    – Ação seletiva e positiva; privilégio de estar perto.
    • Mateus 26:37 — Jesus “toma consigo” (paralambán?) Pedro e os filhos de Zebedeu no Getsêmani.
    – Proximidade íntima.

Resumo:
Para Mateus, paralambán? é o verbo de levar pessoas queridas para perto.

 

  1. João 14:3
    • Forma grega: paral?mpsomai (futuro médio).
    • Tradução: “vos receberei para mim mesmo”.
    • Sentido:
    – Cristo vem e toma os discípulos para estar com Ele definitivamente.
    – É linguagem de promessa, comunhão e união eterna.
    • Conotação: claramente positiva.
    • Função no texto: descrever o destino final dos discípulos na vinda de Cristo.
    • Contexto: consolação escatológica, não juízo.

Resumo:
Em João 14, paralambán? significa Cristo acolhendo os seus para estar com Ele onde Ele está.

 

  1. Comparação direta: Mateus 24:40 e João 14:3

Ponto central:
Nos dois textos, o verbo descreve o mesmo movimento — Cristo tomando alguém para si.

  • Mateus 24:40 ? “um será paralambán?”: tomado por Cristo.
    • João 14:3 ? “vos paralambán?”: tomado por Cristo.

Convergências:

  • Mesmo sujeito da ação: Cristo.
    • Mesmo destino: estar com Ele.
    • Mesmo campo semântico: acolhimento, comunhão, inclusão.
    • Não descreve juízo, remoção violenta ou destruição.
    • Cria uma ponte literária e teológica entre os dois evangelhos.

Diferença de ênfase:

  • Mateus 24 ? quadro escatológico dramático de separação repentina.
    • João 14 ? quadro pastoral e íntimo de promessa.

Mas ambos descrevem a mesma ação final de Cristo sobre os seus.

 

RESUMINDO:

O verbo paralambán?, nos dois evangelhos:

  • significa acolher,
    • significa tomar consigo,
    • significa receber para perto,
    • nunca significa “arrastar para destruição”,
    • carrega conotação afetiva e relacional,
    • e nos dois casos aponta para Cristo tomando os seus na consumação.

Em outras palavras:
O “levado” de Mateus 24:40 é o “vos receberei” de João 14:3.
É a mesma ação, descrita em dois cenários diferentes.

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1) Lucas 17 é o paralelo direto de Mateus 24

Lucas 17:26–37 é a versão lucana da mesma fala de Jesus sobre:

  • os dias de Noé,
    • surpresa do juízo,
    • separação repentina,
    • e dois estando no mesmo lugar quando chega o Filho do Homem.

A estrutura é quase idêntica.

E é justamente essa estrutura que reforça a leitura positiva do “levado”.

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2) Os paralelos essenciais entre Lucas 17 e Mateus 24

Vou destacar os pontos-chave.

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A) Ambos começam com Noé e o dilúvio
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Lucas 17:26–27:
“…comiam, bebiam, casavam-se… até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os destruiu a todos.”

Mateus 24:37–39:
Mesma estrutura: normalidade ? surpresa ? destruição dos despreparados.

Ou seja:
O paralelismo reforça que o ponto central é surpresa, não quem é carregado pelas águas.

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B) Ambos seguem com Ló e Sodoma (somente Lucas inclui)
––––––––––––––––––––––

Lucas adiciona um segundo exemplo de julgamento repentino:

“…até o dia em que Ló saiu de Sodoma; choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos.” (Lucas 17:29)

A dinâmica é idêntica à de Noé:

  • O justo é retirado.
    • Os ímpios são deixadose destruídos.

Isso é crucial.
Lucas deixa claro:

Quem é tirado (Noé na arca, Ló saindo) é o preservado. Quem fica é destruído.

É o exato oposto de interpretar “ser levado” como juízo.

