PORQUE NÃO DEVEMOS ASSISTIR O JOGO DA COPA NO SÁBADO

“Não há erro nenhum em assistir uma partida de futebol”. Ivan Saraiva.

Em 55 anos de fé, nunca vi um pastor de um programa como era o Está Escrito há alguns anos, vestido de jogador da seleção e em frente a um campo de futebol, permitindo/incentivando torcer pelo futebol durante a semana, menos no sábado!!!!!!!

Toda essa média com as multidões tem a aprovação dos céus?

Seria em 2014 a mesma corporação religiosa do Pastor Henrique Berg (1978, apenas 36 anos antes), que escreveu na Revista Adventista: – “O futebol é algo que atrai e emociona, polariza e apaixona. O jogador domina a bola, faz de conta que vai e não vai, que chuta e não chuta. Engana, dribla, avança, ataca, supera e… E a multidão aplaude, vibra e delira. Aplaude quem? Aquele que melhor soube iludir, enganar, sobrepujar e derrotar. Características de quem são estas? Que posição adotaremos nós, adventistas sinceros que queremos ser, em face de mais um campeonato mundial desse jogo? Alguém nos diz: — “eu não sou apaixonado pelo futebol. Apenas quando o Brasil joga… , sabe, é uma questão de patriotismo”. E a gente fica pensando que sentimento de patriotismo é aquele. Será que o sentimento patriótico terreno deve levar-nos a cultivar o gosto por aquilo que não existe no Céu? O fato de torcermos pelo Brasil não nos levará depois a defender também as cores de uma agremiação local? E não acabará também tornando-nos apaixonados por aquilo que abandonamos por ocasião de nossa conversão?

No livro O Conflito dos Séculos, à página 587 (Na edição atual esta referência se encontra nas págs. 542 e 543 deste livro, que agora conhecemos como O Grande Conflito), lemos de pessoas que, se fossem levadas subitamente para o Céu, sentiriam verdadeira tortura por estar ali. Almejariam fugir daquele lugar. Cultivaram gostos e afeições por coisas que lá não encontram. Não têm prazer de estar no Céu. A psicologia nos diz que tudo o que vemos, ouvimos, saboreamos, etc., transforma-se em desejos, gostos, vontades, inclinações, de maior ou menor intensidade, na proporção do impacto e da repetição com que foram registrados em nosso subconsciente. A soma dos impulsos gerados por esses gostos e vontades, que brotam de nosso íntimo, acaba por determinar o nosso caráter e o nosso destino.

Não podemos pretender o Céu enquanto implantamos em nossa natureza o fintar, iludir, competir, derrotar. Vaiar o que caiu e aplaudir o autor dessas façanhas são princípios de outro soberano. Dentro de algumas semanas mais, quando em todas as ruas e em todas as esquinas os locutores se fizerem ouvir irradiando os lances dramáticos das jogadas, e no ar poluído de fumaça ecoar o pipocar dos foguetes, que efeito educativo permitiremos que esse campeonato exerça sobre nós? Render-nos-emos às suas emoções para finalmente descobrir que nos inabilitamos para o Céu? Ou faremos dele um ponto de prova para testar se já nos educamos o suficiente a ponto de não sentir mais atrações por ele? Sabem, deixar do futebol é tão difícil como deixar de fumar ou de beber. É preciso muita concentração nas coisas de Deus. Muita perseverança, muita oração. É preciso cair de joelhos e suplicar que Deus mude a natureza, os gostos, as vontades. É preciso nascer de novo. Quando isto acontece, o futebol deixa de ser enfeitiçante atração. O coração não tem mais prazer nele. O gol da vitória foi marcado”.

Pastor Henrique Berg – Então presidente da Associação Paranaense quando escreveu este artigo – Revista Adventista, pág. 16. Agora observe a data da dessa Revista onde contém esse artigo.??

Maio de 1978. (grifos acrescentados)

Velhos e bons tempos da minha igreja?

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