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Daniel 8:14 Trata mesmo de 2.300 Dias Proféticos ou 2.300 Anos?

Clique a seguir e baixe o arquivo pdf do artigo–> DANIEL 8 ESTARIA FALANDO DE 2300 ANOS

Amado irmão,

Paz e Graça em nome de Deus e do Seu divino e único Filho, nosso Salvador

Gostaria de ler e comentar com o amado irmão um pouco do capítulo 8 do livro do profeta Daniel.

Vamos utilizar a versão Almeida Corrigida Fiel (on-line), estando os comentários em letra azul:


9
 “E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.

10 E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou.

11 E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.

12 E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou.

13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?

14 E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”.

 

Gostaria que o amado irmão refletisse e respondesse sobre o seguinte:

E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Êxodo 25:8

1) A quem se refere “no meio deles”? (   ) O povo de Deus, Israel ou (   ) o povo do mundo, os ímpios, os impenitentes e que não buscam seguir a Deus e buscar seu perdão ao pecarem?

 

2) No cerimonial diário estabelecido por Deus para o perdão dos pecados do seu povo, quem procurava a tenda da congregação ao cometer pecado? (   ) os filhos de Israel  ou (   ) os povos pagãos em redor?

 

3) De que povo os seus pecados eram transferidos diariamente? (   ) do povo de Israel arrependido pelos seus pecados ou do (   ) povo pagão que nem queria saber da existência do Deus todo Poderoso?

“Sabe-se que conforme a Torá, duas vezes por dia, de manhã e à tarde, um cordeiro sem defeito era para ser sacrificado no santuário, e oferecido a Deus, chamado por Deus como o ‘Meu Sacrifício’ (Números 28:1-8; Êxodo 29: 38-42).

Conforme fontes judaicas antigas, o sacrifício do Tamid ocorria às 9 horas da manhã, enquanto o sacrifício da tarde ocorria às 3 da tarde”.

Conforme o texto de Daniel 8:9-14, foi um poder ímpio,  “um chifre muito pequeno”, quem “se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou.

11 E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.

12 E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou.

13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?

14 E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”.

 

Até, significa que quando passassem os 2300 sacrifícios sem ser realizados – face à invasão da “ponta muito pequena” – o Santuário SERIA PURIFICADO das imundícies e profanações impostas pelo poder maligno – NÃO QUE COMEÇARIA A SER PURIFICADO POR SÉCULOS E SÉCULOS, como se ensina.

Está claro que o que profanou, desonrou, imundiçou, o santuário de Deus nessa visão que Ele deu ao profeta Daniel não foram os pecados do povo de Deus, o povo de Israel, mas os pecados de um poder ímpio, pagão, estranho ao povo de Israel, em dias muito distantes de Daniel (o qual viveu cerca de cinco a seis séculos antes de Cristo), a saber, entre os anos 168 e 165 A. C.

“A história nos confirma que o santuário terrestre foi agredido e profanado por Antíoco Epifânio IV, no final do Império Grego, de 168 a 165 AC e purificado por Judas Macabeus. Vários historiadores registraram em detalhes a invasão e profanação ao santuário judaico por Antíoco Epifânio IV. Destacamos aqui dois dos mais confiáveis, não só por parte dos judeus, mas também pela comunidade teológica internacional: Flávio Josefo e Judas Macabeus. Embora os livros escritos por Judas Macabeus (I Macabeus e II Macabeus) sejam apócrifos, isto é, não aceitos como inspirados, os historiadores, no entanto, os têm usado como documentos de grande valia para resgatar a verdadeira história do povo judeu. Como os escritos de Judas Macabeus não são aceitos por muitos cristãos, optamos em priorizar textos escritos pelo historiador Flávio Josefo, do seu livro “História dos Hebreus”. Tudo o que Flávio Josefo escreveu sobre o massacre liderado por Antíoco Epiânio IV, é confirmado por Judas Macabeus em seus dois livros I Macabeus e II Macabeus”.

