JESUS A ARCA DA SALVAÇÃO NA CRISE FINAL

Um Maravilhoso Criador

“No princípio criou Deus o céu e a terra”. Gênesis 1:1.

Somos fruto do amor e da sabedoria infinita de Deus.

Apenas para exemplificar que somos um milagre das mãos de Deus, nosso cérebro que representa apenas 2 % da massa do corpo, recebe aproximadamente 25 % de todo o sangue que é bombeado pelo coração, e 20 % do oxigênio que inalamos.

O cérebro possui 160 mil quilômetros de veias sanguíneas, o suficiente para dar a volta na Terra quatro vezes. Além disso, ele tem 100 bilhões de neurônios. (Salmos 139:14)

De fato, fomos feitos conforme a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1: 26 e 27).

 

A tentativa de Prejudicar os planos de Deus

Entretanto, um dia entrou “o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Romanos 5:12.

Mas o amor de Deus é muito grande, pelo que, logo ao dar a sentença condenatória ao casal caído, nossos primeiros pais, Adão e Eva, Deus, de imediato, proveu um meio de escape, a saber: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Gênesis 3: 15.

“A promessa de Deus de que a cabeça da serpente seria esmagada apontava para a vinda do Messias e a vitória garantida. Esta certeza entrou pelos ouvidos das primeiras criaturas de Deus como uma bendita esperança de redenção”. Comentário Bíblico Moody.

A natureza humana caída é carente de um meio de salvação.

O profeta Isaías no capítulo 53 mostra a triste situação em que a raça humana caiu: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca”. Isaías 53:6 e 7.

Na providência de Deus no passado e no presente, antes prefigurado por símbolos, em Cristo, nossa vida, o tipo encontrou o antítipo.

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isaías 53:4 e 5.

Nós, seres humanos, em muitos e muitos momentos temos sido desumanos, distantes do alvo que Deus planejou para nós.

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Gálatas 5: 19-21.

A redenção contada em festas

Assim, nos primórdios da história da humanidade, ainda no Jardim do Éden, conforme lido no Gênesis, capítulo 3, verso 15, Deus, em sua infinita sabedoria e profundo amor estabeleceu uma iniciação ao sistema sacrifical, didático, compreensível, através dos sacrifícios de animais inocentes, sem mácula, símbolos do amado Filho de Deus, Jesus Cristo, o qual, um dia viria e daria sua vida pela nossa eterna salvação e libertação do pecado e da morte eterna.

Nos dias do Antigo Testamento, desde o monte Sinai, Deus deu a seu servo Moisés não só as tábuas de pedra dos dez mandamentos, a Lei Moral, código eterno, uma transcrição do caráter puro e santo de Deus, como também as Leis cerimoniais, todas com um significado simbólico profundo.

Na passagem do povo de Deus pelo meio do rio Jordão, foi o próprio Deus quem autorizou a retirada de doze pedras do fundo do rio, com as quais Josué fez um memorial (Jos. 4), etc.

A história da redenção da raça humana é contada pelas sete festas de Israel. Nas Escrituras Sagradas, o livro de Levítico, capítulo 23, conforme descrito por Yuri Ravem, “esboça de maneira sucinta e cronológica as sete festas solenes instituídas por Deus. Cada festa com seu significado soma a outra para contar de forma universal e profética o plano de Deus para salvar o ser humano.

Assim, além de um significado contextual para o povo que as celebrava no Antigo Testamento, elas passam a assumir um significado mais abrangente na história, tipificando alguns aspectos da obra salvífica de Jesus.

As primeiras quatro festas estão relacionadas com a primeira vinda de Cristo, e as três últimas com a segunda vinda do nosso Senhor.

São elas: Páscoa – Pães Asmos – Primícias – Pentecostes – Trombetas – Dia da Expiação – Tabernáculos”.

1 – Páscoa (Lev. 23:4 e 5): Festa instituída quando o povo de Israel foi libertado da escravidão do Egito (Ex. 12). Cumpriu-se de forma precisa numa sexta-feira ao pôr-do-sol quando Cristo foi morto como um cordeiro (I Cor. 5:7; I Ped. 1:18 e 19).

2 – Pães Asmos (Lev. 23:6 a 8): No dia seguinte à Páscoa (15 de Abib) começava um período de sete dias onde o povo deveria comer pão sem fermento e oferecer oferta queimada ao Senhor. Essa festa se cumpriu a partir do dia seguinte à morte de Cristo, quando em Lucas 23: 54 a 56 diz que as mulheres na sexta-feira de Páscoa embalsamaram o corpo de Jesus e então no Sábado (dia seguinte) descansaram.

