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O CRISTÃO E A PAIXÃO PELO FUTEBOL

dezembro 16th, 2012 | Posted by Paulo Pinto in Artigos

CRENTE-E-O-FUTEBOL1“O Brasil vive sempre a expectativa de mais uma copa. Um evento que mobiliza o mundo. O mundo. Se mobiliza o mundo, devemos estar atentos para o que a palavra diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. 1 João 2: 15-17.

Watchman Nee descreve que mundo, no conceito bíblico, não é sua geografia, mas seus sistemas. E esses sistemas apontam e trabalham para o reino do anticristo. Cultura, política, comércio, ciência, artes, educação e etc, estão trabalhando para Satanás, quer os homens saibam disto ou não. Os sistemas do mundo têm um príncipe por trás deles, e este príncipe é Satanás. A maioria dos esportes é saudável, mas não falo do esporte em si, mas de toda uma estrutura complexa que se formou por trás dele. A violência, corrupção e até guerras estão envolvidas na disputa de quem ficará no mais alto lugar. Todos ambicionam a gloria temporária do primeiro lugar. E aí está o fundamento em que ele se torna uma arma na mão do inimigo e afronta ao evangelho. O chavão “importante é competir” é uma grande piada diante dos fatos.

O Senhor me falou muito quando abandonei completamente meu envolvimento com assuntos pertinentes à política. Foi uma libertação. Porém, o Senhor quer avançar mais em nós, quer nossos olhos somente nele. E o assunto esportes foi outra coisa que Deus começou a trabalhar comigo. Tudo que desperta as paixões carnais é afrontoso ao nosso Deus, trabalhando no sentido contrário da obra da cruz, que crucifica a carne e suas paixões.

Na adolescência tive um comportamento nefasto com este assunto, quando defendia meu time e destratava os demais. Queria provar que o meu time era superior aos demais. É a arrogância disfarçada. É o desejo de prevalecer. Abatia-me com as derrotas de meu time e estourava de alegria com suas vitórias, principalmente quando acompanhado de títulos. Ouvia seu hino, embora fosse afrontoso à fé que eu dizia ter, pois ele induz a uma veneração pecaminosa. Pura idolatria. Um comportamento carnal e infantil.

Deus me poliu muito ao longo dos anos, mas nunca havia extirpado isto completamente. Ainda tomava parte em muitas conversas, com irmãos ou não. Ainda me mobilizava de alguma forma. E o pior, ao levar meu filho de 9 anos para três grandes eventos de futebol, acabei colhendo algo terrível. Ele entrou na fase embrionária da etapa que eu passei na adolescência. Aquilo muito me assustou. Certa noite fui dormir preocupado com a semente perversa que permiti Satanás colocar em sua mente. Percebi que lhe apresentei um desvio mortal na caminhada e carreira que Deus lhe propôs e a qual ele decidiu por cumpri-la. Passei a desestimulá-lo neste assunto. Tirei este assunto completamente de meus lábios. Não podia permitir que ele gastasse energia e emoções em coisas que não têm Deus. Não posso abrir caminhos para meu filho cometer os mesmos erros que cometi no passado.

Choquei-me quando ele, por vezes, repetia as cantorias que as torcidas organizadas entoaram nos estádios. Tive que chamá-lo para explicar que nosso louvor pertence somente a Deus. Que tudo aquilo que ele ouviu nos estádios era idolatria e paixão da carne. Algo que Deus aborrecia. Expliquei que o desejo de vencer o outro time era algo que Satanás usava para lançar as pessoas aos desejos da carne, dos pensamentos e às conversas tolas e sem proveito algum. Perguntei a ele se Jesus assistiria aqueles jogos, se entoaria aquelas músicas ou andaria por aí falando sobre isto. Eu confessei a ele meu erro em levá-lo lá. Meu filho, com um coração quebrantado diante de Deus, acatou completamente o que lhe disse e eliminou este hábito pernicioso. Ele respondeu: ‘Pai, Jesus não se envolveria com isto’. Seu interesse pelo assunto reduziu-se a quase nada. Lembrei-me do precioso livro “Em Seus Passos O Que Faria Jesus?”.

Tenhamos cuidado com a aparência do mal. Sob rótulo de esporte, de brincadeira, de entretenimento ou de outras coisas, os cristãos se envolvem em algo que Deus rejeita. É comum acontecer quebra-quebra promovida pela torcida insatisfeita com a derrota de seu time. Muitas mortes e pessoas feridas em vários eventos futebolísticos. Até mesmo assassinatos em famílias por causa da paixão do futebol. Houve até caso de um marido que matou a mulher quando esta comemorava a vitória do time rival. Embriaguez e carnalidades são meios de extravasar a explosão de quem ganhou e de quem perdeu.

