Veja o link: http://origin.veja.abril.com.br/280207/p_072.shtml
Artigo: Reinaldo Azevedo
“Os homens estavam acostumados a se relacionar com deuses, no plural. Foi a própria Igreja quem estimulou esse caminho de mediação entre o homem e a crença cristã por meio da ‘santidade’. Ou seja, emprestou ao seu monoteísmo uma característica politeísta, para angariar um maior número de adeptos”
Os santos católicos – e coloquemos de lado, aqui, o que é matéria de fé para nos atermos à conformação das mentalidades religiosas – exercem um papel semelhante àquele desempenhado pelos deuses no paganismo clássico. Há até mesmo um “Olimpo” católico, em que vigora uma rígida hierarquia. Eles são produtos e instrumentos de uma permanente adaptação do cristianismo às culturas com as quais foi se relacionando e disputando a hegemonia. Nesse processo, o catolicismo tentou preservar um núcleo doutrinário que está longe de ser plenamente compreendido sem o amparo de uma complexa cultura filosófica. E nisso não se distingue de nenhuma outra religião: todas elas tiveram e têm seus sacerdotes e seus intérpretes.








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