3- Primícias (Lev. 23:9 a 14): Acontecia no dia imediato à festa dos pães asmos (16 de Abib) e festejava o início da colheita. …Jesus morreu literalmente no dia 14 do primeiro mês (Páscoa) e ressuscitou no dia 16, “como primícias dos que dormem” (I Cor. 15: 20). Assim como o povo dedicava ao Senhor os primeiros frutos da colheita, Jesus dedica ao Pai os primeiros frutos da salvação, quando na Sua morte muitos ressuscitaram (Mat. 27:51 a 53) e depois foram levados ao Céu com Ele.

4- Pentecostes ou Festa das Semanas (Lev. 23: 15 a 22): Parece haver uma ligação desta festa com as anteriores, como sendo uma continuação (v. 15 e 16). Essa festa comemorava o fim da colheita, uma espécie de segunda festa das primícias. O Pentecostes cumpriu-se cronologicamente em tempo exato (Atos 2:1) e com a descida do Espírito Santo, os seguidores de Deus entregaram “quase três mil pessoas” (Atos 2: 41) como frutos da grande colheita desde a morte e ressurreição de Jesus.

5 – Trombetas (Lev. 23:24 e 25): No primeiro dia do sétimo mês era tocada a trombeta para anunciar o primeiro dia do ano civil, ou ano novo. A trombeta também alertava ao povo da proximidade do Dia da Expiação, que era dia de juízo onde se exigia preparação e solenidade. A Festa das Trombetas era um dia de descanso e consagração, representado pelas ofertas queimadas oferecidas a Deus neste dia.

Seu cumprimento profético se deu, no anúncio da proximidade do grande Dia da Expiação, claramente estampado na Primeira Mensagem Angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Apoc. 14:7).

6- Dia da Expiação (Lev. 23: 26 a 32): Acontecia no décimo dia do sétimo mês. O Santuário era purificado das transgressões daqueles que um dia sacrificaram um cordeiro e tiveram seus pecados transferidos simbolicamente através do sangue do animal que era aspergido no tabernáculo. (Quem não afligisse sua alma nesse dia, devia ser extirpado do meio do povo, v. 29. Terá seu cumprimento um pouco antes da 2ª. vinda de Cristo)

7- Tabernáculos (Lev. 23: 33 a 44): No décimo quinto dia acontecia a última festa do ano religioso, a Festa dos Tabernáculos. Os israelitas, em memória ao tempo em que eram errantes no deserto e viviam em tendas, deviam voltar a morar em barracas durante sete dias. Ao contrário da contrição da festa anterior, havia muito júbilo e alegria nesta ocasião. O juízo havia passado e o perdão dos pecados estava garantido.

Era uma festa de colheita também, e havia um espírito de gratidão por tudo que o Senhor havia feito durante o ano. Seu cumprimento está no futuro, depois do término do Dia da Expiação, na ocasião da volta de Cristo.

As sete festas de Israel contam de forma universal e cronológica, a história da salvação desde a morte de Cristo na cruz, como cordeiro pascoal, até Sua segunda vinda de forma gloriosa.

Jesus o real sentido das festas judaicas e das Cerimônias cristãs

Apesar de não celebrarmos hoje essas comemorações como Israel no Antigo Testamento fazia, podemos estudá-las e aprender muitas lições de vida cristã”. Yuri Ravem.

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Gálatas 4:4.

Então se cumpriu em Jesus, o Filho de Deus, a profecia que Deus dera a Isaías, cerca de sete séculos antes de Cristo: “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isaías 53: 3-5.

Nos Evangelhos vemos Cristo deixando dois ritos simbólicos para a sua Igreja. Um deles é o Batismo e o outro é a Ceia do Senhor (Mt. 26:17-30; Mc 14:12-26 e 16:15; Lc. 22:7-23).

A Ceia do Senhor tem sido alvo de muita controvérsia ao longo dos séculos.

O autor do livro Cristianismo Pagão admite que a Ceia do Senhor era “preciosa e viva”, mas “tragicamente, esta se moveu de um quadro dramático e concreto do corpo e do sangue de Cristo para um exercício intelectual abstrato e metafísico.” (Viola, 2005, pág. 112)

É verdade que costumes pagãos pouco a pouco foram contaminando os ritos.

A Ceia do Senhor foi deturpada pela Igreja Católica, ICAR, quando introduziu o dogma da transubstanciação e o novo sacrifício de Cristo na eucaristia; o uso de velas em igrejas protestantes; o estabelecimento pelas igrejas caídas de que só os clérigos podem oficiá-la, etc, instaurando o paganismo, sistema corrupto que o povo de Deus não pode tolerar ou aprovar.

Entretanto, não é por causa dessas distorções à verdade bíblica que devemos rejeitar o rito e as lições preciosas nele contidas.