O comportamento moral dos “ídolos” é algo ainda mais chocante. Cada vez mais comum o envolvimento de muitos em todo tipo de baixaria.Como podemos dizer que estamos seguindo a Cristo e defendendo a posição desses “atletas”? E o pior… muitos permitindo que seus filhos acabem tendo esses nefastos exemplos em suas mentes.

Há algo terrível nisto tudo. Não podemos nos refugiar na posição de que “não faço isto”. O cristão deve se posicionar firmemente diante de todas as coisas. Watchman Nee escreveu que “quando nos deparamos com dois caminhos, a questão não é saber se aquilo é nocivo ou não, mas se é de Deus ou do mundo, pois só há este conflito no universo”.

Quem recebe as cantorias nos estádios? Quem recebe a veneração dos torcedores? O que move esses movimentos de massa? Quem infla a paixão carnal dos torcedores para desejarem a qualquer custo a vitória? Acho fácil responder estas perguntas. Como pode alguém que se diz templo do Espírito Santo estar de alguma forma envolvido nisto? Ah! Mas eu não faço isto ou aquilo!! … Sim!! Concordo!! Há quem faça o trabalho sujo por nós, não é mesmo? E nós gostamos de ver a paixão desenfreada das pessoas que mantêm os clubes em pé. É como se não tivéssemos nada a ver com aquilo. E temos. Uma tácita aprovação. Os times não sobrevivem sem a paixão carnal dos torcedores. E, infelizmente, os cristãos estão entre eles. Sejamos sinceros com Deus.

E no ano de copa isto floresce de forma radical. O Brasil deve ganhar para provar que é o melhor. Isto faz inflar o ego da população. E os cristãos também. Só que nos dizemos cidadãos da pátria celestial. Como brasileiros cumprimos nossas obrigações legais, mas nosso coração não deve estar aqui. O Brasil e o mundo vão passar. As glórias que ainda sobrevivem serão reduzidas a nada. Os tesouros guardados nos céus é que permanecerão. Nosso coração não pode estar mobilizado nos produtos idealizados pelos sistemas do mundo. Eles não provêm de Deus.

A cruz remove do homem, que a experimentou verdadeiramente, sua vida do ego. O desejo de prevalecer. De ser o primeiro. De ganhar. De receber os louvores e as honras. Fomos chamados a não amar os primeiros lugares, a não desejar os elogios e bajulações, a não querer ser servidos, a considerar os outros superiores a nós mesmos, a não desejar as coroas passageiras deste mundo e a não amar os tesouros da terra. E mais, a Bíblia diz que há coisas típicas de menino, que devem ser abandonadas quando deixamos de ser meninos. Não podemos crescer com o Senhor mantendo vivas coisas que estão em desacordo com Deus e que fazem parte da imaturidade típica de quem não conhece profundamente ao Senhor.

Paul Billheimer escreveu que “Não há um caminho para Jesus e outro para nós. Precisamos entender que há grandes áreas de nossa vida e disposições que devem ser continuamente submetidas à cruz e à morte”. A. W. Tozer disse que “Sempre foi difícil compreender os cristãos que insistem viver num mundo condenado como se não existisse isto. Dizem que servem ao Senhor, mas dividem os seus dias de molde a deixar tempo para jogos e lazer, e para gozar os prazeres do mundo. Estão tranqüilos enquanto o mundo arde em chamas; e podem dar muitas razões convincentes de sua conduta, chegando mesmo a citar a Escritura, se você pressionar um pouco. Pergunto se esses cristãos crêem de fato na situação decaída do homem”. Ele afirmou que este mundo é campo de batalha e não lugar de entretenimento.

Segundo Tozer, “por séculos, a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era – um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso, ela própria sofreu rotundos abusos e críticas dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, já que não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos seus poderes”.

Meu desejo é que você, caso seja um torcedor de algum time, possa ter a revelação de que esta atitude é contrária à santificação. Que você possa ser liberto desta paixão carnal e nunca introduzir seus filhos neste mundo tenebroso. Que seus lábios sejam usados exclusivamente para glorificar ao Senhor Jesus e não para alimentar uma estrutura humana feita para exaltar os egos e produzir riquezas para mercenários do esporte, forçando os homens a comportamentos infantis, ao serem inflados pelo desejo de ver seu time prevalecer sobre os demais, como se isto tivesse algum valor”.

Nossos lábios devem ser abertos para falar o que edifica (Ef. 4:29).
Aprovando o que é agradável ao Senhor (Ef. 5:10).
Aprovar somente as coisas excelentes (Fp. 1:10). Não há coisas neutras. Só as excelentes e as abomináveis.
FONE: Site Rei Eterno (http://www.reieterno.com.br)

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