 

Flávio Josefo relata o seguinte sobre a ponta pequena e da profanação do templo judaico pelas mãos de Antíoco Epifânio IV:

 

“…como o profeta Daniel tinha predito,… dizendo clara e distintamente que o templo seria profanado pelos macedônios.” História dos Hebreus, Ed. CPAD, p. 291.

 

Como Flávio Josefo viveu na época dos apóstolos, é obvio que ele sabia bem melhor do que nós o que estava afirmando. Talvez ele tivesse em mãos evidências que hoje não existam mais com relação a Antíoco Epifânio IV, pois ele faz uma afirmação muito convicta. Um recente escritor de nome C. Mervyn Maxwell, autor do livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel”, p. 293, impresso pela Casa Publicadora Brasileira, escreveu o seguinte:

“Josefo, o famoso historiador judeu, sustentava esse ponto de vista no primeiro século da era cristã. É possível que os discípulos de Cristo também o tenham feito.”

 

É interessante que este autor adventista do 7º. Dia sustenta a ideia de que é possível que  até mesmo os discípulos acreditavam nesta versão.

 

4) Considerando os breves comentários acima, com pureza de alma, pergunto: As atrocidades e abominações causadas pelo poder maligno exercido pelo “chifre muito pequeno” profanariam o santuário do Templo de Jerusalém do mesmo jeito, da mesma natureza que os pecados do povo de Deus no dia a dia e seria purificado dessa impureza nos moldes de Levíticos 16????

 

Vejamos se a cerimônia do Dia da Expiação, dia 10 do 7º. mês, era para expiar as abominações causadas pelos ímpios, pagãos, não israelitas penitentes, muito pior por um monarca ímpio, grego, inimigo ferrenho do povo do Altíssimo.

 

“Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias. E nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer expiação no santuário, até que ele saia, depois de feita expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor.

E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará. Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo.
E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Levítico 16:16-21

 

Está claro, explícito, límpido, cristalino, que a cerimônia solene do Dia da Expiação, Yom kippur /j?m ki’pur/ NADA TINHA A VER COM A PURIFICAÇÃO DE UM SANTUÁRIO DO POVO DE ISRAEL PROFANADO POR UM PODER ÍMPIO, INIMIGO DE DEUS E DO SEU POVO.

LOGO, TRANSFORMAR TARDES E MANHÃS, QUE SE REFEREM AOS SACRIFÍCIOS DO SANTUÁRIO À TARDE E À MANHÃ DE CADA DIA, EM DIAS, COMO SE TRATASSE DOS DIAS DA CRIAÇÃO RELATADOS EM GÊNESIS E, DEPOIS, FERINDO TODAS AS NORMAS DE HERMENÊUTICA, TRANSFORMAR EM ANOS, 2300 ANOS, DEPOIS, FERINDO TODA A LÓGICA DOS FATOS, INSERIR UMA OUTRA PROFECIA, ESSA, UNIVERSALMENTE ACEITA, A DAS 70 SEMANAS SOBRE O POVO DE ISRAEL, DANIEL 9, DENTRO DESSES “DIAS”, TUDO PARA ENCOBRIR O ERRO DE GUILHERME MILLER (MAÇOM OU EX-MAÇOM(?), GRAU 33), QUE, FERINDO A ESCRITURA SAGRADA, AS PALAVRAS DE JESUS EM MATEUS 24:36, MARCOU  REPETIDAS VEZES A DATA DA VOLTA DE JESUS, FATO QUE SÓ O PAI SABE.

