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QUEM É O CONSOLADOR?

setembro 1st, 2014 | Posted by Paulo Pinto in Artigos

“Quem é o Consolador?

Escrito por Welton Souza em https://www.facebook.com/groups/521825277962264/permalink/523975531080572/

O termo “consolador”, traduzido do grego “parakletos”, é citado em apenas 5 versos da Bíblia, sempre pelo apóstolo João ((João 14:16; 14:26; 15:26; 16:7 e I João 2:1). O sentido original da palavra grega parákletos está relacionado a alguém que está ao lado a fim de ajudar, defender, consolar. Há várias traduções possíveis para a palavra grega parákletos. Além de “Consolador”, tradução mais comum em português, algumas versões usam “confortador”, Conselheiro, Advogado, e até mesmo Paráclito como traduções possíveis para a palavra grega parákletos.

Nesta seção vamos fazer uma breve análise seqüencial, começando por João 14:16 e passando por todos os versos e contextos onde o parákletos é citado. O objetivo principal deste capítulo é revelar quem é o parákletos.

Das cinco ocorrências bíblicas da palavra parákletos, as quatro primeiras saíram diretamente dos lábios de Jesus e foram relatadas por João, a última saiu da pena do apóstolo João em sua primeira epístola. Vejamos o que Jesus queria dizer quando prometeu um parákletos para os seus discípulos.

9.1 – João 14 – O espírito da Verdade

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro parákletos (consolador), a fim de que esteja para sempre convosco. O espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” – João 14:16 e 17.

Jesus prometeu o Consolador (parákletos). Mas quem é o parákletos? Cristo mesmo responde: O parákletos é o “espírito da verdade” (14:16 e 17). Portanto, o “espírito da verdade” é o Consolador prometido por Cristo. A verdade tem espírito? É evidente que estamos lidando com elementos simbólicos cuja interpretação deve ser dada pela própria Bíblia.

Qual é ou quem é o espírito da verdade? Primeiramente temos que entender qual é a definição de “verdade” dentro do contexto do capítulo 14. O leitor atento perceberá que logo nos primeiros versos de João 14 a “verdade” é definida por Cristo:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” – João 14:6.

Portanto, se a verdade neste contexto é Cristo, então o “espírito da verdade” pode ser interpretado naturalmente como o espírito de Cristo. Ao longo deste estudo teremos outras evidências de que o Consolador, o espírito da verdade, é, de fato, o próprio espírito de Cristo. Concluiremos que é o pneuma de Cristo que nos consola.

Qual é a finalidade da vinda do Consolador? O verso 16 responde: “a fim de que esteja para sempre convosco”. Esta expressão lhe é familiar? Quem prometeu que estaria conosco para sempre? A finalidade do parákletos é a mesma de Cristo: estar para sempre conosco.

“E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos.” – Mateus 28:20.

De fato, Paulo afirma que “nada nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:39)

Ora, o parákletos (Consolador) é o próprio Cristo que está conosco, não mais em carne, mas atuando através do seu espírito!

A próxima evidência de que o parákletos é o próprio espírito de Cristo vem logo em seguida, em João 14:18. Após dizer que o espírito da verdade “estará em vós” (vs. 17), Jesus afirma no verso 18:

“Não vos deixarei órfãos, virei para vós.” – João 14:18

E acrescenta:

“Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.” – João 14:20.

Note a semelhança das expressões nos versos 17 e 20. No verso 17 Jesus afirma que o espírito da verdade “estará em vós”, no verso 20 ele repete o conceito afirmando que ele, o próprio Jesus, estaria em vós. Exatamente a mesma expressão que foi utilizada para o espírito da verdade é agora usada para Cristo. Isto indica claramente que Cristo estava prometendo enviar o seu próprio espírito, não uma terceira pessoa. Como não poderia estar ajudando e consolando seus discípulos pessoalmente, em carne, estaria com eles de outra forma: através de seu pneuma (espírito).

A manifestação do parákletos (espírito de Cristo) é prometida também no verso seguinte:

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado pelo meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” – João 14:21.

Como os verbos estão no futuro, fica claro que Jesus não estava se referindo à manifestação em carne pois esta já era uma realidade no tempo presente para os discípulos – não há que se prometer algo que já é realidade. Quando Cristo afirma “e me manifestarei a ele” (ao que guarda os mandamentos) claramente indica uma manifestação no futuro, não em carne, mas em espírito. A promessa do verso 21 está intimamente relacionada à promessa dos versos 16, 17, 18, 19 e 20. É a mesma promessa! Trata-se da promessa de que Jesus não deixaria seus discípulos desamparados, mas ele viria e se manifestaria a eles de outra forma: espiritualmente.

A conclusão de que o Consolador, o espírito da verdade, é o próprio espírito de Cristo é ratificada quando analisamos os versos 16 a 21 no contexto, considerando que Cristo está falando de um assunto específico e não de vários assuntos ao mesmo tempo. Analisar o verso dentro do contexto é a chave para chegarmos a esta conclusão.

Os versos seguintes apenas confirmam o que descobrimos até aqui. Veja o verso 22:

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” – João 14:20.

Até então tínhamos visto que Cristo viria e se manifestaria (em espírito) aos seus servos obedientes. Agora, porém, lemos que o Pai, juntamente com Cristo, faria morada nestes servos fiéis. Como isso pode acontecer? É simples! Já vimos anteriormente que Jesus Cristo e o seu Pai têm o mesmo espírito (pneuma) por isso eles são um. É exatamente este espírito (pneuma) que virá habitar em nós. Não é errado entendermos que Deus também é nosso Consolador. O apóstolo Paulo afirma que o nosso Deus é “o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação” (II Coríntios 1:3). Também afirma que “Deus, que consola os abatidos, nos consolou…” (II Coríntios 7:6). Portanto, o espírito da verdade, o Consolador, é também o espírito de Deus.

Após uma breve explicação em decorrência de uma pergunta de Judas, no verso 22, Jesus menciona pela segunda vez o parákletos (verso 26). Agora o Mestre chama o Consolador (parákletos) de espírito Santo.

“Mas o Consolador (parákletos), o espírito Santo, …” – João 14:26.

Não há razão para acreditar que o Consolador do verso 26 seja diferente do Consolador do verso 16. É o mesmo parákletos, o mesmo Consolador do verso 16. Mas no verso 26, em vez de chamá-lo de espírito da verdade, Jesus o chama de espírito Santo. Poderíamos, novamente colocar numa fórmula de igualdade para interpretar os símbolos:

Nos versos 16 e 17 lemos que Consolador = espírito da Verdade

No verso 6 temos a definição de verdade: Verdade = Cristo

Então, usando as duas igualdades acima, chegamos à seguinte conclusão:

Consolador = espírito da Verdade = espírito de Cristo

Ou seja, lendo os versos 6, 16 e 17, já podemos concluir quem é o Consolador (parákletos). Trata-se do próprio espírito de Cristo. Isso é confirmado posteriormente, vejamos:

De acordo com o verso 26 aprendemos que Consolador = espírito Santo.

Já estudamos que, de acordo com os escritos de Paulo espírito Santo = espírito de Cristo.

Finalmente, concluímos que:

Consolador = espírito da verdade = espírito de Cristo = espírito Santo

O Consolador (parákletos) é o próprio espírito (pneuma) de Cristo”.

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