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AS TRÊS MULHERES MAIS FAMOSAS DA MINHA GERAÇÃO

outubro 15th, 2013 | Posted by Paulo Pinto in Artigos

Eva Perón

Meu marido tinha uma fascinação por Eva Perón e vivia me comparando com ela. Mas, quem foi a verdadeira Eva Perón?

Sabemos, pela sua história de vida, que ela nasceu em 21/11/1919, na cidadezinha de Los Toldos, encravada nos pampas argentinos,   e foi registrada com o nome de Maria Eva. Filha de um administrador de rancho e de sua amante, Eva viveu sob uma nuvem de ilegitimidade, durante toda a sua infância, culminando com o traumático evento do funeral paterno, quando ela e sua mãe foram enxotadas de casa pela esposa do falecido. Em sua biografia – “La Razón De Mi Vida”, Eva escreve, “De cada período da minha vida, retenho a memória de alguma injustiça me atormentando e me consumindo interiormente”.

Nasci  10 anos depois de Eva, em dezembro de 1929,  numa família católica tradicional. Meu pai era um pequeno agricultor e me dava todo o amor e luxo que  lhe era possível, trazendo-me livros de histórias infantis, desde os meus 8 anos de idade, sempre que voltava da feira  no Crato, onde ia, toda semana, vender os produtos  do seu sítio.

Conforme acontecia com Eva, as pessoas costumavam dizer que eu era uma jovem cheia de vida e inteligência, apaixonada por livros, almejando sair do ambiente rural para estudar na cidade. Aos 10 anos, meu pai nos levou para morar na cidade, em frente à Catedral do Crato, onde eu costumava ir à missa, diariamente, e vivia jejuando, por imaginar que isso iria agradar a Deus. A vantagem desses jejuns não foi “crescer na graça e no conhecimento de Cristo”, mas me tornar uma jovem esbelta, com 1,64 de altura, pesando entre 48 e 52 Kg,  o que ainda hoje continuo pesando.

Quando completei 17 anos, saí de casa para estudar na capital do estado e nunca mais voltei. Jamais desejei ser atriz, conforme era o sonho de Evita, mas desejava me formar em Medicina, pois gostava muito de Física, Química e Biologia, as matérias exigidas no Vestibular da Faculdade. Foi quando apareceu a oportunidade de trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, o que me fez desistir da faculdade.

Em setembro de 1954, resolvi vir morar no RJ, após ter residido durante 3 anos no Recife, onde trabalhei como secretária do Superintendente da Singer e do vice-cônsul da Dinamarca. 

Em setembro de 1956, não me casei com um candidato a presidente da República, como Eva, mas com um  Químico alemão, que foi um marido excelente e me cumulou de amor e presentes, durante os 26 anos de nossa vida conjugal, quando ele faleceu repentinamente.

Eva faleceu de câncer aos 33 aos de idade, em 26/07/1952, enquanto  eu, chegando aos 84 anos, continuo viva e ativa, trabalhando  na obra do Senhor, o que me dá uma tremenda vantagem sobre  essa famosa mulher…

Que a história de Evita possa levar aos que me leem a certeza de que as glórias deste mundo são efêmeras e não trazem felicidade. A vida longe dos parâmetros divinos não suporta o desgaste do mundo e logo se desvanece com a fumaça das fogueiras, numa noite de São João. Conforme nos ensinou o Senhor Jesus, “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26).

Jaqueline Kennedy

Jacqueline Lee Bouvier nasceu em 28/07/1929, menos de quinze meses antes de mim, em Southampton, estado de Nova York. Seu pai, John Bouvier, era um homem rico, descendente de uma abastada família, e Sua mãe, Janete, tinha ascendência católica irlandesa. Jaqueline foi primorosamente educada  para ser uma dama da sociedade. 

Casou-se com John F. Kennedy em 1953. Quando se tornou a primeira dama dos Estados Unidos, em 1961, ela se empenhou em restaurar a Casa Branca, ao seu antigo esplendor, o que em parte foi conseguido. Após o assassinato de Kennedy,  em 1963, ela se mudou para a cidade de Nova York. Em 1968, casou-se com o arquimilionário grego, Aristóteles Onassis, tendo morrido de câncer em  1994.

Pelo visto, as grandes mulheres da minha geração tinham uma tremenda propensão a morrer de câncer, talvez por causa do estresse em que viviam. Alguns oncologistas dizem que uma vida agitada, cheia de estresse, pode ser uma das causas desta nefanda moléstia, principalmente quando há um histórico familiar.

Grace Kelly

Grace Patrícia Kelly, nascida na Pennsylvania em 12/11/1929, 27 dias antes do meu nascimento, faleceu em 14/09/1982, tendo antes se tornado Princesa de Mônaco, após o seu casamento com Príncipe Rainier. Seus pais foram John e Margaret Kelly. John B. Kelly era um homem rico, tendo educado  primorosamente sua filha Grace. Ainda jovem, Grace decidiu tornar-se atriz, tendo começado no teatro. Estudou na Academia Americana de Arte Dramática, em Nova York, tendo trabalhado como atriz e modelo, na mesma cidade. Apareceu em capas de revistas, como  a “Cosmopolitan”  e a  “Redbook”.

Grace atuou no filme  “14 Hours”, num papel secundário, mas depois estrelou o filme “High Noon”, como a noiva de um Quaker. Em seguida, ela apareceu no filme  “Mogambo”, tendo sido indicada para o  Oscar e o  Globo de Ouro, como atriz coadjuvante. Seu trabalho em “High Noon” e o teste feito para o filme “Taxi” atraíram o interesse do diretor cinematográfico,  Alfred Hitchcock, o qual, com a ajuda de Edith Head, transformou Grace numa loura elegante a linda.

Ela deu a Hitchcock maravilhosas  performances em “Dial M for Murder”, “Rear Window”, and “To Catch a Thief”.  Hitchcock lhe deu destaque no filme The Country Girl, o qual lhe rendeu o Globo de Ouro e o Oscar, como melhor atriz, no papel principal, em 1954.   O sucesso da canção do filme “High Society”, trouxe para Grace o recorde  de ouro. Em 1956, Grace foi indicada como atriz feminina favorita para o Golden Globe’s World Film. Naquele mesmo ano, ela se casou com o  Príncipe Rainier Grimaldi III de Mônaco, tendo se tornado Sua Serena Alteza Princesa de Mônaco. Como princesa, ela desistiu da carreira de atriz, na qual havia atuado em onze filmes. Grace teve três filhos: a Princesa Caroline, o Príncipe Alberto e a Princesa Stéphanie. Grace faleceu no dia 14 de Setembro de 1982, quando o seu carro caiu num despenhadeiro, perto de Mônaco.

Mary Schultze, 15/10/2013.

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