No Novo Testamento existem muitos símbolos significativos de verdades eternas. O livro do Apocalipse é cheio de símbolos.

A páscoa no VT era um memorial do velho pacto, provisório, temporário. A Ceia do Senhor é um memorial do Novo Pacto, Novo Concerto, permanente, perfeito.

“A Ceia (do Senhor) é uma instituição de Jesus para ser observada com critérios e com convicção de um corpo coeso, de uma igreja coesa, congregada”. Atualidades, temas atuais à luz da Bíblia, 98, Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira, páginas 84 e 85.

O apóstolo Paulo, em I Coríntios 11, repreende aos crentes que desfiguraram a cerimônia da ceia do Senhor e, logo em seguida, mostra o que recebeu do Senhor e entregou aos irmãos da sua comunidade de crentes em Cristo:

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão; e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim.

Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha (v. 26).

  1. De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Quando ele conclui o texto de I Cor. 11, escreve: v.34. “se algum tiver fome, coma em casa, a fim de que não vos reunais para condenação vossa. e as demais coisas eu as ordenarei quando for. I Cor. 11: 23-34.

Com isso, o apóstolo mostra que o local de culto naquele momento da ceia do senhor não era lugar de encher barriga ou matar a fome. Isso se faz em casa.

Quanto ao partilhar o pão com os necessitados, isso o crente fiel deve fazer todos os dias, pois assim Cristo ensinou.

Mas, a Ceia do Senhor, é um momento único na prática do crente enquanto vivendo em comunidade, ato público, assim como o batismo e o lava-pés, em que o crente é chamado a relembrar solenemente o sacrifício de Cristo na cruz e sua volta à terra para buscar os que ele veio salvar, e, nesse momento, fazer um exame íntimo (até bem antes, acertando as contas com quem necessitasse acertar, pedir perdão de verdade, perdoar, se humilhar diante de Deus, preparando-se para a eternidade).

 

Reverência e seriedade nas cerimônias cristãs

Não há outro momento solene na prática cristã em comunidade, para se fazer esse exame íntimo, renovação do compromisso com Cristo, aceitação do novo pacto, a nova aliança, sem a qual estaríamos todos perdidos.

Satanás deseja com todas as forças que esqueçamos a Nova Aliança que Deus fez com seu povo mediante seu divino Filho, pois, Aliança selada com o sangue precioso de Cristo, sem o que, estaríamos perdidos.

Quanto à cerimônia do lava-pés, cerimônia da humildade exemplificada por Cristo perante seus discípulos, registrada no evangelho de João, capítulo 13, essa também tem sido questionada por alguns.

Entretanto, tal foi a importância da mesma para a vida espiritual dos seus discípulos, que, quando Pedro fez resistência ao ato de Cristo lavar os seus pés, considerando-se indigno, Cristo proferiu palavras cheias de significado, as quais nos deveriam fazer refletir sobre a importância de participarmos da mesma:

Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. João 13:8.

Nos dias do profeta Ezequiel, “E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela”. Ez. 9:4. Esses é que serão selados nos dias finais.

“O Senhor ordenou ao homem com o estojo de escrevedor que marcasse com um sinal a testa daqueles que choravam os pecados da cidade, enquanto os demais deviam ser mortos indiscriminadamente pelos seis executores. Aqui a palavra sinal é taw (no inglês, “t”), a última letra do alfabeto grego, escrita na antiga forma de uma cruz. Compare o “sinal” dado para proteger a Caim (Gn. 4:15); o sangue na verga e nas ombreiras da porta na noite da primeira Páscoa (Êx. 12:23); e o selo dos santos de Deus (Ap. 7:3-8; 9:4; 14:1; 22:4). Orígenes e Jerônimo encontraram significado místico no sinal”.  Comentário bíblico Moody. Moody Bible Institute of Chicago.

O Dia da Expiação e a Ceia do Senhor: vitais em nossa caminhada em demanda à Canaã primeiro terrestre e depois celeste.

E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. Apocalipse 12:17.

Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:12.

O judaísmo caiu (Gál. 1:13) e o sistema religioso como um todo (adoração a uma trindade, exploração do dinheiro das pessoas, ecumenismo, santificação do domingo, imagens de escultura em instituições cristãs aparentemente não romanas, adoração à besta,…Apo. 18: 4)  também. Cristo é nossa única salvaguarda. O aceitemos como nosso único e suficiente Salvador e a Ele sirvamos em espírito e em verdade, mesmo que com dois ou três que obedeçam a Lei de Deus e tenham a fé de Jesus (João 14:6; Mat. 18: 20; I Tim. 2: 5).

FOTO PPPaulo Augusto da Costa Pinto

pacostapinto@hotmail.com. http://www.aodeusunico.com.br

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