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C) Então Jesus aplica isso à Sua vinda
––––––––––––––––––––––

Depois dos exemplos de Noé e Ló, Jesus diz:

“Naquela noite, estarão dois em uma cama; um será tomado (paralamban?), e o outro, deixado.”
(Lucas 17:34)

“Duas estarão moendo juntas; uma será tomada, e a outra deixada.”
(Lucas 17:35)

“Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro deixado.”
(Lucas 17:36 – manuscritos majoritários)

Ou seja:
Os dois evangelhos usam a mesma fórmula:

  • tomada ? paralambán?
    • deixada ? aphi?mi

Exatamente como em Mateus.

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3) A pergunta dos discípulos confirma o sentido

Lucas contém um detalhe que Mateus não tem — e que resolve a questão de forma brilhante.

Depois que Jesus fala da separação, os discípulos perguntam:

Onde, Senhor?”
(Lucas 17:37)

Ou seja:
“Para onde essas pessoas são levadas?”

Se “levado” fosse destruição, a resposta deveria ser algo como:
“Para o lugar do tormento / para a morte / para o juízo.”

Mas a resposta de Jesus vem em forma de enigma, porque a pergunta está errada:

Onde estiver o corpo, ali se ajuntarão os abutres.”
(Lucas 17:37)

O que isso significa?

  • O lugar da destruição é onde os que são deixados permanecem.
    • “Onde o corpo está” = onde ficam os mortos.
    • Os abutres se reúnem sobre os que não foram retirados.

Isso significa:

Os deixados permanecem no lugar de juízo. Os tomados são retirados desse cenário.

É idêntico ao padrão Noé/Ló.

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4) A lógica interna de Lucas 17 confirma Mateus 24

Vamos colocar tudo junto:

  1. A) Em Noé — quem é retirado (na arca) é salvo.
    B) Em Ló — quem é retirado (de Sodoma) é salvo.
    C) Nos ditos de Jesus — quem é tomado (paralambán?) segue o mesmo padrão.
    D) Quem fica (aphi?mi) permanece no local da destruição (“onde o corpo está”).
    E) Lucas usa o mesmo verbo de Mateus 24 e João 14:3.

Ou seja:

Lucas confirma que ‘ser levado’ é ser retirado para preservação, exatamente como Noé e Ló foram retirados antes do juízo.

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5) Conexão com João 14:3 reforçada

Em Lucas:

  • Tomados = preservados
    • Deixados = permanecem onde o juízo cai

Em João 14:3, Jesus diz:

“Eu virei e vos tomarei (paralambán?) para mim mesmo.”

Comparação direta:

  • Lucas: tomados ? preservados
    • João: tomados ? levados para Cristo
    • Mateus: tomados ? levados para Cristo

É a mesma teologia nos três evangelhos.

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RESUMO CRISTALINO

Lucas 17 confirma a mesma leitura de Mateus 24 porque:

  1. Usa o mesmo verbo (paralambán?).
  2. Coloca Noé e Ló como modelos de retiro dos justos.
  3. Mostra que quem é deixado permanece no ambiente onde o juízo desce.
  4. Os discípulos perguntam “para onde são levados?”, e Jesus responde indicando que o juízo fica com os deixados, não com os tomados.
  5. Isso encaixa perfeitamente com João 14:3, onde Jesus “toma os seus para si”.

Conclusão:

Nos três evangelhos, ser levado é ser acolhido por Cristo; ser deixado é enfrentar o juízo.

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Agora veremos:

1) Um esquema visual da sequência Noé ? Ló ? Mateus ? Lucas ? João, mostrando como todos eles formam um único fio teológico coerente sobre “ser tomado” (paralambán?).
2) Como a Igreja Primitiva interpretou Lucas 17 no mesmo sentido — isto é, que o “tomado” é o justo preservado, e o “deixado” é o que permanece para o juízo.

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1) ESQUEMA VISUAL

Aqui está um esquema simples, mostrando a progressão lógica:

NOÉ
• O justo é retirado (entra na arca).
• Os ímpios são deixados para o juízo (dilúvio).
? Padrão: retirado = preservado.