LOGO, SALTA AOS OLHOS QUE A INTERPRETAÇÃO DA PROFECIA DE DANIEL 8:14 ESTÁ LAMENTAVELMENTE EQUIVOCADA, ENGANANDO A MILHÕES DE PESSOAS EM TODO O MUNDO, NÃO PODENDO SER ENTENDIDA COMO 2300 ANOS, MUITO MENOS, NADA TENDO A VER COM LEVÍTICOS 16, QUE TRATA DO DIA DA EXPIAÇÃO PARA O POVO DE ISRAEL, POVO DE DEUS, ENQUANTO O TEXTO PROFÉTICO DE DANIEL 8:9-14 TRATA DE UMA PROFANAÇÃO DO SANTUÁRIO TERRESTRE, O TEMPLO DE JERUSALÉM (QUE ESTAVA DEMOLIDO NOS DIAS DE DANIEL), MAS QUE ESTAVA ERIGIDO (515 A.C) NOS ANOS 168 A 165 A.C., QUANDO ANTÍOCO EPÍFANES, REI DA DINASTIA SELÊUCIDA QUE GOVERNOU A SÍRIA ENTRE 175 A.C. E 164 A.C., O QUAL INVADIU JERUSALÉM, CAUSOU GRANDE MORTANDADE, PROCUROU PELA FORÇA ESTABELECER A HELENIZAÇÃO DO POVO JUDEU, PROFANOU O TEMPLO, SACRIFICOU PORCOS, INTRODUZIU ALI IMAGENS DE ZEUS, dEUS GREGO, PROIBIU O CULTO JUDAICO E A OBSERVÂNCIA DO SHABBAT, EM TOTAL AFRONTA AO DEUS DE ISRAEL E AS POTESTADES CELESTES.

JOÃO 8:32: E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ. JESUS.

 

Desmond Ford, ilustre teólogo adventista, falecido em anos recentes, levanta muitas questões penetrantes, a partir das “reuniões em Glacier View que causaram tal impacto que o evento acabou sendo mencionado em revistas como Newsweek, Time e Christianity Today. Em seu texto, Ford alegou as seguintes posições:

 

Hebreus não ensina nossa posição tradicional sobre o santuário.

Hebreus ensina que Cristo, em sua ascensão, entrou no Lugar Santíssimo à direita de Deus.

Hebreus ensina que o primeiro compartimento era um símbolo da era tipológica e não afirma em qualquer lugar que possui um significado celestial com respeito a uma fase do ministério.

A purificação do santuário em Hebreus 9:23 refere-se ao que Cristo realizou por ocasião de sua morte, e já havia sido realizado na época em que a epístola foi escrita.

A Bíblia não ensina em lugar algum que um dia representa um ano em todas as profecias.

Daniel 9 não usa o princípio dia-ano. Não faz referência a dias.

O contexto de Daniel 8:10-14 nada diz sobre a contaminação do santuário celestial pelos pecados dos santos, mas refere-se muito a um vil poder terrestre lançando o santuário terrestre por terra. Como esperado, a promessa do qdcn em 8:14 é “vindicar”, “justificar”, ou restaurar” – nenhum dos quais surge do cerimonial de Levítico 16.

Apenas Antíoco Epifânio cumpre os detalhes específicos da ponta pequena de Daniel 8 e do homem vil de Daniel 11. Todos os outros cumprimentos, tais como Roma pagã e papal, são cumprimentos mais de princípio do que de detalhes.

Daniel 8:14 é uma resposta a uma pergunta sobre a duração do sucesso de um poder vil – e não um aviso sobre um juízo investigativo dos pecados dos santos.

Daniel 7:9-13 é uma cena de juízo com foco no chifre pequeno, não nos santos. (O PASTOR GEORGE KNIGHT, EM SEU LIVRO “A VISÃO APOCALÍPTICA E A NEUTRALIZAÇÃO DO ADVENTISMO”, DIZ O MESMO).

Apocalipse 14:7 fala de um juízo sobre Babilônia, não sobre os santos.

O Novo Testamento em lugar algum antecipa 20 séculos entre os dois adventos, mas antecipa o retorno iminente de Cristo no mesmo século em que os evangelhos e as epístolas foram escritos.

Nada no Novo ou Antigo Testamento ensina que o santuário é contaminado apenas quando confessamos nossos pecados.

