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O CORDEIRO E O DRAGÃO

abril 25th, 2015 | Posted by Paulo Pinto in Artigos

HEBREUS 2:9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.

Há algum tempo, creio eu, que por inspiração Divina, consideramos o plano da redenção e a preexistência de Jesus, ambos, idealizados por Deus com a finalidade de solucionar o conflito estabelecido pela rebelião de satanás e a consequente adesão da humanidade ao mal, aquelas nossas considerações levavam o seguinte título: JESUS CRISTO GERADO PARA SALVAR. Hoje pretendemos dar continuidade ao tema, mas focalizando o aspecto do grande conflito cósmico entre o bem e o mal.

É interessante perceber que no simbolismo do Apocalipse, Jesus é retratado pela figura de um puro, inocente e impotente (em termos de batalha, conflito, luta, guerra etc.) Cordeiro, enquanto que para Satanás o apocalipse utiliza a figura de um feroz e poderoso Dragão, demostrando assim, em termos de poderes, uma flagrante superioridade do inimigo sobre o Filho de Deus .

Sob o ponto de vista do unitarista, isto é, o ensino que advoga a existência de um único e Todo Poderoso Deus, o Pai, não encontramos dificuldade em aceitar que o Filho de Deus, Jesus Cristo, nunca possuiu em si próprio poderes extraordinários para criar, ressuscitar mortos, curar cegos etc., mas todas as obras que realizou, a criação do universo, e de todos os seres, inclusive do próprio ser humano, foram realizados pelo Poder de Deus. “JOÃO 5:30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma.” ATOS 2:22 Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;”

Pondere, o prezado irmão, que satanás mesmo ao ser expulso do céu, não lhes foram tirados os poderes que possuía como anjo, isto a bíblia nos deixa claro em alguns episódios, como por exemplo na tentação de Jesus (MATEUS 4: 5 e 8), na disputa pelo corpo de Moises (JUDAS 9) etc., por outro lado, o que Jesus realizou foi através de orações e suplicas ou da capacidade concedida por Deus, o seu Pai.

Não somente pelo texto em epigrafe, (HEBREUS 2:9) mas pelo contexto geral das Escrituras entendemos que aquele que fosse enfrentar a satanás teria que ser, em poderes, igual ou inferior a ele, alguém passível de morte, assim como todos os seres, abaixo de Deus são.

Cremos que, a princípio, o ideal de Deus seria que um simples ser ciado a sua imagem e semelhança fosse aquele que venceria a Satanás com todos os seus poderes de anjo. Infelizmente o primeiro Adão falhou e foi necessário um segundo Adão. (Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. 1 Coríntios 15:45)

Deus, de gênesis ao apocalipse, nunca usou alguém cheio de si para vencer Satanás. Todo o conhecimento humano, poder militar ou financeiro, glamour, fama ou influência política foram desprezadas por Deus no enfrentamento aos enganos e/ou propagação do ministério do mal na terra.

Quando Deus chamou Gideão para enfrentar os midianitas (o bem contra o mal, portanto parte do conflito cósmico, em proporção menor), substituiu: 32.000 homens por apenas 300, contra centenas de milhares. Substituiu as armas dos 300 por trombetas. Nem ao menos uma faca foi levada pelos hebreus.

Os outros grandes homens do antigo testamento: O adolescente Davi, a criança Salomão, o escravo Daniel, o serviçal José, o sem teto Jacó, o ignorante e sem jeito Elias, o estranho João Batista… Todos esses gigantes em Cristo, foram “pequenos demais” para se deixar encantar com as riquezas enganosas oferecidas por Satanás. (Mat. 4:9) Esses homens refletiram o caráter de Deus, conforme ensinou Jesus Cristo, para ser grande tem de ser pequeno, para ser o maior, tem que ser o menor, escravo, servo do outro menor que você (Mat. 20:27 e Mar. 10:44). Isso reflete o Caráter de Deus.

A grande sacada de Satanás foi criar o dogma da santíssima trindade, onde o conflito apresenta-se de forma muito desigual e injusta, onde o inimigo de Deus passa de agressor a vitima, pois que “chance” terá, um simples ser criado, em luta contra três deuses co-eternos e co-iguais? Ou essa trinca de “deuses” é muito fraca, ou pretendem esnobar os seus poderes sobre um ser que eles mesmos criaram.

Fraternalmente,

Heráclito Fernandes da Mota

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