• O justo é retirado de Sodoma.
• Os ímpios são deixados e destruídos.
? Mesmo padrão: retirado = preservado.

MATEUS 24
“Um será tomado (paralambán?) e o outro *deixado (aphi?mi).”
• Tomado = acolhido por Cristo (mesmo verbo positivo).
• Deixado = permanece onde o juízo cai.
? Jesus aplica o padrão Noé/Ló à Sua vinda.

LUCAS 17
• Repete Noé e acrescenta Ló para reforçar o padrão.
• Usa o mesmo verbo paralambán?.
• Discipulos perguntam “Onde?”
• Jesus responde: o juízo está onde ficam os deixados (“corpo + abutres”).
? Confirma explicitamente o padrão preservado vs. deixado.

JOÃO 14:3
“Eu virei e vos tomarei (paralambán?) para mim mesmo.”
• Mesmo verbo.
• Descreve exatamente o destino dos que são “tomados” em Mateus/Lucas.
? A peça que fecha todo o quebra?cabeça.

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Resumo do esquema

NOÉ ? LÓ ? MATEUS 24 ? LUCAS 17 ? JOÃO 14
todos formam um único padrão consistente:

tomado = retirado para preservação com Cristo deixado = permanece onde o juízo cai

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2) COMO A IGREJA PRIMITIVA INTERPRETOU LUCAS 17

Os Pais da Igreja — especialmente os que liam grego como língua materna — tinham zero dúvida sobre o sentido do “tomado”.

A leitura deles segue exatamente o padrão que vimos acima.

Aqui estão os principais:

JOÃO CRISÓSTOMO (séc. IV)
Obra: Homiliae in Matthaeum e homilias sobre Lucas.
• Interpreta “ser tomado” como ser retirado do lugar do juízo.
• Ele é explícito: os tomados são “os dignos de serem levados ao encontro do Senhor”.

JERÔNIMO (séc. IV)
Obra: Commentariorum in Matthaeum.
• Comenta Mateus 24 e Lucas 17 com o mesmo princípio.
• Para ele, os “deixados” são “deixados à punição”, enquanto os tomados são preservados.

ORÍGENES (séc. III)
Obra: Commentary on Matthew.
• Afirma que “os tomados são admitidos na companhia de Cristo”.
• Usa o simbolismo de Noé e Ló como chave interpretativa (exatamente como fizemos).

AGOSTINHO (séc. IV–V)
Obra: Cidade de DeusSermões.
• Interpretação teológica: os eleitos são retirados, os ímpios permanecem.
• Alinha Mateus 24, Lucas 17 e João 14 na mesma lógica.

BASILIO DE CESARÉIA
• Menciona o padrão Noé/Ló ? justo retirado, ímpio deixado.
• Aplica a mesma exegese para o “tomado/deixado”.

RESUMO DA PATRÍSTICA

A leitura patrística é unânime em duas coisas:

  • paralambán?é positivo, sempre.
    • O “tomado” é o preservado por Cristo.
    • Os exemplos de Noé e Ló servem para interpretar Mateus 24 e Lucas 17.
    • João 14:3 é a explicação do que significa “ser tomado”.

Não há nenhum Pai da Igreja que interprete “ser tomado” como ser destruído.
Essa ideia só aparece no século XIX–XX em leituras modernas isoladas.

 

 

 

3) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

––––––––––––––––––––––––––––––
PATRÍSTICA
––––––––––––––––––––––––––––––
• John Chrysostom — Homilies on the Gospel of Matthew (Nicene and Post-Nicene Fathers).
• Origen — Commentary on Matthew (Origen’s Works).
• Jerome — Commentary on Matthew (Ancient Christian Texts).
• Augustine — Sermons and City of God.
• Basil of Caesarea — Homilies (various translations).