O sangue das ofertas do povo comum nunca entrava no primeiro compartimento. Era um evento raro quando o sangue era levado para lá.

O Novo Testamento não ensina que Cristo está atualmente ministrando pelo pecado no santuário celestial assim como o sacerdote terreno tem sido apresentado pelos adventistas atuando no santuário típico.

É impossível ser dogmático quanto a datas precisas de cumprimentos proféticos.

Não há evidência de que 22 de outubro era o décimo dia do sétimo mês de 1844.

Quando nossos pioneiros, incluindo Ellen G. White, aplicaram Mateus 25:1-13 ao movimento de 1844 e juntaram a entrada de Cristo no Santíssimo com a vinda do noivo em 22 de outubro de 1844, eles assumiram uma posição que é extremamente indefensível exegeticamente.

Nossos pioneiros, incluindo Ellen White, erraram quanto à “porta fechada”, e mantiveram seu erro até aproximadamente 1851.

Não há textos bíblicos claros que ensinam o juízo investigativo”. (Nos moldes defendidos pela iasd)

FONTE: Araújo, Glauber S. TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO – 2006 DESMOND FORD E A DOUTRINA DO SANTUÁRIO: ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS FASES DISTINTAS. Ano 3 – Número 1 – 1º. Semestre de 2007  www.unasp.edu.br/kerygma p.53 www.unasp.edu.br/kerygma/monografia5.05.asp

 

“A PROFECIA DOS 2300 ANOS ESTÁ CONSTRUÍDA INTEIRAMENTE SOBRE SUPOSIÇÕES:

1. Devemos supor que as tarde e manhãs na realidade significam dias.
2. Devemos supor que o princípio de dia por ano se aplica às 2300 tardes e manhãs.
3. Devemos supor que Gabriel regressou 11 anos mais tarde para explicar a Daniel uma visão que já lhe havia explicado.

  1. Devemos supor que Gabriel não se proporia fazer que Daniel selasse a visão inteira de Daniel 8 – que Gabriel planejava regressar 11 anos mais tarde para explicar-lhe parte dela.
  2. Devemos supor que Gabriel regressou para falar com Daniel sobre a visão que este havia recebido 11 anos antes, embora Daniel estivesse pedindo a Deus para entender uma profecia inteiramente diferente – a profecia de Jeremias dos 70 anos.
  3. Devemos supor que a palavra “determinadas” significa na realidade “cortadas”.
    7. Devemos supor que a profecia das 70 semanas é “cortada” do começo da profecia dos 2300 anos, e não da metade nem do extremo dela.
    8. Devemos supor que a profecia dos 2300 dias começou no ano 457 AC., ainda que nada relacionado com a assolação do santuário ocorreu, nem nesse ano nem nos três séculos seguintes.

Crê ser sábio aceitar uma doutrina fundamental construída sobre tantas e tão débeis suposições? As doutrinas devem ser firmadas sobre fatos, não suposições. Os fatos são que o chifre pequeno representa Antíoco Epífanes, que a profecia se cumpriu literalmente, e que quase todos os eruditos bíblicos (judeus, cristãos, e até alguns adventistas) nos últimos 2000 anos têm reconhecido a Antíoco como o cumprimento da profecia”. (https://www.fimdomundo.net.br/o-fim-diversas-vezes.htm)

https://www.desford.org.au/wp-content/uploads/2016/01/Dr-Desmond-Ford-Daniel.8.14.pdf TESE DE PhD do Dr Desmond Ford

 

Petrolina, PE, 02 de junho de 2020.

 

Paulo Augusto da Costa Pinto

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74 9 9188 4294

Veja também:

Daniel 8:14 – 2300 anos ou 2300 sacrifícios? Antíoco Epífanes um Tipo do Anticristo do Tempo do Fim?

JUÍZO INVESTIGATIVO! UMA ANÁLISE CLARA E SIMPLES SOBRE O HISTÓRICO DESSA TEORIA. By Robert K. Sanders Traduzido e adptado por Eloy Arraes Vargas