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Lama avança pelo rio, e moradores deixam casas. Alerta aos ribeirinhos do São Francisco

Clique aqui e ouça o áudio  MEDITE, PARTILHE. Fonte da imagem: https://www.brasildefato.com.br/2019/01/30/vazamento-em-brumadinho-deve-atingir-a-bacia-do-rio-sao-francisco-em-duas-semanas/  e (Segundo o presidente do CBHSF, é inevitável que o Rio São Francisco seja atingido)

“Mesmo a 300 km da barragem que se rompeu, população teme efeitos de rejeitos”. Folha de SP, edição eletrônica de 11.2.2019, às 2h.

“Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna”. Isaías 24:5

Na comunidade de Ribeiro Manso (MG), às margens do rio Paraopeba a 300 km da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho, o medo chegou antes da lama.

‘Ali, “as águas translúcidas não dão sinal da destruição que avança progressivamente pelo rio, atingido por rejeitos de mineração. Entretanto, alguns moradores receosos, já deixaram suas casas, e imóveis se desvalorizaram em até 50%.

A Folha de SP descreve a expedição liderada pelo geógrafo Miguel Felippe, da Universidade Federal de Juiz de Fora. O grupo de pesquisadores também busca avaliar os diversos danos físicos produzidos no Rio, um dos principais afluentes do São Francisco, pelo lodo tóxico que vazou do reservatório da Vale.

Durante três dias e 400 quilômetros, a Folha acompanhou a missão ‘científica, que percorreu, pela estrada, o trecho do Paraopeba entre a hidrelétrica de Retiro Baixo, em Felixlândia, e Brumadinho.

Um caminho de destruição da fauna, da flora e muito mais. Se depararam com as águas lodosas e sanguíneas do rio Paraopeba, na altura de Pará de Minas (MG), a 110 km da barragem destruída, houve um silêncio geral. “A aparência está igual à que vimos no rio Doce”, lamentou Felippe.

O pesquisador colheu duas amostras de 500 ml de um líquido turvo, que, segundo moradores do local, havia mudado de cor na manhã daquela terça (5), 11 dias depois da tragédia.

A lama de minério que se alastra pelo Paraopeba é composta de três camadas: uma densa, que se deposita no fundo dos rios, outra mais fina, que fica suspensa na superfície, e a química, invisível e que se mistura à água.

A equipe de pesquisa ainda vai avaliar a presença de metais pesados na água coletada. Dados fornecidos pelo governo, no entanto, já mostraram presença de alumínio, ferro, mercúrio e chumbo em níveis até dez vezes maiores que o recomendável.

Nossa região, através do Ministério Público, das Secretarias de Saúde, Prefeituras, OAB, Universidades, Sociedade civil organizada, Clubes de Serviço, CHESF,…todos devemos cobrar do SAAE, da COMPESA, adoção de medidas de filtragem da água levada à população, além de análises de metais pesados na água a cada mês, e, se a lama tóxica chegar, como se prevê, diariamente, dando-se conhecimento à população dos resultados das análises.

Deus tenha misericórdia de nós, pois, o acidente de Brumadinho, apenas começou, infelizmente.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/lama-avanca-por-rio-e-moradores-deixam-casas.shtml