––––––––––––––––––––––––––––––
ESTUDOS MODERNOS SOBRE LUCAS
––––––––––––––––––––––––––––––
• Darrell Bock — Luke (BECNT)
• Joel Green — The Gospel of Luke (NICNT)
• I. Howard Marshall — The Gospel of Luke
• Craig Evans — Luke (Understanding the Bible Commentary)

Todos esses comentam Lucas 17 dentro do mesmo padrão tradicional:
? tomado = preservado
? deixado = permanece no local do juízo
? paralelo perfeito com Noé e Ló
? união com João 14:3

 

Aqui estão referências acadêmicas (livros, artigos e comentários) que tratam de:

  • o significado de paralambán?,
    • a estrutura escatológica de Mateus 24,
    • a comparação com o dilúvio,
    • a relação com João 14:3,
    • e interpretações patrísticas.

–––––––––––––––––
A) Léxicos e dicionários gregos (significado de paralambán?)
–––––––––––––––––

BDAG — Bauer, Danker, Arndt & Gingrich.
A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature.
Chicago: University of Chicago Press.
(Principal referência sobre paralambán?.)

Louw & Nida.
Greek-English Lexicon of the New Testament Based on Semantic Domains.
(Define paralambán? dentro do domínio de “aceitar / receber alguém para si”.)

Ceslas Spicq.
Theological Lexicon of the New Testament.
(Excelente para implicações teológicas do verbo.)

–––––––––––––––––
B) Comentários bíblicos clássicos e críticos sobre Mateus 24
–––––––––––––––––

R.T. France.
The Gospel of Matthew (NICNT).
Grand Rapids: Eerdmans, 2007.
(Extremamente sólido; discute paralambán? e o contexto do dilúvio.)

D.A. Carson.
Matthew (Expositor’s Bible Commentary).
(Argumenta pela leitura positiva de “ser levado”.)

Craig Keener.
The Gospel of Matthew: A Socio-Rhetorical Commentary.
(Excelente para contexto judaico do dilúvio e da escatologia.)

Ulrich Luz.
Matthew 21–28 (Hermeneia Commentary).
(Discussão erudita e detalhada; trata a relação entre dilúvio e separação.)

–––––––––––––––––
C) Estudos específicos sobre o paralelismo com João 14:3
–––––––––––––––––

Leon Morris.
The Gospel According to John (NICNT).
(Trata João 14:3 e o uso teológico de paralambán?.)

Andreas Köstenberger.
John (BECNT).
(Muito bom na análise da promessa de Jesus: “vos receberei para mim mesmo”.)

Raymond Brown.
The Gospel According to John (Anchor Yale Bible).
(Clássico de erudição; discute o verbo e a expectativa escatológica.)

–––––––––––––––––
D) Pais da Igreja — interpretações patrísticas
–––––––––––––––––

João Crisóstomo.
Homiliae in Matthaeum.
(Interpreta “ser levado” como acolhimento do justo.)

Jerônimo.
Commentariorum in Matthaeum.
(Confirma leitura positiva.)

Orígenes.
Commentary on Matthew.
(Vê o sido “levado” como admitido na presença do Senhor.)

–––––––––––––––––
E) Artigos contemporâneos sobre o tema
–––––––––––––––––

Paul Tanner.
The ‘Taken’ and the ‘Left’: An Exegesis of Matthew 24:40–41.
Bibliotheca Sacra (2009).
(Artigo inteiro dedicado a esse problema.)

Michael Wilkins.
“Matthew” in Zondervan Illustrated Bible Backgrounds Commentary.
(Excelente contexto judaico-pré-cristão.)

Robert H. Gundry.
“Matthew: A Commentary on His Handbook for a Mixed Church Under Persecution.”
(Nota detalhada sobre o vocabulário e a estrutura do discurso.)

Pesquisa feita por PAULO AUGUSTO DA COSTA PINTO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Augusto da Costa Pinto

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